Ficha nº4

Exercícios de exames e testes intermédios (2014 – 2017)

10ºanoFísica  – Subdomínio 1 (Energia e movimentos)



1.
(TI12/02/2014) Um automóvel de massa 1,0 × 103 kg, inicialmente parado numa estrada horizontal, acelera durante 10 s, sendo a potência fornecida pelo motor 72 cv.

Calcule o módulo da velocidade que o automóvel pode atingir 10 s depois de arrancar, se 15% da energia fornecida pelo motor, nesse intervalo de tempo, for transformada em energia cinética.

Apresente todas as etapas de resolução.

1 cv = 750 W

Resolução

⇒ Calcular a energia fornecida pelo motor durante o intervalo de tempo de 10 s

⇒  Calcular a energia fornecida pelo motor, Emotor, que se converte em energia cinética

⇒  Calcular o módulo da velocidade que o automóvel pode atingir 10 s depois de arrancar 

 

⇒ O módulo da velocidade que o automóvel pode atingir 10 s depois de arrancar, admitindo que 15% da energia fornecida pelo motor se converte, nesse intervalo de tempo, em energia cinética foi 12,7 m s−1.

Critérios

  • Na resposta, devem ser apresentadas as seguintes etapas:

A) Determinação da energia fornecida pelo motor em 10 s (E = 5,40 × 105 J) …….. 6 pontos

B) Determinação do módulo da velocidade que o automóvel pode atingir 10 s depois de arrancar (v = 13 m s-1) …….. 6 pontos

2. (2014 1ªF) Com o objetivo de investigar a dissipação de energia em colisões de bolas com o solo, um grupo de alunos realizou uma atividade laboratorial, na qual deixou cair bolas de diferentes elasticidades.

Os alunos consideraram o solo como nível de referência da energia potencial gravítica.

A tabela seguinte apresenta a altura máxima atingida por uma dessas bolas, após o primeiro ressalto no solo, em três ensaios consecutivos, nos quais a bola foi abandonada sempre de uma mesma altura.

Apresente o resultado da medição da altura máxima atingida pela bola, após o primeiro ressalto, em função do valor mais provável e da incerteza relativa (em percentagem).

Apresente todas as etapas de resolução.

Resolução

⇒ Cálculo do valor mais provável da altura máxima atingida após o primeiro ressalto:

⇒ Cálculo da incerteza relativa (em percentagem):

⇒ Resultado da medição:

  • hapós = 0,53 m ± 2%

Critérios

  • Etapas de resolução:

A) Determinação do valor mais provável da altura máxima atingida pela bola, após o primeiro ressalto (h = 0,53 m) (ver nota 1) …….. 3 pontos

B) Cálculo da incerteza relativa do valor experimental da altura máxima atingida pela bola, após o primeiro ressalto (2% ou 2 × 10-2) (ver nota 2…….. 4 pontos

C) Apresentação do resultado da medição da altura máxima atingida pela bola, após o primeiro ressalto, em função do valor mais provável e da incerteza relativa (em percentagem) (0,53 m ± 2%…….. 5 pontos

Notas:

1. A apresentação do valor mais provável da altura máxima atingida pela bola com um arredondamento incorreto, ou com um número incorreto de algarismos significativos, implica a pontuação desta etapa com zero pontos.

2. A apresentação da incerteza relativa com um arredondamento incorreto, ou com um número incorreto de algarismos significativos, nesta etapa, não implica qualquer desvalorização.

3. (2014 1ªF) O coeficiente de restituição, e, na colisão de uma bola com o solo pode ser calculado pela raiz quadrada do quociente da altura máxima atingida pela bola após um ressalto, hapós , e da altura da qual a bola caiu, hqueda :

3.1. Na tabela seguinte, estão registadas as alturas máximas atingidas, em sucessivos ressaltos, por uma bola que foi inicialmente abandonada a 1,20m do solo.

Para determinar o coeficiente de restituição, e, na colisão da bola com o solo, comece por apresentar uma tabela, na qual registe, para cada um dos ressaltos, a altura de queda, hqueda , e a altura máxima atingida pela bola após o ressalto, hapós .

Calcule o coeficiente de restituição, e, na colisão da bola com o solo, a partir da equação da reta que melhor se ajusta ao conjunto de valores registados nessa tabela.

Apresente todas as etapas de resolução.

Resolução

⇒ Equação de regressão linear do gráfico de dispersão da altura máxima após o ressalto em função da altura de queda:

  • hqueda = 0,675 hapós + 8 × 10–3 (SI)

⇒  No modelo teórico, a altura de ressalto é nula para uma altura de queda nula.

⇒ Na expressão determinada, o valor 8 × 10–3 é aproximadamente zero, e resulta do modelo matemático usado no tratamento com os dados.

⇒ Cálculo do coeficiente de restituição (o declive do gráfico é igual ao quadrado do coeficiente de restituição):

Critérios

  • Etapas de resolução:

A) Apresentação da tabela com o registo, para cada um dos ressaltos, da altura de queda, hqueda , e da altura máxima atingida pela bola após o ressalto, hapós (ver nota 1) …….. 5 pontos

B) Determinação, para hapós em função de hqueda , da equação da reta que melhor se ajusta ao conjunto de valores registados na tabela (hapós = 0,675 hqueda + 0,008 (SI) ou y = 0,675x + 0,008 (SI)) (ver notas 2 e 3) …….. 5 pontos

C) Cálculo do coeficiente de restituição na colisão da bola com o solo (e = 0,82) (ver nota 3…….. 5 pontos

Notas:

1. A apresentação de duas séries de valores sem identificação das grandezas a que se referem (hqueda e hapós) será considerada um erro de tipo 2.

2. A apresentação da equação da reta com um valor diferente de ordenada na origem, mas da mesma ordem de grandeza, nesta etapa, não implica qualquer desvalorização.

3. A apresentação de valores calculados com arredondamentos incorretos, ou com um número incorreto de algarismos significativos, nesta etapa, não implica qualquer desvalorização.

3.2. Os alunos determinaram um coeficiente de restituição de 0,76 na colisão de uma bola X com o solo e um coeficiente de restituição de 0,65 na colisão de uma bola Y com o solo.

Estes resultados permitem concluir que, em cada ressalto,

(A) cerca de 76% da energia mecânica do sistema bola X +Terra é dissipada na colisão com o solo.

