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Ficha nº5
Exercícios de exames e testes intermédios (2017 – 2021)
10ºano – Física – Subdomínio 1 (Energia e movimentos)
1. (2017 – 2ªF) Considere dois conjuntos, A e B, ambos constituídos por um ciclista e pela respetiva bicicleta. Estes conjuntos movem-se numa pista horizontal.
Admita que cada conjunto pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).
Admita que, num determinado intervalo de tempo, os conjuntos A e B se movem paralelamente um ao outro, num troço retilíneo da pista horizontal.
Considere um referencial unidimensional, Ox, paralelo à trajetória dos conjuntos nesse troço.
Na Figura, encontram-se representados os esboços dos gráficos das componentes escalares da velocidade, vx , dos conjuntos A e B, segundo o referencial Ox , em função do tempo, t , no intervalo de tempo considerado.
Conclua se a soma dos trabalhos realizados pelas forças não conservativas que atuam no conjunto A, no intervalo de tempo [0, t2 ], é positiva ou negativa.
Apresente num texto a fundamentação da conclusão solicitada.
⇒ A soma dos trabalhos realizados pelas forças aplicadas em A é igual à soma dos trabalhos realizados pelo peso e pelas forças não conservativas.
⇒ O trabalho realizado pelo peso é nulo dado que este (vertical) é perpendicular ao deslocamento (horizontal).
⇒ A soma dos trabalhos realizados pelas forças não conservativas que atuam em A, no percurso considerado, é igual à soma dos trabalhos realizados pelas forças que atuam em A, portanto, igual à variação de energia cinética que é positiva, dado que a velocidade de A aumenta.
- A resposta integra os tópicos de referência seguintes ou outros de conteúdo equivalente:
A) A soma dos trabalhos realizados pelas forças não conservativas [que atuam no conjunto A] é igual à soma da variação da energia cinética [do conjunto] e da variação da energia potencial gravítica [do sistema conjunto + Terra].
B) [No intervalo de tempo considerado,] a variação da energia cinética [do conjunto] é positiva, uma vez que o módulo da velocidade [daquele conjunto] aumenta.
C) [No intervalo de tempo considerado,] a variação da energia potencial gravítica [do sistema conjunto + Terra] é nula, uma vez que o conjunto se move sobre uma superfície horizontal.
D) [Consequentemente, no intervalo de tempo considerado,] a soma dos trabalhos realizados pelas forças não conservativas que atuam no conjunto [, sendo igual à variação da energia cinética do conjunto, no mesmo intervalo de tempo,] é positiva.
ou
A) A soma dos trabalhos realizados pelas forças conservativas e pelas forças não conservativas [que atuam no conjunto A] é igual à variação da energia cinética [desse conjunto].
B) [ No intervalo de tempo considerado,] a variação da energia cinética [do conjunto] é positiva, uma vez que o módulo da velocidade [daquele conjunto] aumenta.
C) [No intervalo de tempo considerado,] o trabalho realizado pelo peso do conjunto [(a única força conservativa que atua nesse conjunto)] é nulo, uma vez que o peso é uma força perpendicular ao deslocamento.
D) [Consequentemente, no intervalo de tempo considerado,] a soma dos trabalhos realizados pelas forças não conservativas que atuam no conjunto [, sendo igual à variação da energia cinética do conjunto, no mesmo intervalo de tempo,] é positiva.
ou
A) [No intervalo de tempo considerado,] a aceleração do conjunto A (ou a resultante das forças que atuam no conjunto A) tem o sentido do movimento, uma vez que o módulo da velocidade aumenta.
B) O trabalho realizado pela resultante das forças [que atuam no conjunto] é positivo, uma vez que essa resultante tem o sentido do deslocamento (ou uma vez que o módulo da velocidade aumenta).
C) [No intervalo de tempo considerado,] o trabalho realizado pelo peso do conjunto [(a única força conservativa que atua nesse conjunto)] é nulo, uma vez que o peso é uma força perpendicular ao deslocamento.
D) [Consequentemente, no intervalo de tempo considerado,] a soma dos trabalhos realizados pelas forças não conservativas que atuam no conjunto [, sendo igual ao trabalho realizado pela resultante das forças que atuam no conjunto, no mesmo intervalo de tempo,] é positiva.
ou
A) [Deslocando-se o conjunto A sobre uma superfície horizontal,] as forças [conservativas ou não conservativas] que realizem trabalho [não nulo] serão as forças responsáveis pela variação do módulo da velocidade do conjunto.
