1. Um carro de policia move-se a 90 km h-1 e aproxima-se de um carro que está parado num cruzamento.
Quando o carro se apercebe que o carro da policia se encontrava a 200 m dele, aumenta a velocidade até atingir 120 km h-1, com uma aceleração de 4,0 m s-2, como se encontrava dentro de uma zona urbana foi obrigado a manter essa velocidade.
A policia manteve sempre a sua velocidade durante a perseguição, verifica se a policia consegue apanhar o carro vermelho.
- A velocidade do carro da policia é vp = 25 m s-1
- A velocidade final do carro vermelho é vc = 33,3 m s-1
Como:
Nos primeiros 8,33 s, o automóvel vermelho percorreu a distância 138,7 m.
Até esse instante, o carro da policia percorreu a distância 208,2 m.
Como estava a 200 m mais atrás do carro vermelho, nesse instante o carro da policia encontrava-se 138,7 – 8,2 = 130,5 m atrás do carro vermelho.
A partir dos 8,33 s os dois carros têm movimento retilíneo e uniforme, sendo a velocidade do carro vermelho superior ao da policia, logo a policia nunca irá ultrapassar o carro vermelho.
2. A velocidade de um cavalo com movimento retilíneo é dada pela equação v= 6,0 – 6,0 t.
2.1 Escreve a equação que traduz as posições do cavalo ao longo do tempo. Considera que no início da contagem do tempo o cavalo se encontra na origem do referencial.
2.2 Determina o espaço percorrido pelo cavalo ao fim de 4,0 s de movimento.
2.1 x = 6,0t – 3,0 t2 (SI)
2.2 Inicialmente, o cavalo deslocou-se no sentido positivo, mas inverteu o sentido ao fim de 1,0 s de movimento, quando se encontrava na posição x = 3,0 m.
No instante t = 4,0 s, estava na posição x = – 24 m, totalizando um espaço percorrido de s = 3,0 + 27 = 30,0 m.
3. Um carrinho move-se em linha reta, sendo a sua coordenada de posição ao longo do tempo descrita por:
x(t) = 30,0 + 6,0 t – 4,0 t2 (SI)
Seleciona a opção que traduz a velocidade do carrinho em função do tempo.
(A) v = -30,0 + 4,0 t (SI)
(B) v = 6,0 + 4,0 t (SI)
(C) v = 6,0 – 8,0 t (SI)
(D) v = 34,0 – 8,0 t (SI)
- Opção (C)
4. Um coelho que se encontra na posição 6,0 m, descreve um trajetória retilínea, o gráfico seguinte representa o valor da velocidade do coelho em função do tempo.
4.1 Escreve a expressão analítica do movimento.
4.2 Seleciona a opção correta.
(A) O movimento do coelho faz-se no sentido negativo da trajetória.
(B) O coelho está parado.
(C) O movimento do coelho não é uniforme.
(D) O movimento do coelho é retilíneo uniformemente retardado.
4.1 x = 6,0 – 1,0 t (SI)
4.2 Opção (A)
5. A Rafaela foi esquiar, parte do repouso e desliza na horizontal 20,0 m, em 4,0 s, com aceleração constante.
Determina o instante em que atinge uma velocidade de 30 m s-1.
O movimento é retilíneo uniformemente acelerado, com v0 = o m s-1.
Cálculo do módulo da aceleração:
Substituindo pelos valores, tem-se:
Cálculo do instante em que v = 30 m s-1.
6. O José empurra um bloco, de 25 g, com movimento retilíneo sobre um plano horizontal.
A posição é descrita por
x(t) = 18,0 – 4,0t + 2,0t2 (SI)
6.1 Determina a intensidade da resultante das forças que atuam sobre o bloco.
6.2 Calcula, a partir da equação das velocidades, o instante em que o bloco inverte o sentido do movimento.
6.3 Indica a orientação relativa dos vetores velocidade e aceleração no instante t = 4,0 s, identificando o sentido e o tipo de movimento nesse instante.