(B) a energia mecânica inicial é menor no caso do sistema bola Y +Terra.

(C) cerca de 35% da energia mecânica do sistema bola Y +Terra é dissipada na colisão com o solo.

(D) a percentagem da energia mecânica dissipada na colisão com o solo é menor no caso do sistema bola X + Terra.

Resolução

  • Opção (D)

⇒  Um menor coeficiente de restituição significa uma menor altura máxima de ressalto para uma determinada altura de queda e, portanto, uma maior percentagem de energia dissipada.

⇒  Sendo desprezável a força de resistência do ar durante a descida e a subida da bola, há conservação da energia mecânica: a energia mecânica da bola imediatamente antes da colisão com o solo é igual à energia potencial gravítica do sistema bola-Terra para a altura de queda e imediatamente após à colisão é igual à energia potencial para a altura máxima de ressalto.

⇒  Assim, a razão entre a energia dissipada na colisão e a energia antes da colisão é:

⇒  Um aumento do coeficiente de restituição implica uma menor percentagem de energia dissipada.

⇒  Para o sistema bola X-Terra a percentagem de energia dissipada é

  • (1 – 0,762) × 100% = 42%

 Para o sistema bola Y-Terra é

  • (1 – 0,652) × 100% = 58% 

Critérios

  • Opção (D) …………. 5 pontos

4. (2014 2ªF) Eis-nos diante desse divertimento popular chamado montanha-russa.

Um carrinho, levado ao ponto mais alto de uma linha de carris e aí abandonado à força da gravidade, cai, subindo e descendo depois pela linha fantasticamente curva, dando aos que vão dentro dele todas as sensações violentas das súbitas mudanças de velocidade… Partindo sempre do ponto mais alto, situado, por exemplo, a cem metros do chão, em parte nenhuma do percurso alcança ponto mais alto do que aquele.
Vamos supor que alguém descobriu como eliminar totalmente as forças dissipativas e quer aplicar a sua descoberta à construção de uma montanha-russa. Nessa construção, deve seguir uma regra muito simples: não deve haver pontos situados a uma altura superior à do ponto de partida, embora a linha de carris possa ter qualquer comprimento. Se o carrinho puder mover-se livremente até ao final da linha de carris, poderá, no seu percurso, atingir várias vezes cem metros de altura, mas nunca poderá ultrapassar esse valor.

Nas montanhas-russas reais, não será assim: depois de abandonado, o carrinho nunca atingirá a altura do ponto de partida, devido à ação das forças dissipativas.

A. Einstein, L. Infeld, A Evolução da Física, Lisboa,
Livros do Brasil, pp. 43-45 (adaptado)

4.1. Um carrinho, abandonado no ponto mais alto da linha de carris de uma montanha-russa em que as forças dissipativas tenham sido totalmente eliminadas, passa no ponto mais baixo dessa linha, situado ao nível do chão, com uma velocidade cujo módulo é

(A) diretamente proporcional à energia mecânica inicial do sistema carrinho + Terra.

(B) diretamente proporcional à altura do ponto de partida.

(C) independente da massa do carrinho.

(D) independente do módulo da aceleração gravítica local.

Resolução

  • Opção (C)

⇒ Eliminando as forças dissipativas, na descida dos carris ao longo da montanha-russa há conservação de energia mecânica. Sendo nula a velocidade o carrinho no nível inicial, a uma altura h em relação ao solo, e descendo para um ponto ao nível do solo, usando a conservação de energia mecânica

  • m g h = ½ m ν2 ⇔ ν2 = 2 gh 

⇒ O módulo desta velocidade depende apenas da raiz quadrada do produto da aceleração da gravidade pela altura.

⇒ A energia mecânica inicial é diretamente proporcional à altura, logo, o módulo da velocidade não depende nem da massa nem é diretamente proporcional à altura.

Critérios

  • Opção (C) …………. 5 pontos

4.2. O trabalho realizado pelo peso do carrinho, entre o ponto de partida e o final da linha de carris,

(A) é independente do comprimento da linha de carris.

(B) depende do número de vezes que o carrinho atinge o ponto mais alto.

(C) é independente da massa do carrinho.

(D) depende da intensidade das forças dissipativas que atuem no carrinho.

Resolução

  • Opção (A)

A força gravítica, que designamos por peso, é uma força conservativa, ou seja, quando realiza trabalho sobre um sistema não faz variar a sua energia mecânica.

O trabalho realizado por uma força conservativa quando desloca um corpo de uma posição para outra depende apenas da posição inicial e final, qualquer que seja a trajetória descrita, assim nestas condições, o trabalho realizado pelo peso do carrinho, entre o ponto de partida e o final da linha de carris é independente do comprimento da linha de carris.

Critérios

  • Opção (A) …………. 5 pontos

4.3. Explique porque é que, nas montanhas-russas reais, «depois de abandonado, o carrinho nunca atingirá a altura do ponto de partida».

Resolução

No ponto inicial o carrinho é abandonado com velocidade nula, logo, o sistema carrinho-Terra tem energia mecânica igual à sua energia potencial. Na descida de uma montanha-russa real há dissipação de energia, devida às forças dissipativas. Assim, ao longo dos carris, este processo de dissipação conduz à diminuição da energia mecânica do sistema carrinho-Terra.

Para atingir a altura inicial o sistema carrinho-Terra teria de possuir no mínimo (com velocidade nula) uma energia mecânica igual à inicial, mas já não a possui, porque houve dissipação de energia.

O carrinho numa montanha-russa real, em que o movimento apenas resulta do processo de transformação de energia de potencial em cinética, nunca chega à altura do ponto de partida.

Critérios

  • Tópicos de referência:

A) No ponto de partida e no ponto mais alto de cada uma das subidas, a energia cinética (ou a velocidade) do carrinho é nula e, assim, nesses pontos, a energia mecânica do sistema carrinho + Terra será igual à energia potencial gravítica [desse sistema].

B) Nas montanhas-russas reais, atuam sobre o carrinho forças dissipativas que [, à medida que o carrinho se desloca sobre a montanha-russa,] provocam uma diminuição da energia mecânica do sistema carrinho + Terra.