B) [No intervalo de tempo considerado,] o trabalho realizado pelo peso do conjunto [(a única força conservativa que atua nesse conjunto)] é nulo, uma vez que o peso é uma força perpendicular ao deslocamento.
C) Assim, o aumento do módulo da velocidade do conjunto [, no intervalo de tempo considerado,] resulta do trabalho realizado pelas (ou da ação das) forças não conservativas que atuam no conjunto.
D) [Consequentemente, no intervalo de tempo considerado,] a soma dos trabalhos realizados pelas forças não conservativas que atuam no conjunto é positiva.
2. (2017 – EE) Considere um sistema paraquedista + paraquedas em queda vertical.
Na Figura, está representado o gráfico do módulo da velocidade, v, desse sistema, de massa 100 kg , em função do tempo, t, de queda, nos primeiros 60 s do movimento.
Considere que o sistema paraquedista + paraquedas pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).
2.1. Qual foi a variação da energia cinética do sistema paraquedista + paraquedas, no intervalo de tempo [35; 42] s?
(A) –1,2 x 105 J
(B) 1,2 x 105 J
(C) –8,0 x 104 J
(D) 8,0 x 104 J
- Opção (A)
⇒ Do gráfico da figura 4 do enunciado, tem-se:
- v35 = 50 ms-1
- v42 = 10 ms-1
⇒ ΔEc = (Ec42 – Ec35) = ½ m (v242 – v235) = ½ x 100 x (102 – 502) = -1,2 x 10-5 J
- Opção (A) ……………. 5 pontos
2.2. Conclua se o trabalho realizado pela força gravítica que atua no sistema paraquedista + paraquedas foi positivo, negativo ou nulo, no intervalo de tempo [20; 35] s.
Apresente num texto a fundamentação da conclusão solicitada.
⇒ A força gravítica, força conservativa, é constante com direção vertical e sentido descendente.
⇒ Durante todo o movimento, o sistema paraquedista + paraquedas está a descer.
⇒ No intervalo de tempo [20; 35] s , como durante todo o movimento, o sistema paraquedista + paraquedas está a descer, então o trabalho realizado pela força gravítica é positivo, pois o deslocamento e a força têm o mesmo sentido.
- A resposta integra os tópicos de referência seguintes ou outros de conteúdo equivalente:
A) [No intervalo de tempo considerado,] o sistema paraquedista + paraquedas está a descer, pelo que a energia potencial gravítica do sistema [paraquedista + paraquedas + Terra] diminui (ou a variação da energia potencial gravítica do sistema [paraquedista + paraquedas + Terra] é negativa).
B) Sendo o trabalho realizado pela força gravítica igual ao simétrico da variação da energia potencial gravítica do sistema [paraquedista + paraquedas + Terra], conclui-se que esse trabalho é positivo [no intervalo de tempo considerado].
ou
A) [No intervalo de tempo considerado,] o sistema paraquedista + paraquedas está a descer, pelo que a força gravítica tem o sentido do movimento (ou a força gravítica faz um ângulo de 0o com o deslocamento).
B) Consequentemente, o trabalho realizado pela força gravítica é positivo [no intervalo de tempo considerado].
3. (2018 – PM) Uma bola, de massa 200g, é atirada verticalmente para cima por uma criança, de uma altura acima do nível do solo. A altura máxima atingida pela bola foi 5,6m em relação ao solo.
Considere desprezável a resistência do ar.
Após chegar à altura de 5,6m, a bola começou um movimento de queda até chegar ao solo. No embate com o solo, a bola perdeu cerca de 24% da energia mecânica que tinha antes da colisão. Depois dessa colisão, a bola ressaltou.
Determine o módulo da velocidade com que a bola saiu do solo após o embate.
Apresente todas as etapas de resolução.
- Etapas de resolução:
A) Cálculo da variação da energia energia potencial no movimento de queda da bola (desde o ponto de altura 5,6m até ao ponto situado no solo): -11,2 J ………. 2 pontos
B) Referir que a variação de energia cinética no movimento de queda da bola é igual ao simétrico da energia potencial e igual à energia cinética com que a bola chega ao solo. ………. 3 pontos
C) Cálculo da energia cinética após o embate com o solo: 8,5 J ………. 2 pontos
D) Cálculo do módulo da velocidade com que a bola sai do solo: 9,2 m s-1 ………. 3 pontos
Nota: admite-se outros processos de resolução, desde que sejam cientificamente corretos e estejam de acordo com as metas curriculares.
4. (2018 – 1ªF) Uma esfera, largada de uma certa altura, cai verticalmente até atingir o solo.