6.4 Determina ao fim de quanto tempo o bloco regressa ao ponto de partida.
6.1 Da equação do movimento obtém-se a componente escalar da aceleração que o dobro d0 coeficiente de t2.
Portanto, a = 4,0 m s-2.
Pela segunda lei de Newton, a componente escalar da resultante das forças é Fr = 25 x 4,0 = 100 N, igual à respetiva intensidade.
6.2 A equação das velocidades é v(t) = – 4,0 + 4,0 t (SI)
Na inversão de sentido tem-se vx (t) = 0 , ou seja – 4,0 + 4,0 t = 0 ⇔ t = 1,0 s
6.3 Para t = 4,0 s, vem :
v (4) = – 4,0 + 4,0 x (4,0) = 12,0 m s-1
A componente escalar da velocidade e a componente da aceleração são positivos, logo o movimento é uniformemente acelerado no sentido positivo.
6.4 O ponto de partida é a posição inicial x0 = 18,0 m, logo
18,0 = 18,0 – 4,0t + 2,0t2 ⇔ t = 2,0 s
O gráfico posição-tempo é:
7. Um navio teve que atracar numa praia, largou a ancora de 150 kg de uma altura de 10,0 m e enterrou-se 2,0 m na areia.
7.1 Usando considerações energéticas, calcule o módulo da força que fez parar a ancora.
7.2 A partir das equações do movimento, determina o módulo da aceleração da ancora dentro da areia, supondo que esta exerceu uma força constante sobre ela.
7.1 As forças que fizeram parar a ancora são forças não conservativas.
Como ΔEc = 0.
7.2 A ancora atinge a areia com velocidade de módulo 14,1 m s-1.
Considerando que o sentido do movimento é o sentido positivo e resolvendo em simultâneo as equações:
Ou
Conclui-se que a = 49,7 m s-2 no sentido contrário ao movimento.
8. Um ladrão depois de assaltar uma loja, passou a correr por um polícia, este encetou uma perseguição ao ladrão.
O gráfico da figura traduz os primeiros instantes dessa perseguição.
8.1 Escreve as leis do movimento para o ladrão e para o polícia, supondo que o polícia parte da origem do referencial.
8.2 Verifica se aos 12,0 s o polícia já tinha intercetado o ladrão.
8.3 Calcula a distância que correram os dois até o polícia apanhar o ladrão;
8.4 Calcula o valor máximo da velocidade atingida pelo polícia até intercetar o ladrão.
8.1 A posição inicial dos dois coincide com a origem do referencial, logo x0 = 0,0 m
O polícia parte do repouso, v0 = 0,0 m s-1, e a sua aceleração é determinada pelo declive da linha do gráfico:
As leis do movimento do polícia são :
- x = 1,25 t2
- v = 2,5 t
A velocidade do ladrão é constante, logo a sua aceleração é nula.
As leis do movimento do ladrão são:
- x = 20,0 t
- v = 20,0
8.2 Aos 12,0 s, o ladrão encontra-se na posição x = 20,0 x 12,0 = 240 m.
o polícia encontrava-se x = 1,25 x 12,02 = 180 m
Como no início da perseguição os dois se encontravam na mesma posição, ao fim de 12,0 s o polícia ainda não tinha conseguido alcançar o ladrão, estava a 60 m dele.
8.3 Quando o polícia alcançou o ladrão, os dois encontram-se na mesma posição. Para determinar essa posição começa-se por igualar as equações das posições a cada veículo:
- 1,25 t2 = 20,0 t ⇔ 1,25 t = 20,0 ⇔ t = 16 s ( a solução t = 0,0 s ignora-se pois corresponde ao início do movimento).
Substituindo este valor na equação das posições do polícia, x = 1,25 t2 = 1,25 x 162 = 320 m
- Conclui-se que o polícia alcançou o ladrão depois de andarem cerca de 320 m.