C) Assim, no ponto mais alto de cada uma das subidas, a energia potencial gravítica do sistema será sempre inferior à energia potencial gravítica [desse sistema] no ponto de partida, pelo que a altura [máxima] atingida pelo carrinho em cada uma das subidas será sempre inferior à altura do ponto de partida.

5. (2014 EE) Na Figura 2 (que não está à escala), estão representadas duas bolas, R e S, e um referencial unidimensional de eixo vertical, Oy, com origem no solo. A massa da bola R é superior à massa da bola S.

As bolas são abandonadas simultaneamente, de uma mesma altura, h, em relação ao solo.

Considere desprezável a resistência do ar e admita que cada uma das bolas pode ser representada pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).

5.1. As bolas R e S chegam ao solo com

(A) a mesma velocidade e a mesma energia cinética.

(B) a mesma velocidade e energias cinéticas diferentes.

(C) velocidades diferentes e energias cinéticas diferentes.

(D) velocidades diferentes e a mesma energia cinética.

Resolução

  • Opção (B)

Como a equação das velocidades de ambas as bolas é v = – g t e como ambas apresentam o mesmo tempo de queda, então atingem o solo com a mesma velocidade.

Uma vez que a energia cinética depende da massa do sistema, Ec = ½ m v2, e a massa da bola R é superior à massa da bola S, conclui-se que ao atingirem o solo a energia cinética de R é superior à de S, ou seja, são diferentes.

Critérios

  • Opção (B)…………. 5 pontos

5.2. Admita que uma das bolas ressalta no solo sem que ocorra dissipação de energia mecânica.

5.2.1. O trabalho realizado pelo peso da bola, desde a posição em que foi abandonada até à posição em que atinge a altura máxima após o ressalto, é

(A) zero, porque essas posições estão à mesma altura.

(B) zero, porque o peso é perpendicular ao deslocamento.

(C) positivo, porque o peso tem a direção do deslocamento.

(D) positivo, porque essas posições estão a alturas diferentes.

Resolução

  • Opção (A)

Desde a posição em que a bola é abandonada até à posição em que atinge a altura máxima após o ressalto há conservação de energia mecânica, logo, a energia potencial em ambos os instantes é a mesma, Ep0 = Ep, pois nestas posições a velocidade e a energia cinética são nulas, sendo a altura final igual à altura inicial, h, visto que para cada instante Ep = m g h.

O trabalho realizado pelo peso, uma força conservativa, que tem a direção do deslocamento, vertical, é:

  • WP = – ΔEp ⇔ WP = – m g (h – h0)

Como h = h0, então WP = 0.

Critérios

  • Opção (A)…………. 5 pontos

5.2.2. Desenhe, na sua folha de respostas, o(s) vetor(es) que representa(m) a(s) força(s) que atua(m) na bola, no seu movimento ascendente, após o ressalto no solo.

Resolução

Critérios

  • …….. 5 pontos

6. (2015 1ªF) Na Figura 2 (que não está à escala), estão representados dois conjuntos ciclista + bicicleta, CI e CII, que se movem ao longo de uma estrada retilínea e horizontal, coincidente com o eixo Ox de um referencial unidimensional.

Considere que cada um dos conjuntos pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).

Considere que no instante t = 0 s o conjunto CII inicia o seu movimento e  que,  nesse  instante, o conjunto CI  passa na origem do referencial.

Admita que, a partir desse instante, e durante um determinado intervalo de tempo, as componentes escalares, segundo o eixo Ox, das posições, xCI e xCII , dos conjuntos CI e CII, respetivamente, variam com o tempo, t, de acordo com as equações

XCI = 7,0 t (SI)

XCII = 800 – 0,030 t2 (SI)

A soma dos trabalhos realizados pelas forças que atuam no conjunto CI, num deslocamento desse conjunto no intervalo de tempo considerado, é

A) nula, uma vez que atuam no conjunto forças não conservativas.

B) negativa, uma vez que a energia cinética do conjunto diminui.

C) nula, uma vez que a energia cinética do conjunto se mantém constante.

D) negativa, uma vez que atuam no conjunto forças não conservativas.

Resolução

  • Opção (C)

Para o ciclista CI o declive da reta no gráfico x(t) é constante, logo, ele tem um movimento retilíneo e uniforme, movendo-se assim com velocidade constante.

No contexto do modelo da partícula material, o trabalho da resultante das forças é igual à variação de energia cinética e igual à soma dos trabalhos de todas as forças.

Sendo constante a velocidade também o é a energia cinética e a sua variação é nula.

  • A soma dos trabalhos de todas as forças é nula.

Critérios

  • Opção (C) …………. 5 pontos

7. (2015 1ªF) Na Figura 3 (que não está à escala), está representado um conjunto ciclista + bicicleta que iniciou a subida de uma rampa com uma energia cinética de 2,0 x 103 J. 

Após percorrer 68 m sobre a rampa, atinge uma altura de 3,0 m, com uma velocidade de módulo 3,5 m s-1.

A massa do conjunto ciclista + bicicleta é 80 kg.

Considere que o conjunto pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material) e considere a base da rampa como nível de referência da energia potencial gravítica.

Calcule, no percurso considerado, a intensidade da resultante das forças não conservativas que atuam no conjunto ciclista + bicicleta, na direção do deslocamento. Admita que essa resultante se mantém constante.

Apresente todas as etapas de resolução.

Resolução

Cálculo da variação de energia cinética entre a base e o topo do plano:

  • ΔEc = ½ m v2 – Ec(inicial) = ½ × 80 kg × 3,52 m2 s–2 − 2,0 × 103 J = −1,51 × 103 J

Cálculo da variação de energia potencial entre a base e o topo do plano:

  • ΔEc = m gh − 0 = 80 kg × 10 m s–2 × 3,0 m = 2,40 × 103 J

Na subida existem forças conservativas (fc) e forças não conservativas (fnc), sendo o trabalho das forças conservativas simétrico da variação de energia potencial:

  • Wfc = −ΔEp = −2,40 × 103 J

Aplicação da lei do trabalho energia:

  • W = ΔEc ⇔ Wfc + Wfnc = ΔEc ⇔−2,40 × 103 + Wfnc = −1,51 × 103 J ⇔ Wfnc = 2400 − 1510 = 8,90 × 102 J

Cálculo da intensidade das forças não conservativas:

  • Wfnc = F d cos 0º ⇔ 8,90 × 102 = F × 68 × 1 ⇒ F = = 13 N

O ângulo entre a resultante das forças não conservativas e o deslocamento é 0 porque o trabalho é positivo.