Na Figura 2, apresenta-se um esboço do gráfico do módulo da velocidade, v, dessa esfera, em função do tempo, t, desde o instante em que a esfera é largada até atingir o solo.
Considere que a esfera pode ser representada pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).
4.1. Conclua se a variação de energia cinética da esfera entre a posição em que é largada e o solo é maior, menor ou igual ao trabalho realizado pela força gravítica que nela atua, nesse deslocamento.
Apresente, num texto estruturado e com linguagem científica adequada, a fundamentação da conclusão solicitada.
A Figura 2 mostra que a variação do módulo da velocidade da esfera por unidade de tempo não é constante: mantém-se sempre positiva, mas vai sendo cada vez menor.
Isto significa que o módulo da aceleração da esfera, a, é inferior ao módulo da aceleração gravítica, g, ou seja, a força de resistência do ar, Rar, tem um efeito que não é desprezável.
A variação da energia cinética da esfera no deslocamento considerado e igual à soma do trabalhos realizados pela força gravítica, WFg, e pela força de resistência do ar. WRar, que atuam na esfera:
- ΔEc = WFg + WRar
Como o trabalho realizado pela força de resistência do ar é negativo, conclui-se que a variação da energia cinética da esfera entre a posição em que é largada e o solo é menor do que o trabalho realizado pela força gravítica que atua sobre ela nesse deslocamento.
ou
(A) O módulo da velocidade da esfera não varia linearmente com o tempo (ou equivalente), o que permite concluir que a força de resistência do ar não é desprezável.
(B) No deslocamento considerado, a soma dos trabalhos realizados pela força gravítica e pela força de resistência do ar, que atuam na esfera é menor do que o trabalho realizado pela força gravítica, uma vez que o trabalho realizado pela força de resistência do ar é negativo.
(C) Como a soma dos trabalhos realizados pelas forças que atuam na esfera é igual a variação de energia cinética da esfera, conclui-se que, nesse deslocamento, a variação de energia cinética da esfera é menor do que O trabalho realizado pela força gravítica que nela atua.
ou
(A) O módulo da velocidade da esfera não varia linearmente com o tempo (ou equivalente), o que concluir que a força de resistência do ar não é desprezável.
(B) A força de resistência do ar e força gravítica que atuam na esfera têm sentidos opostos, pelo que a resultante das forças que atuam na esfera terá uma intensidade menor do que a intensidade da força gravítica.
(C) Como o trabalho que seria realizado pela resultante das forças que atuam na esfera é igual à variação de energia cinética da esfera, conclui-se que, nesse deslocamento, a variação de energia cinética da esfera é menor do que o trabalho realizado pela força gravítica que nela atua.
ou
(A) No deslocamento considerado, o aumento do módulo da velocidade da esfera é inferior ao que ocorreria se houvesse conservação da energia mecânica do sistema esfera+ Terra.
(B) No deslocamento considerado, o aumento da energia cinética da esfera é inferior à diminuição da energia potencial gravítica do sistema esfera + Terra.
(C) Como a variação da energia potencial gravítica do sistema é simétrica do trabalho realizado pela força gravítica que atua na esfera, conclui-se que, nesse deslocamento, a variação de energia cinética da esfera é menor do que o trabalho realizado pela força gravítica que nela atua.
- Tópicos de resposta:
A) O módulo da velocidade da esfera não varia linearmente com o tempo (ou equivalente), o que permite concluir que a força de resistência do ar não é desprezável.
B) No deslocamento considerado, a soma dos trabalhos realizados pela força gravítica e pela força de resistência do ar, que atuam na esfera, é menor do que o trabalho realizado pela força gravítica, uma vez que o trabalho realizado pela força de resistência do ar é negativo.
C) Como a soma dos trabalhos realizados pelas forças que atuam na esfera é igual à variação de energia cinética da esfera, conclui-se que, nesse deslocamento, a variação de energia cinética da esfera é menor do que o trabalho realizado pela força gravítica que nela atua.
ou
A) O módulo da velocidade da esfera não varia linearmente com o tempo (ou equivalente), o que permite concluir que a força de resistência do ar não é desprezável.
B) A força de resistência do ar e a força gravítica que atuam na esfera têm sentidos opostos, pelo que a resultante das forças que atuam na esfera terá uma intensidade menor do que a intensidade da força gravítica.