8.4 Nas condições referidas, o polícia atingiu a velocidade máxima aos 16 segundos.
substituindo este valor na equação das velocidades do polícia, v = 2,5 x 16 = 40 m s-1, conclui-se que o polícia atingiu os 144 km h-1.
9. A Mariana foi levar uns livros à escola.
Registou numa tabela os valores da componente escalar da velocidade com que se move segundo uma trajetória retilínea durante 6 s.
Escreve a equação da velocidade em função do tempo v = v(t), e determina a componente escalar da velocidade do corpo no instante inicial.
(declive)
10. Os amigos Pedro e Gil, queriam comprar um telemóvel, então decidiram fazer uma corrida até à loja mais próxima.
Os gráficos da figura representam as posições dos dois, em função do tempo.
10.1 A partir do gráfico, é possível concluir que, no intervalo de tempo considerado …
(A) a velocidade do Pedro é maior do que a do Gil.
(B) a aceleração do Pedro é maior do que a do Gil.
(C) o Pedro está a deslocar-se à frente do Gil.
(D) o Pedro e o Gil estão a deslocarem-se um ao lado do outro.
10.2 Indica a afirmação correta.
(A) O Pedro e o Gil estão a movimentar-se numa rampa.
(B) O Pedro move-se mais rapidamente do que o Gil.
(C) O Pedro partiu da meta antes do Gil.
(D) O Pedro e o Gil descrevem um movimento uniforme.
10.1 Opção (C)
10.2 Opção (D)
11. O gráfico mostra a componente escalar da velocidade de duas motas, A e B, que seguem num percurso retilíneo, em função do tempo.
A mota A segue na frente da mota B, e num dado momento teve que fazer uma travagem, o motociclista que seguia atrás ao se aperceber da travagem iniciada pelo motociclista A, inicia também a travagem para evitar a colisão.
11.1 Determina o valor da aceleração das duas motas.
11.2 Calcula a distância percorrida por cada mota, desde o instante t = 0 s.
11.3 Calcula a distância percorrida por cada mota, recorrendo apenas às leis dos movimentos.
11.4 Qual deve ser a distância mínima, Dmín, entre as motas, para que não haja perigo de colisão?
11.1 O valor da aceleração calcula-se pelo declive de cada segmento de reta do gráfico.
⇒ aA = aB, uma vez que os declives são iguais
11.2 A distância percorrida sobre a trajetória, por cada uma das motas, pode ser calculada pela área delimitada pelos segmentos de reta do gráfico e o sistema de eixos.
11.3 A mota A desloca-se com movimento retilíneo uniformemente retardado, pois v > 0 e a < 0.
A lei do movimento é :
A mota B nos primeiros 2 segundos, desloca-se com movimento retilíneo uniforme.
A lei do movimento é :
A mota B a partir dos 2 segundos desloca-se com movimento retilíneo uniformemente retardado, pois v > 0 e a < 0.
A lei do movimento é :
⇒ Δx = 80 + 200 = 280 m
11.4 A mota que, no início da travagem, vai à frente é a mota A.
Então, para que não haja colisão, deverá ser:
xB (12) < xA (10) ⇔ xB (12) – xA (10) < 0 ⇔
(xB (0) + 280) – ( xA (0) + 200) < 0 ⇔
(xB (0) + 280) – ( xA (0) + 200) < 0 ⇔
xB (0) + 280 – xA (0) + 200 < 0 ⇔
xB (0) – xA (0) < -80 ⇔
xA (0) – xB (0) > 80
Logo, a distância mínima entre as duas motas para que não haja de colisão é de 80 m.
12. Um automobilista seguia numa via rápida a 60 km h-1 quando teve problemas no sistema de travagem.
Em socorro um carro da polícia, foi-se aproximando do carro vermelho, quando estava a 30 m seguia a uma velocidade de 80 km/h, a partir desse momento acelera de forma que a sua velocidade aumente 4,0 m s-1, em cada segundo..