Critérios

  • Etapas de resolução:

A) Determinação da energia mecânica do sistema quando o conjunto ciclista + bicicleta atinge a altura de 3,0 m (Em = 2,89 × 103 J)

OU

  • Determinação da variação da energia cinética do conjunto ciclista + bicicleta e da variação da energia potencial gravítica do sistema, no percurso considerado (ΔEc = –1,51 × 103 J e ΔEp = 2,40 × 103 J) …….. 5 pontos

B) Determinação da variação da energia mecânica do sistema, no percurso considerado (ΔEm = 8,90 × 102 J) …….. 4 pontos

C) Determinação da intensidade da resultante das forças não conservativas que atuam no conjunto ciclista + bicicleta, na direção do deslocamento (F = 13 N) (ver nota 1) …….. 6 pontos

OU

A) Determinação da variação da energia cinética do conjunto ciclista + bicicleta (ΔEc = –1,51 × 103 J) e identificação desta variação com a soma dos trabalhos realizados pelas forças que atuam no conjunto, no percurso considerado …….. 5 pontos

B) Determinação da intensidade da resultante das forças que atuam no conjunto ciclista + bicicleta (F = 22,2 N) (ver nota 2) …….. 4 pontos

C) Determinação da intensidade da componente tangencial da força gravítica que atua no conjunto (Fgt = 35,3 N ) e determinação da intensidade da resultante das forças não conservativas que atuam no conjunto ciclista + bicicleta, na direção do deslocamento (F = 13 N) …….. 6 pontos

OU

A) Determinação do módulo da aceleração do conjunto, no percurso considerado (a = 0,277 m s-2) …….. 5 pontos

B) Determinação da intensidade da resultante das forças que atuam no conjunto ciclista + bicicleta (F = 22,2 N) …….. 4 pontos

C) Determinação da intensidade da componente tangencial da força gravítica que atua no conjunto (Fgt = 35,3 N ) e determinação da intensidade da resultante das forças não conservativas que atuam no conjunto ciclista + bicicleta, na direção do deslocamento (F = 13 N) …….. 6 pontos

Notas:

1. A explicitação do ângulo considerado na determinação da intensidade da resultante das forças não conservativas que atuam no conjunto é obrigatória: se, na etapa B, tiver sido calculada uma variação de energia mecânica do sistema positiva, a = 0º; se, na etapa B, tiver sido calculada incorretamente uma variação de energia mecânica do sistema negativa, a = 180º.

Em qualquer dos casos, se os ângulos acima referidos não forem explicitados, a etapa é pontuada com 0 pontos.

2. A explicitação do ângulo considerado na determinação da intensidade da resultante das forças que atuam no conjunto é obrigatória: se, na etapa A, tiver sido calculada uma variação de energia cinética do conjunto negativa, a = 180º; se, na etapa A, tiver sido calculada incorretamente uma variação de energia cinética do conjunto positiva, a = 0º.

Em qualquer dos casos, se os ângulos acima referidos não forem explicitados, a etapa é pontuada com 0 pontos.

8. (2015 2ªF) Na Figura 3 (que não se encontra à escala), está representado um carrinho que percorre o troço final de uma montanha-russa.

Admita que o carrinho, de massa 600 kg, passa no ponto A, situado a 18 m do solo, com uma velocidade de módulo 10 ms-1.

Considere o solo como nível de referência da energia potencial gravítica e considere que o carrinho pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).

Entre os pontos A e C, a soma dos trabalhos realizados pelas forças não conservativas que atuam no carrinho é desprezável.

8.1. A energia cinética do carrinho será o quádruplo da sua energia cinética em A num ponto em que a

(A) velocidade do carrinho for o dobro da sua velocidade em A.

(B) energia potencial gravítica do sistema carrinho+Terra for metade da sua energia potencial gravítica em A.

(C) velocidade do carrinho for o quádruplo da sua velocidade em A.

(D) energia potencial gravítica do sistema carrinho+Terra for um quarto da sua energia potencial gravítica em A.

Resolução

  • Opção (A)

Calcular a energia cinética em A:

  • EcA = ½ mv2 ⇔ EcA = ½ x 600 x 10= 30000 J

 Calcular o módulo da velocidade quando a Ec = 4 Ec (A) e estabelecer a relação com o módulo da velocidade em A.

  • Ec = 4 EcA  ⇔ Ec = 4 x 30000 

 Considera E o ponto onde o módulo da velocidade é o dobro do módulo da velocidade em A, ou seja, vE = 2 vA

Critérios

  • Opção (A) …………. 5 pontos

8.2. O trabalho realizado pela força gravítica que atua no carrinho é

(A) maior entre os pontos A e B do que entre os pontos B e C.

(B) menor entre os pontos A e B do que entre os pontos B e C.

(C) positivo entre os pontos A e C e negativo entre os pontos C e D.

(D) positivo entre os pontos A e C e nulo entre os pontos C e D.

Resolução

  • Opção (D)

 Na descida, entre os pontos A e C, o trabalho do peso é positivo, porque o ângulo entre o peso e o deslocamento é menor do que 90º, e no plano horizontal é nulo, porque o ângulo entre o peso e o deslocamento é de 90°.

Critérios

  • Opção (D) …………. 5 pontos

8.3. Considere que entre os pontos C e D, que distam 13 m entre si, atuam no carrinho forças de travagem cuja resultante tem direção horizontal e intensidade constante, imobilizando-se o carrinho no ponto D.

Calcule a intensidade da resultante das forças de travagem que atuam no carrinho, no percurso entre os pontos C e D.

Apresente todas as etapas de resolução.