C) Como o trabalho que seria realizado pela resultante das forças que atuam na esfera é igual à variação de energia cinética da esfera, conclui-se que, nesse deslocamento, a variação de energia cinética da esfera é menor do que o trabalho realizado pela força gravítica que nela atua.
ou
A) O módulo da velocidade da esfera não varia linearmente com o tempo (ou equivalente), o que permite concluir que a força de resistência do ar não é desprezável. No deslocamento considerado, o aumento do módulo da velocidade da esfera é inferior ao que ocorreria se houvesse conservação da energia mecânica do sistema esfera + Terra.
B) No deslocamento considerado, o aumento da energia cinética da esfera é inferior à diminuição da energia potencial gravítica do sistema esfera + Terra.
C) Como a variação da energia potencial gravítica do sistema é simétrica do trabalho realizado pela força gravítica que atua na esfera, conclui-se que, nesse deslocamento, a variação de energia cinética da esfera é menor do que o trabalho realizado pela força gravítica que nela atua.
4.2. Considere o solo como nível de referência da energia potencial gravítica.
Qual das opções pode representar um esboço dos gráficos da energia cinética, Ec , da esfera e da energia potencial gravítica, Epg , do sistema esfera + Terra, em função da altura, h, a que a esfera se encontra do solo?
- Opção (A)
⇒ Como se trata de um sistema não conservativo, a variação da energia cinética e a variação da energia potencial gravítica não são simétricas.
⇒ A resistência do ar não é desprezável, por isso, a variação da energia cinética vai ser menor que a variação da energia potencial gravítica, uma vez que esta é uma força dissipativa.
ou
⇒ A energia cinética da esfera, dada por Ec = ½ m v2, é nula no ponto de onde a esfera é largada e tem um valor diferente de zero quando a esfera chega ao solo.
⇒ A energia potencial gravítica, Epg, do sistema esfera + Terra varia linearmente com a altura h em relação ao solo, Epg = m g h.
⇒ Não existe conservação da energia mecânica devido ao efeito da resistência do ar, a energia final (em h = 0) é inferior à energia potencial inicial (no ponto de queda).
- Opção (A) ……………. 6 pontos
4.3. Uma outra esfera é largada de uma altura de 50 m.
Considere que a esfera pode ser representada pelo seu centro de massa (modelo da partícula material) e considere o solo como nível de referência da energia potencial gravítica.
A força de resistência do ar que atua na esfera durante a queda não é, contudo, desprezável.
Se a esfera chegar ao solo com velocidade de módulo 26 m s-1 , a fração de energia dissipada na queda será
(A) 0,68
(B) 0,48
(C) 0,32
(D) 0,52
- Opção (C) ……………. 6 pontos
5. (2018 – 2ªF) Numa aula laboratorial, estudou-se o movimento vertical de queda e de ressalto de diversas bolas, em condições em que a resistência do ar pode ser considerada desprezável.
Na atividade realizada, utilizou-se um sensor de posição ligado a um sistema de aquisição automática de dados. Em cada ensaio realizado, abandonou-se uma das bolas de uma posição situada sob o sensor, como representado na Figura 1 (que não está à escala).
Considere o solo como nível de referência da energia potencial gravítica.
A Figura 2 apresenta o gráfico da distância de uma das bolas ao sensor, em função do tempo, obtido num dos ensaios realizados.
5.1. Qual foi a distância percorrida pela bola desde a posição em que foi abandonada, sob o sensor, até colidir pela primeira vez com o solo?
(A) 1,10 m
(B) 0,20 m
(C) 1,30 m
(D) 0,34 m
- Opção (A)
⇒ O sensor mede a distância entre ele e a bola.
⇒ No instante t = 0 s a bola encontra-se a 0,20 m do detetor.
⇒ Quando é largada, a bola afasta-se do detetor até embater no solo.
⇒ Após a colisão, a bola inverte o sentido do movimento, e volta a aproximar-se do detetor.
⇒ O gráfico mostra 3 embates no solo, todos ocorrendo a uma distância de 1,30 m do detetor.
⇒ A distância percorrida pela bola desde a posição em que foi abandonada até à primeira colisão com o solo é (1,30 – 0,20) m = 1,10 m
- Opção (A) ……………. 6 pontos
5.2. No segundo ressalto, em que instante a energia potencial gravítica do sistema bola + Terra é máxima?
⇒ No segundo ressalto , a energia potencial gravítica do sistema bola + Terra é máxima no instante 1,67 s.
⇒ Os maiores valores da energia potencial gravítica do sistema ocorrem quando a bola está mais afastada do solo, portanto, mais perto do detetor (mínimos locais do gráfico da distância em função do tempo).