Considera que a distância que o carro da polícia percorre durante a mudança de faixa é desprezável.
O carro vermelho manteve sempre a velocidade constante.
12.1 Calcula o tempo que o carro da polícia demora a ficar ao lado do carro vermelho.
12.2 Resolve a alínea anterior usando as potencialidades da calculadora gráfica.
12.3 Qual o módulo da velocidade do carro da polícia no instante determinado na alínea anterior?
13. O gráfico seguinte descreve o movimento retilíneo de duas motas.
As motas são colocadas numa pista retilínea, a mota B é colocada a 80 m à frente de A, e os seus movimentos começam no mesmo instante.
13.1 Escreve a equação da posição para cada um deles, tomando o mesmo referencial.
13.2 Determina ao fim de quanto tempo as duas motas se podem encontrar. Em que posição estarão nesse instante?
13.1 As acelerações da mota A e de B são :
As velocidades iniciais são nulas: v0A = v0B = 0
As equações das posições são :
- XA = ½ aA t2 = 0,25 t2 (SI)
- XB = X0 + ½ aA t2 = 80 +0,125 t2 (SI)
13.2 Quanto se encontram XB = XA
logo, 80 +0,125 t2 = 0,25 t2 ⇔ t = 25,3 s
Encontram-se na posição XA (25,3) =0,25 t2 = 0,25 x (25,3)2 = 160 m
A questão também poderia ser resolvida geometricamente, através das áreas no gráfico velocidade-tempo.
14. Um avião de 47 t, quando inicia a travagem encontra-se com uma velocidade de 190 km h-1 , tendo percorrido 300 m até se imobilizar.
Considera o movimento uniformemente retardado.
Determina:
14.1 o tempo de travagem;
14.2 o trabalho da resultante das forças.
14.1 A velocidade inicial é 190 km h-1 = 52,8 s e, como o movimento é retardado, a componente escalar da aceleração, tem sentido oposto ao da velocidade, logo as equações do movimento são:
- x (t) = 52,8 t – ½ a t2
- vx (t) = 52,8 – a t
sendo x (t) = 300 m quando vx (t) = 0.
Resolvendo o sistema de equações, a partir de vx (t) = 0 obtém-se t = 52,8/a
então : t = 41,6 s
14.2 A intensidade da resultante das forças obtém-se a partir da segunda lei de Newton:
- Fr = m a = 47000 x 4,65 = 2,18 x 105 N
Como o movimento é retardado, essa resultante tem sentido oposto ao deslocamento, logo:
- W = 2,18 x 105 x 300 x cos 180º = – 6,55 x 107 J
Alternativamente, pode obter-se o trabalho a partir do teorema da energia cinética:
W = ΔEc = ½ x 47000 x (02 – 52,82)= – 6,55 x 107 J
15. Um automóvel de 2100 kg partiu do repouso no extremo de uma ponte retilínea sujeito a uma força constante de módulo 8,4 kN.
Quatro segundos depois, uma carrinha entrou no extremo oposto da ponte com velocidade constante.
Sabendo que os dois automóveis se cruzaram a meio da ponte que tem comprimento de 180 m, determina o módulo da velocidade da carrinha nesse instante.
- Considerando um referencial com origem no ponto onde parte do carro e sentido do movimento do carro.
⇒ Para o carro:
Fr = ma ⇔ 8400 = 2100 x a ⇔ a = 4 m s-2
- a = 4,0 m s-2
- x = 2 t2
⇒ Para a carrinha:
- x = 180 – v0 (t – 4,0)
O cruzamento dos carros ocorreu 6,7 s depois de o carro ter arrancado do extremo da ponte:
- 90 = 2,0 t2 ⇔ t = 6,7 s
O módulo da velocidade da carrinha calcula-se por:
- 90 = 180 – v0 (6,7 – 4,0) ⇔ v0 = 33,3 m s-1


