Resolução

Como entre os pontos A e C o trabalho das forças não conservativas é desprezável, as energias mecânicas do sistema carrinho + Terra nos pontos A e C são iguais:

Cálculo da intensidade da resultante das forças de travagem:

Critérios

  • Etapas de resolução:

A) Determinação da energia mecânica do sistema no ponto A (Em = 1,38 × 105 J…….. 5 pontos

B) Identificação, implícita ou explícita, da energia mecânica do sistema no ponto C com a energia mecânica do sistema no ponto A e determinação da variação da energia mecânica do sistema no percurso CD (ΔEm = -1,38 × 105 J).

ou

  • Identificação, implícita ou explícita, da energia cinética do carrinho no ponto C com a energia mecânica do sistema no ponto A e determinação da variação da energia cinética do carrinho no percurso CD (ΔEc = -1,38 × 105 J) …….. 4 pontos

C) Determinação da intensidade da resultante das forças de travagem que atuam no carrinho (F = 1,1 × 104 N) (ver nota) …….. 6 pontos

ou

A) Determinação da energia mecânica do sistema no ponto A (Em = 1,38 × 105 J) …….. 5 pontos

B) Identificação, implícita ou explícita, da energia cinética do carrinho no ponto C com a energia mecânica do sistema no ponto A e determinação do módulo da aceleração do carrinho no percurso CD (a = 17,7 m s-2) …….. 6 pontos

C) Determinação da intensidade da resultante das forças de travagem que atuam no carrinho (F = 1,1 × 104 N) …….. 4 pontos

Nota Na determinação da intensidade da resultante das forças de travagem que atuam no carrinho, é obrigatória a consideração (implícita ou explícita) do ângulo a = 180º. Se esse ângulo não for considerado, a etapa é pontuada com zero pontos.

9. (2015 EE) Abandonou-se um carrinho no topo de um plano inclinado.

Admita que o carrinho pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).

O trabalho realizado pela força gravítica que atua no carrinho, desde o topo do plano inclinado até à base do plano, é

(A) negativo e igual à variação da energia cinética do carrinho.

(B) positivo e simétrico da variação da energia cinética do carrinho.

(C) negativo e igual à variação da energia potencial gravítica do sistema carrinho + Terra.

(D) positivo e simétrico da variação da energia potencial gravítica do sistema carrinho + Terra.

Resolução

  • Opção (D)

O peso é uma força conservativa, cujo trabalho, durante um dado deslocamento, é igual ao simétrico da variação da energia potencial gravítica do sistema corpo + Terra, para o mesmo deslocamento.

Ao descer o plano inclinado, a variação da energia potencial gravítica do sistema carrinho + Terra é negativa, pois a altura está a diminuir, logo, o trabalho realizado pelo peso é positivo.

Critérios

  • Opção (D) …………. 5 pontos

10. (2015 EE) Abandonou-se um carrinho no topo de um plano inclinado.

Admita que o carrinho pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).

Na tabela seguinte, estão registadas distâncias, d, percorridas pelo carrinho, desde o topo do plano até várias posições, A, B, C e D, sobre este, e a energia cinética, Ec, do carrinho em cada uma dessas posições.

10.1. Quando o carrinho se encontra na posição A, a energia potencial gravítica do sistema carrinho+Terra é 2,72 x10-1 J e, quando se encontra na posição C, aquela energia é 1,27 x 10-1 J.

Calcule a intensidade da resultante das forças não conservativas que atuam no carrinho na direção do deslocamento, no percurso entre as posições A e C, admitindo que essa resultante se mantém constante.

Apresente todas as etapas de resolução.

Resolução

EpA = 2,72 x 10-1 J

EcA = 2,73 x 10-2 J

dA = 0,30 m

EpC = 1,27 x 10-1 J

EcC = 9,03 x 10-2 J

dC = 1,10 m

Calcular a intensidade das forças não conservativas:

  • WFNC = ΔEm FNC x d x cos 180 = ΔEc + ΔEp – FNC x (dC – dA) = ( 9,03 x 10-2 – 2,73 x 10-2) + (1,27 x 10-1 – 2,72 x 10-1) – FNC x (1,10 – 0,30) = – 8,02 x 10-2 – FNC x 0,80 = – 8,02 x 10-2 FNC = – 1,01 x 10-1 N

A intensidade das forças não conservativas que atuam no carrinho entrea as posições A e C é igual a 1,0 x 10-1 N.

Critérios

  • Etapas de resolução:

A) Determinação da variação de energia mecânica do sistema carrinho + Terra, no percurso considerado (ΔEm = -8,2 × 10-2 J ) …….. 6 pontos

B)Determinação do módulo do deslocamento do carrinho, no percurso considerado (d = 0,80 m) …….. 3 pontos

C) Determinação da intensidade da resultante das forças não conservativas que atuam no carrinho na direção do deslocamento (F = 1,0 × 10-1 N) …….. 6 pontos

10.2. Calcule a intensidade da resultante das forças que atuam no carrinho, na situação considerada, admitindo que essa resultante se mantém constante e que tem a direção do deslocamento.

Utilize as potencialidades gráficas da calculadora. Apresente a equação da reta de ajuste obtida, identificando as grandezas físicas representadas.

Apresente todas as etapas de resolução.

Resolução

Para determinar a intensidade da resultante das forças que atuam sobre o carrinho, recorre-se ao Teorema da Energia Cinética:

  • ΔEc = WFr  ΔEc = Fr d Ec = Ec0 + Fr d  (1)

A equação da reta que se ajusta aos valores tabelados é:

  • Ec= 3 x 10-3 + 7,90 x 10-2 d (SI)

Comparando esta equação com a expressão (1), verifica-se que o declive da reta, 7,90 x 10-2, é igual à intensidade da resultante das forças que atuam sobre o carrinho.

  • A intensidade da resultante das forças que atuam sobre o carrinho é igual a 7,90 x 10-2 N.

Critérios

  • Etapas de resolução:

A)Apresentação da equação da reta que melhor se ajusta ao conjunto de valores registados na tabela (Ec = 7,90 × 10-2 d + 3 × 10-3 (SI)) (ver notas 1 e 2) …….. 5 pontos

B)Identificação do declive da reta com a intensidade da resultante das forças que atuam no carrinho, na situação considerada (F = 7,9 × 10-2 N) (ver nota 3) …….. 5 pontos

Notas:

1. A apresentação da equação da reta para o gráfico de d em função de Ec (d = 12,6 Ec – 4 × 10-2) será considerada um erro de tipo 2.

2. A não identificação ou a identificação incorreta de, pelo menos, uma das grandezas físicas consideradas implica a pontuação desta etapa com zero pontos.