⇒ Após a segunda colisão com o solo, a bola atinge a altura máxima no instante t = 1,67 s, tendo subido até ficar a 0,78 m do detetor.
- Nessa posição encontra-se a uma distância do solo de (1 ,30 – 0,78) m = 0,52 m.
- 1,68 s …….. 6 pontos
Nota – Aceita-se qualquer valor no intervalo [1,65; 1,70] s.
5.3. No terceiro ressalto, a bola terá atingido uma altura máxima de 0,37 m.
Qual terá sido o módulo da velocidade com que a bola abandonou o solo, nesse ressalto?
(A) 2,7 m s-1
(B) 1,9 m s-1
(C) 1,4 m s-1
(D) 3,8 m s-1
- Opção (A)
⇒ Durante o movimento de subida só atua a força gravítica (força conservativa), logo, nesse movimento, verifica-se conservação da energia mecânica.
ou
⇒ Desde o ressalto no solo até à posição de altura máxima, o movimento da bola é uniformemente retardado. Para este movimento, pode-se calcular a velocidade inicial, vo, sabendo que
- Opção (A) ……………. 6 pontos
5.4. Explique, com base em considerações energéticas, porque é que a altura máxima atingida pela bola nos sucessivos ressaltos é cada vez menor.
Apresente, num texto estruturado e com linguagem científica adequada, a explicação solicitada.
(A) A energia mecânica do sistema bola + Terra diminui em cada uma das sucessivas colisões da bola com o solo.
(B) Na posição de altura máxima atingida pela bola em cada um dos sucessivos ressaltos, a energia mecânica do sistema bola + Terra é igual à energia potencial gravítica do sistema, uma vez que, nessa posição, a energia cinética da bola é nula.
(C) Conclui-se que, nos sucessivos ressaltos, a energia potencial gravítica do sistema nas posições de altura máxima atingidas pela bola é cada vez menor, pelo que a altura máxima atingida pela bola nos sucessivos ressaltos é também cada vez menor.
ou
(A) Em cada uma das colisões da bola com o solo , a energia cinética com que a bola sai do solo é inferior a energia cinética com que a bola chega ao solo.
(B) Em cada um dos sucessivos ressaltos, a energia cinética com que a bola sai do solo é igual a energia potencial gravítica do sistema bola + Terra na posição de altura máxima atingida pela bola, uma vez que, nessa posição, a energia cinética da bola é nula .
(C) Conclui-se que, nos sucessivos ressaltos, a energia potencial gravítica do sistema nas posições de altura máxima atingidas pela bola é cada vez menor, pelo que a altura máxima atingida pela bola nos sucessivos ressaltos é também cada vez menor .
- Tópicos de resposta:
A) A energia mecânica do sistema bola + Terra diminui em cada uma das sucessivas colisões da bola com o solo.
B) Na posição de altura máxima atingida pela bola em cada um dos sucessivos ressaltos,a energia mecânica do sistema bola + Terra é igual à energia potencial gravítica do sistema, uma vez que, nessa posição, a energia cinética da bola é nula.
C) Conclui-se que, nos sucessivos ressaltos, a energia potencial gravítica do sistema nas posições de altura máxima atingidas pela bola é cada vez menor, pelo que a altura máxima atingida pela bola nos sucessivos ressaltos é também cada vez menor.
ou
A) Em cada uma das colisões da bola com o solo, a energia cinética com que a bola sai do solo é inferior à energia cinética com que a bola chega ao solo.
B) Em cada um dos sucessivos ressaltos, a energia cinética com que a bola sai do solo é igual à energia potencial gravítica do sistema bola + Terra na posição de altura máxima atingida pela bola, uma vez que, nessa posição, a energia cinética da bola é nula.
C) Conclui-se que, nos sucessivos ressaltos, a energia potencial gravítica do sistema nas posições de altura máxima atingidas pela bola é cada vez menor, pelo que a altura máxima atingida pela bola nos sucessivos ressaltos é também cada vez menor.
6. (2018 – EE) Um carrinho, sem qualquer meio de propulsão, move-se na pista representada na Figura 2 (que não está à escala).
Largado sobre a pista, de uma posição adequada, o carrinho passa sucessivamente nas posições A, B, C e D, percorrendo a parte circular da pista (loop), de raio 12 cm.
Admita que o carrinho pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material) e que a base da pista (onde se encontram as posições B e D) é o nível de referência da energia potencial gravítica.
6.1. Qual é o trabalho realizado pela força normal exercida pela pista no carrinho, no deslocamento entre as posições B e C?