3. A apresentação do valor solicitado com um número incorreto de algarismos significativos não implica qualquer desvalorização.

11. (2016 1ªF) Quando um corpo desliza ao longo de um plano inclinado, ocorre, geralmente, dissipação de parte da energia mecânica do sistema corpo + Terra.

Numa aula laboratorial de Física, pretendia-se investigar se a energia dissipada e a intensidade da resultante das forças de atrito que atuam num corpo que desliza ao longo de um plano inclinado dependem da distância percorrida pelo corpo e dos materiais das superfícies em contacto.

Na Figura 4, está representada uma montagem semelhante à utilizada nessa aula laboratorial.

Nos ensaios efetuados, foi utilizado um paralelepípedo de madeira cujas faces laterais, de igual área, se encontravam revestidas por materiais diferentes. Em cada conjunto de ensaios, o paralelepípedo, deslizando sobre a calha sempre apoiado numa mesma face, foi abandonado em diversas posições, percorrendo assim distâncias diferentes até passar pela célula fotoelétrica.

O cronómetro digital ligado à célula fotoelétrica permitiu medir o intervalo de tempo que a tira de cartolina fixada no paralelepípedo demorava a passar em frente dessa célula.

No tratamento e na interpretação dos resultados experimentais obtidos, considerou-se desprezável a resistência do ar.

Num dos conjuntos de ensaios realizados, o paralelepípedo deslizou sobre a calha apoiado numa face revestida por um material X e, noutro conjunto de ensaios, deslizou sobre a calha apoiado numa face revestida por um material Y.

Os resultados obtidos permitiram representar graficamente, num mesmo sistema de eixos, a energia dissipada, Ed, em função da distância percorrida, d, para cada um dos conjuntos de ensaios realizados.

A partir dos gráficos obtidos foi possível concluir que a intensidade da resultante das forças de atrito que atuaram no paralelepípedo foi maior quando este deslizou apoiado na face revestida pelo material X.

Qual das opções seguintes poderá representar os esboços dos gráficos obtidos?

Resolução

  • Opção (A)

⇒ O declive do gráfico da energia dissipada, Edissipada (módulo da variação da energia mecânica), em função da distância percorrida, d, é a intensidade da resultante das forças de atrito, Fa (maior força de atrito implica maior energia dissipada num determinado deslocamento):

  • Edissipada = – ΔEm = – WFa = – Fa  d cos 180 = Fa x d, em suma,  Edissipada = Fa x d

⇒ Como a resultante das forças de atrito é maior para o paralelepípedo com face revestida pelo material X, a linha do gráfico correspondente a X tem maior declive do que a de Y.

Critérios

  • Opção (A)  ……………. 5 pontos

12. (2016 2ªF) Uma bola de ténis, de massa m, cai verticalmente, depois de abandonada a 1,70 m do solo. A bola colide com o solo e ressalta, atingindo num primeiro ressalto a altura máxima de 0,94 m.

Considere desprezável a força de resistência do ar, e admita que a bola pode ser representada pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).

12.1. Qual das expressões seguintes permite calcular o trabalho realizado pela força gravítica que atua na bola, no deslocamento entre a posição em que a bola é abandonada e a posição em que, após o primeiro ressalto, a bola atinge a altura máxima?

(A) -10 m x ( 0,94 – 1,70)

(B) 10 m x ( 0,94 – 1,70)

(C) -10 m x ( 0,94 + 1,70)

(D) 10 m x ( 0,94 + 1,70)

Resolução

  • Opção (A)

Partindo do conceito de trabalho, o trabalho do peso será dado por:

  • 𝑊P = |P| x |Δ𝑟⃗| × cos α

⇒ Sendo a massa da bola, m, o módulo da aceleração gravítica 10 m s-2, o módulo de deslocamento dado por |yf – yi| = |0,94 – 1,70| e o ângulo entre a força (Peso) e o deslocamento 0º, a expressão do trabalho realizado pelo peso no deslocamento referido será:

  • 𝑊𝑃 = 𝑚 × 10 × |0,94−1,70| x cos0º= − 𝑚 ×10 (0,94−1,70)

Outro processo:

  • 𝑊𝑃 = − ΔEp = − (𝐸f − 𝐸i) = – (m × 10 × 0,94 – m × 10 × 1,70) = -10 m (0,94 – 1,70)

Critérios

  • Opção (A)  ……………. 5 pontos

12.2. Se a percentagem de energia dissipada for a mesma em todas as colisões com o solo, é de prever que, num segundo ressalto, a bola atinja uma altura máxima de

(A) 0,18 m

(B) 0,42 m

(C) 0,52 m

(D) 0,55 m

Resolução

  • Opção (C)

  • hqueda (1) = 1,70 m;
  • hressalto (1) = 0,94 m;
  • hqueda (2) = 0,94 m;
  • hressalto (2) = ?

⇒  Durante a queda da bola, e, também durante a sua subida, apenas atua a força gravítica, conservando-se a energia mecânica do sistema bola + Terra.

⇒  Antes da colisão, a energia mecânica do sistema no momento em que atinge o solo é igual à energia potencial gravítica na sua posição mais alta.

⇒ Após a colisão, a energia mecânica do sistema é igual à energia potencial gravítica quando a bola atinge uma nova altura máxima (nessas duas posições a energia cinética da bola é nula).

Conclui-se que a variação de energia mecânica durante uma colisão é igual à variação de energia potencial gravítica entre essas posições:

  • no 1.º ressalto entre as posições de alturas 1, i = 1,70 m e 1, f = 0,94 m
  • no 2.º ressalto entre as posições de alturas 2, i = 0,94 m e 2, f que se pretende calcular.

Designando as variações de energia mecânica no 1.º e 2.º ressaltos por Δ𝐸m,1 e Δ𝐸m,2, respetivamente, e considerando que a proporção de energia mecânica perdida nestes dois ressaltos é a mesma, obtêm-se:

Como, no 2.º ressalto, a bola cai de uma altura ℎ2,i = 0,94 m e atinge, após o ressalto, uma altura máxima ℎ2,f que se encontra 0,42 m abaixo desta, obtém-se ℎ2,f = 0,52 m:

  • Δℎ2 = −0,42 m ⟹ ℎ2,f − ℎ2,i = −0,42 m ⟹ ℎ2,f − 0,94 m = −0,42 m ⟹ ℎ2,f = 0,52 m.