⇒ O trabalho realizado pela força normal exercida pela pista no carrinho, no deslocamento entre as posições B e C, é nulo.
⇒ A força normal, N, exercida pela pista no carrinho é perpendicular (ou normal) à pista, em cada ponto.
⇒ A amplitude do ângulo entre as direções da força normal e da velocidade é sempre 90° e o trabalho realizado pela força normal, WN, é nulo.
- 0 J —- 6 pontos
Nota – A omissão da unidade não implica qualquer desvalorização.
6.2. Para que o carrinho percorra a parte circular da pista (loop), deve passar pela posição C com uma velocidade mínima de módulo 1,1 m s-1.
Admita que, entre a posição em que o carrinho é largado e a posição C, é dissipada 5,0 % da energia mecânica inicial do sistema carrinho + Terra.
Calcule a altura mínima a que o carrinho deve ser largado, sobre a pista.
Apresente todas as etapas de resolução.
⇒ Designemos por X o ponto de onde é largado o carrinho de modo a que passe em C com a velocidade mínima necessária para atingir o ponto D. Uma vez que, quando atinge o ponto C foi dissipada 5% da energia mecânica inicial , Emx, temos
- Emc = Emx – 0,05 Emx = 0,95 Emx
⇒ Por outro lado, temos
- Emc = mghc + ½ m vc2 e Emx = mghx
⇒ Na expressão de Emx não se considerou o termo de energia cinética uma vez que o carrinho parte do repouso (isto é, vx = 0).
- Emc = 0,95 Emx ⇔ m g hc + ½ m vc2 = 0,95 m g hx ⇔ g hc + ½ vc2 = 0,95 g hx
onde se eliminou a variável desconhecida m, por ser um fator comum a todos os termos da equação.
⇒ Sabemos que hc = 2 x 0,12 m e vc = 1,1 m s– 1
- Para que o módulo da velocidade mínima em C seja vc = 1,1 ms-1, o carrinho deverá ser largado de um ponto da pista à altura mínima de 0,32 m, medida relativamente à base da pista.
- Etapas de resolução:
⇒ Determinação da energia mecânica mínima do sistema carrinho + Terra, em função da massa do carrinho, na posição C (Em = 3,01 m) …….. 3 pontos
⇒ Determinação da energia mecânica mínima do sistema, em função da massa do carrinho, na posição em que o carrinho deve ser largado (Em = 3,17 m) …….. 4 pontos
⇒ Cálculo da altura mínima a que o carrinho deve ser largado (h = 0,32 m) …….. 3 pontos
6.3. O trabalho realizado pela força gravítica que atua no carrinho é
(A) positivo entre as posições B e C.
(B) negativo entre as posições A e B.
(C) positivo entre as posições C e D.
(D) negativo entre as posições B e D.
- Opção (C)
⇒ O trabalho realizado pela força gravítica é simétrico da variação de energia potencial gravítica , no mesmo percurso: WFg = – ΔEp.
⇒ Esta variação é positiva quando a altura aumenta relativamente ao nível de referência ( Δh > 0) e é negativa quando essa altura diminui (Δh < 0).
⇒ O trabalho realizado pela força gravítica é negativo quando Δh > 0 (neste caso, entre B e C) e positivo quando Δh < 0 (neste caso, entre A e B e entre C e D).
⇒ Entre as posições B e D temos Δh = 0 e, por isso, o trabalho realizado pela força gravítica é nulo nesse percurso.
- Opção (C) ……………. 6 pontos
6.4. Um carrinho I, de massa m, foi largado da mesma posição que um carrinho II, de massa 3m.
Se as forças dissipativas que atuam nesses carrinhos forem desprezáveis, qual será a relação entre o módulo da velocidade do carrinho I, vI , e o módulo da velocidade do carrinho II, vII , na posição D?
- Opção (B)
⇒ Se as forças dissipativas que atuam no carrinho forem desprezáveis, cada carrinho está sujeito apenas à ação do seu peso, que é uma força conservativa, e à ação da força normal exercida pela pista, que é uma força não conservativa que não realiza trabalho.
⇒ Nestas condições, há conservação de energia mecânica entre as posições inicial e final, Emi = EmD
- onde se eliminou a variável m por ser um factor comum a todos os termos na equação.
Obtivemos uma expressão que é independente da massa dos carrinho I e II.
⇒ Neste caso, ambos os carrinhos I e II partem do repouso (vi = 0), da mesma posição hi, e atingem a mesma posição D, para a qual hD = 0.