Critérios

  • Opção (C)  ……………. 5 pontos

13. (2016 EE) Um arranha-céus tem uma plataforma panorâmica, à qual se acede de elevador.

A Figura 3 representa o módulo da velocidade, v, da cabina desse elevador, em função do tempo, t, desde o instante em que a cabina parte da base do edifício até ao instante em que atinge a plataforma.

13.1. A força gravítica que atua na cabina realiza um trabalho ___ no intervalo de tempo [0,0;2,5]s e um trabalho ____ no intervalo de tempo [40,0;42,5]s.

(A) positivo … positivo

(B) positivo … negativo

(C) negativo … positivo

(D) negativo … negativo

Resolução

  • Opção (D)

⇒ De acordo com o enunciado e com o gráfico v = f(t) representado na Figura 3, a plataforma desloca-se com sentido ascendente (de baixo para cima), durante os 42,5 s até atingir a plataforma.

⇒ A força gravítica que atua sobre a cabina (o peso) é constante e tem sentido descendente (de cima para baixo), isto é, tem sentido oposto ao deslocamento, definindo com este um ângulo de 180º, pelo que o trabalho que realiza durante qualquer intervalo de tempo é negativo ou resistente, pois

  • WFg = Fg d cos 180º = – Fg d

Critérios

  • Opção (D)  ……………. 5 pontos

13.2. Conclua se há, ou não, conservação da energia mecânica do sistema cabina + Terra no intervalo de tempo [2,5; 40,0]s.

Apresente, sem efetuar cálculos, a fundamentação que lhe permite obter aquela conclusão.

Resolução

⇒ Em qualquer instante, a energia mecânica é igual à soma das energias cinética e potencial gravítica

  • Em = Ec + Ep 

⇒ Como no intervalo de tempo [2,5; 40,0] s o módulo da velocidade da cabina se mantém constante (3,0 m s-1), consequentemente, a energia cinética também se mantém constante (Ec = ½ m v2).

⇒ Como a energia potencial gravítica do sistema cabina + Terra aumenta, pois a cabina está a subir, a altura aumenta (Ep = m g h), concluindo-se que não há conservação de energia mecânica durante este intervalo de tempo.

Critérios

  • A resposta integra os tópicos de referência seguintes ou outros de conteúdo equivalente:

A) [No intervalo de tempo considerado,] a energia cinética da cabina mantém-se constante, uma vez que o módulo da velocidade da cabina se mantém constante.

B) A energia potencial gravítica do sistema [cabina + Terra] aumenta [nesse intervalo de tempo], uma vez que a cabina está a subir.

C) Sendo a energia mecânica a soma das energias cinética e potencial gravítica, conclui-se que não há conservação da energia mecânica do sistema [considerado, no intervalo de tempo [2,5 ; 40,0] s.

13.3. A soma dos trabalhos realizados pelas forças não conservativas que atuam na cabina é

(A) nula no intervalo de tempo [0,0;2,5] s.

(B) nula no intervalo de tempo [2,5;40,0] s.

(C) negativa no intervalo de tempo [0,0;2,5] s.

(D) positiva no intervalo de tempo [2,5;40,0] s.

Resolução

  • Opção (D)

⇒ No intervalo de tempo [0,0; 2,5] s, o módulo da velocidade aumenta, logo, a resultante das forças que atuam sobre a cabina tem o sentido do movimento e, consequentemente, a resultante das forças não conservativas, FNC, também tem o mesmo sentido e intensidade superior à da força gravítica, que durante todo o movimento tem sentido oposto a este.

  •  o trabalho realizado pela resultante destas forças é positivo.

⇒ No intervalo de tempo [2,5; 40,0] s, o módulo da velocidade é constante, logo, a resultante das forças que atuam sobre a cabina é nula e, consequentemente, a resultante das forças não conservativas, FNC, também tem o sentido do movimento e intensidade igual à da força gravítica.

  • O trabalho realizado pela resultante destas forças é positivo.

Critérios

  • Opção (D)  ……………. 5 pontos

13.4. Considere um ocupante da cabina do elevador, de massa 80 kg.

Determine a variação da energia potencial gravítica do sistema ocupante + Terra entre a base do edifício e a plataforma panorâmica.

Apresente todas as etapas de resolução.

Resolução

⇒ Para determinar a variação de energia potencial gravítica do sistema ocupante + Terra, tem de se calcular previamente a diferença de altura, Δh, entre a base do edifício e a plataforma.

⇒ Este valor é numericamente igual à área sob o gráfico v = f (t), representado na Figura 3 (área de um trapézio) para o intervalo de tempo [0,0; 42,5] s.

Como ΔEp = m g Δh,  então:

  • ΔEp = 80 x 10 x 120 = 9,6 x 104 J

⇒ A variação de energia potencial gravítica do sistema ocupante + Terra entre a base do edifício e a plataforma panorâmica é de 9,6 x 104 J.

Critérios

  • Etapas de resolução:

A) Determinação do desnível entre a base do edifício e a plataforma panorâmica (Δh = 120 m) …….. 5 pontos

B) Cálculo da variação da energia potencial gravítica do sistema ocupante + Terra entre a base do edifício e a plataforma panorâmica (ΔEp = 9,6 x 104 J) …….. 5 pontos

14. (2017 1ªF) A Figura 2 representa parte da trajetória de um balão meteorológico que sobe na atmosfera, com velocidade de módulo praticamente constante.

Considere que o balão pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material) e que a variação do módulo da aceleração gravítica com a altura em relação ao solo é desprezável.

14.1. O trabalho realizado pelo peso do balão entre as posições C e D

(A) é superior ao trabalho realizado pelo peso do balão entre as posições A e B.

(B) é igual ao trabalho realizado pelo peso do balão entre as posições A e B.

(C) é independente da massa do balão.

(D) depende apenas da massa do balão.

Resolução

  • Opção (B)

O trabalho realizado pelo peso do balão entre quaisquer duas posições é simétrico da variação da energia potencial gravítica do sistema balão + Terra entre as mesmas posições:

  • WP = – ΔEp ⇔ WP = – m g Δh

Desta relação verifica-se que o trabalho realizado pelo peso depende da massa, m , da aceleração da gravidade, g , e da diferença de altura, Δh.