- Assim, vI = vII = vD tal que
- Opção (B) ……………. 6 pontos
7. (2019 – 1ªF) No salto que realizou desde a estratosfera até à Terra, Felix Baumgartner (FB) foi o primeiro homem a quebrar a barreira do som sem qualquer veículo propulsor.
Considere que a queda de FB em direção à Terra foi aproximadamente vertical.
Na Figura 5, apresentam-se, para os primeiros 100 s de queda, os gráficos do módulo da velocidade, vFB , e da altitude, h , de FB, em função do tempo, t. Na figura, está também representada uma linha a tracejado, que traduz o modo como variou o módulo da velocidade do som, vsom , ao longo da trajetória percorrida, durante aquele intervalo de tempo.
Considere que o conjunto FB + equipamento pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material) e que a variação da aceleração gravítica com a altitude é desprezável.
7.1. No intervalo de tempo [50, 100] s, a energia potencial gravítica do sistema FB + equipamento + Terra, e a energia mecânica do sistema
(A) aumentou … diminuiu
(B) aumentou … permaneceu constante
(C) diminuiu … diminuiu
(D) diminuiu … permaneceu constante
- Opção (C)
⇒ A energia potencial gravítica do sistema FB + equipamento + Terra, de massa m, situado à altitude h, é dada por Ep = m g h. Uma vez que de acordo com o gráfico da Figura 5, h = f(t), a altitude diminui no intervalo de tempo [50, 60] s, a energia potencial do sistema também diminui neste intervalo.
⇒ Do mesmo modo, de acordo com o gráfico v = f(t), o módulo da velocidade diminui no intervalo de tempo [50, 60] s, pelo que a energia cinética, Ec = ½ m v2 , também diminui.
⇒ Assim, tanto a energia potencial gravítica, Ep , como a energia mecânica, Em = Ep + Ec , diminuem no mesmo intervalo de tempo.
- Opção (C) ……………. 7 pontos
7.2. Considere que a massa do conjunto FB + equipamento era 118 kg.
Determine o trabalho realizado pela força de resistência do ar que atuou sobre o conjunto, no intervalo de tempo em que este se moveu com velocidade superior à velocidade do som.
Apresente todas as etapas de resolução, explicitando todos os cálculos efetuados.
⇒ De acordo com os gráficos da Figura 5, o intervalo de tempo em que o conjunto FB + equipamento se move com velocidade superior à do som é [34, 64] s.
- No instante t = 34 s, a altitude é h = 33,5 km e o módulo da velocidade é v =310 m s-1.
- No instante t = 64 s, a altitude é h = 23,0 km e o módulo da velocidade é v =290 m s-1.
⇒ O trabalho realizado pela força da resistência do ar, Wresist, é igual à variação de energia mecânica, Wresist = ΔEm.
⇒ Tem-se ΔEm = ΔEp + ΔEc , onde ΔEp e ΔEc são, respetivamente, as variações da energia potencial gravítica e da energia cinética.
Assim:
- ΔEp = m g (hf – hi) = 118 x 10 x (23,0 x 103 – 33,5 x 103) J = -1,24 x 107 J e
- ΔEc = ½ m (vf2– vi2) = ½ x 118 x (2902 -3102) J = -7,08 x 105 J .
Finalmente, Wresist = ΔEm. = (-1,24 x 107 – 7,08 x 105 ) J = -1,3 x 107 J.
- Etapas de resolução:
⇒ Cálculo da variação de energia potencial gravítica do sistema FB + equipamento + Terra, no deslocamento considerado
- (ΔEpg = 118 x 10 x (23,0 x 103 – 33,5 x 103) J = -1,24 x 107 J) (ver nota) …….. 4 pontos
⇒ Cálculo da variação de energia cinética do conjunto FB + equipamento, no deslocamento considerado ( ΔEc = ½ x 118 x (2902 – 3102) = -7,08 x 105 J) …….. 3 pontos
⇒ Cálculo do trabalho realizado pela força de resistência do ar que atuou sobre o conjunto FB + equipamento, no deslocamento considerado (W = -1,3 x 107 J) …….. 3 pontos
Nota ‒ Devem ser aceites valores no intervalo [33,0; 34,0] km para a altitude de FB no instante t = 34 s e valores no intervalo [22,5; 23,5] km para a altitude de FB no instante t = 64 s.
8. (2019 – 2ªF) O bungee jumping é um desporto radical em que um atleta cai de uma altura apreciável, preso a um cabo elástico que, ao esticar, exerce uma força sobre o atleta.