Da Figura 2 do enunciado, a diferença de altura entre as posições A e B é igual à diferença de altura entre as posições C e D (2 unidades), e considerando g praticamente constante durante toda a trajetória, conclui-se que os trabalhos realizados pelo peso do balão entre as posições referidas apresentam o mesmo valor.

Critérios

  • Opção (B)  ……………. 5 pontos

14.2. Qual dos esboços de gráfico seguintes pode representar a energia mecânica, Em , do sistema balão + Terra, em função da altura, h, do balão em relação ao solo, entre as posições A e D?

Resolução

  • Opção (B)

A energia mecânica do sistema [balão + Terra] é a soma das energias cinética e potencial gravítica.

A energia cinética do balão meteorológico mantém-se constante [entre as posições A e D], uma vez que o módulo da velocidade do balão meteorológico é constante.

A energia potencial gravítica do sistema [balão + Terra] aumenta [entre as posições A e D], uma vez que o balão meteorológico está a subir.

Como a energia potencial gravítica do sistema [balão + Terra] varia linearmente com a altura [ Ep  = m g h ], conclui-se que a energia mecânica do sistema [balão + Terra] também varia linearmente com a altura.

A função que retrata a energia mecânica do sistema [balão + Terra] em função da altura é Em  =  Ec  + m g h em que m g representa do declive e Ec a ordenada na origem.

Critérios

  • Opção (B)  ……………. 5 pontos

14.3. De acordo com o teorema da energia cinética, o trabalho que seria realizado pela resultante das forças que atuam no balão é igual à variação da energia cinética do balão.

Conclua, com base neste teorema, qual é a intensidade da resultante das forças que atuam no balão, no deslocamento entre as posições A e B.

Apresente num texto a fundamentação da conclusão solicitada.

Resolução

Como o balão se move com velocidade constante, a sua energia cinética é, também, constante, ou seja, a variação de energia cinética entre A e B é nula, logo, de acordo com o teorema da energia cinética, também, é nulo o trabalho realizado pela resultante das forças.

Como o movimento é retilíneo, a resultante das forças só pode ser segundo a direção do movimento.

Sendo o deslocamento não nulo e o trabalho nulo, conclui-se que a resultante das forças deve ser nula.

ou

Havendo deslocamento, o trabalho da resultante das forças é nulo se for nula a resultante das forças ou se o deslocamento e a resultante das forças forem perpendiculares.

Como num movimento retilíneo a resultante das forças não é perpendicular ao deslocamento, conclui-se que terá de ser nula a resultante das forças.

Critérios

  • A resposta integra os tópicos de referência seguintes ou outros de conteúdo equivalente:

A) Como o balão sobe com velocidade [de módulo] constante, a energia cinética do balão mantém-se constante (ou a variação da energia cinética do balão é nula).

B) [Assim, com base no teorema da energia cinética,] o trabalho que seria realizado pela resultante das forças que atuam no balão é igual a zero [, no deslocamento considerado].

C) Não sendo o deslocamento nulo, [entre as posições A e B,] nem sendo a resultante das forças que atuam no balão perpendicular ao deslocamento, conclui-se que a intensidade da resultante das forças que atuam no balão [, naquele deslocamento,]é nula.

14.4. Admita que o balão, de massa 600 g , movendo-se com uma velocidade de módulo 5,8 m s-1, demora 45 s a deslocar-se da posição A até à posição B.

Calcule a soma dos trabalhos realizados pelas forças não conservativas que atuam no balão entre as posições A e B.

Apresente todas as etapas de resolução.

Resolução

A soma dos trabalhos realizados pelas for as não conservativas que atuam no balão é igual   à variação da energia mecânica ( WFNC = ΔEm ).

A variação da energia mecânica do sistema [balão + Terra] é a soma das variações de energias cinética e potencial gravítica.

A energia cinética do balão meteorológico mantém-se constante [entre as posições A e D], uma vez que o módulo da velocidade do balão meteorológico é constante.

A variação da energia potencial gravítica do sistema [balão + Terra] é igual à variação da energia mecânica do sistema [balão + Terra].

Como o desnível entre a posição A e a posição B, é igual ao deslocamento do balão entre as posições A e B:

  • Δy = v x Δt = 5,8 x 45 = 261 m

⇒ A variação da energia potencial gravítica do sistema [balão + Terra]

  • ΔEp  = m g Δh = 0,600 x 10 x 261 = 1,6 x 103

A soma dos trabalhos realizados pelas forças não conservativas que atuam no balão, no deslocamento considerado é 1,6 x 103 J .

Critérios

  • Etapas de resolução:

A) Determinação do desnível entre a posição A e a posição B (Δh = 261 m) …….. 5 pontos

B) Determinação da soma dos trabalhos realizados pelas forças não conservativas que atuam no balão, no deslocamento considerado (W = 1,6 x 103 J) …….. 5 pontos

15. (2017 2ªF) Considere dois conjuntos, A e B, ambos constituídos por um ciclista e pela respetiva bicicleta. Estes conjuntos movem-se numa pista horizontal.

Admita que cada conjunto pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).

15.1. O trabalho realizado pelo peso do conjunto A, num percurso nessa pista,

(A) é nulo, porque o peso do conjunto é perpendicular ao deslocamento efetuado.

(B) será diferente de zero se a energia cinética do conjunto variar.

(C) é nulo, porque o peso do conjunto é independente do deslocamento efetuado.

(D) será diferente de zero se a trajetória do conjunto for circular.

Resolução

  • Opção (A)

O deslocamento tem a direção horizontal e o peso é uma força com direção vertical, logo, como os dois vetores são perpendiculares, o trabalho do peso é nulo.

Critérios

  • Opção (A)  ……………. 5 pontos

15.2. Considere que vA representa o módulo da velocidade do conjunto A e que vB representa o módulo da velocidade do conjunto B.

Se a massa do conjunto A for ¾ da massa do conjunto B, a energia cinética do conjunto A será igual à energia cinética do conjunto B quando

Resolução

  • Opção (C)

⇒ A energia cinética, Ec = ½mv2, é diretamente proporcional ao quadrado da velocidade.

⇒ As energias cinéticas serão iguais quando se verificar:

Critérios

  • Opção (C)  ……………. 5 pontos

 

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