Na Figura 5 (que não se encontra à escala), estão representadas posições de um atleta de massa 72 kg , que cai a partir da plataforma P.
Admita que o atleta inicia o seu movimento de queda vertical com velocidade inicial nula, caindo livremente até à posição R.
A partir da posição R, o cabo elástico começa a esticar, passando a exercer uma força no atleta. Na posição S, o atleta atinge a velocidade máxima, de módulo 18,7 m s-1, e, na posição T, inverte o sentido do seu movimento.
Considere o referencial Oy representado na figura.
Admita que o atleta pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material) e considere desprezáveis a massa do cabo e a força de resistência do ar.
Figura 5
Considere o movimento de queda livre do atleta até à posição R.
8.1. Entre a posição inicial e a posição R, a variação de energia potencial gravítica do sistema atleta + Terra é _____, e a variação de energia mecânica do sistema é _____.
(A) negativa … positiva
(B) negativa … nula
(C) positiva … positiva
(D) positiva … nula
- Opção (B)
⇒Durante a queda, o trabalho da força gravítica é positivo, e, como a variação de energia potencial gravítica é simétrica do trabalho da força gravítica (força conservativa), a variação da energia potencial gravítica é negativa.
⇒ Atuando apenas a força gravítica, que é uma força conservativa, há conservação de energia mecânica, ou seja a sua variação é nula.
ou
⇒ O atleta diminui a distância a um nível de referência, por exemplo o nível da água na figura 5 do enunciado, o que faz com que a energia potencial gravítica do sistema diminua.
⇒ Por outro lado considerando que até R apenas atua a força gravítica, que é conservativa, verifica-se que a energia mecânica se mantém constante.
- Opção (B) ……………. 7 pontos
8.2. Admita que o atleta atinge a posição R com velocidade de módulo 17,0 m s-1.
Determine, a partir do teorema da energia cinética, o trabalho realizado pela força que o cabo exerce no atleta, WFcabo , entre a posição R e a posição S.
Apresente todas as etapas de resolução, explicitando todos os cálculos efetuados.
⇒ O atleta atinge a posição R com uma velocidade de módulo vR = 17,0 m s-1 e a posição S com uma velocidade de módulo vS = 18,7 m s-1.
A variação da energia cinética entre R e S é:
⇒ Entre as posições R e S o atleta diminuiu a sua altura de 6,0 m, assim a variação da energia potencial gravítica é:
Logo, o trabalho da força gravítica é
WFg = -ΔEp = 4,32 × 103 J
⇒ Aplicando o teorema da energia cinética e considerando o trabalho de todas as forças,
ΣW = WFcabo +WFg = ΔEc
de onde se conclui que o trabalho realizado pela força que o cabo exerce sobre o atleta é:
𝑊𝐹⃗cabo = Δ𝐸𝑐 − 𝑊𝐹⃗𝑔 = (2,18 x 103 – 4,32 x 103 ) J = -2,1 x 103 J.
- Etapas de resolução:
⇒ Cálculo da variação da energia cinética do atleta entre a posição R e a posição S
(ΔEc = 2,18 x 103 J) …….. 3 pontos
⇒ Cálculo do trabalho realizado pelo peso do atleta entre a posição R e a posição S
(WP = 4,32 x 103 J) …….. 3 pontos
⇒ Cálculo do trabalho realizado pela força que o cabo exerce no atleta entre a posição R e a posição S
(WFcabo = -2,1 x 103 J) ……… 4 pontos
9. (2019 – EE) Na Figura 5 (que não se encontra à escala), está representado um carrinho de brincar, de massa m, que é largado da posição A, sobre um plano inclinado.
O carrinho desce esse plano, passa nas posições B e C e inverte o sentido do movimento na posição D.
Figura 5
Admita que a intensidade da resultante das forças dissipativas que atuam no carrinho se mantém constante nos percursos entre as posições A e B e entre as posições C e D.
Entre as posições B e C, as forças dissipativas que atuam no carrinho são desprezáveis. Considere que o carrinho pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).
9.1. Desde a posição A até à posição D, a diminuição da energia potencial gravítica do sistema carrinho + Terra é igual a _____, sendo o trabalho realizado pela força gravítica que atua no carrinho igual a _____.
- Opção (D) ……………. 7 pontos
9.2. Compare a soma dos trabalhos realizados pelas forças que atuam no carrinho entre as posições A e B com a soma dos trabalhos realizados pelas forças que atuam no carrinho entre as posições C e D.
⇒ A soma dos trabalhos realizados pelas forças que atuam sobre o carrinho é igual ao trabalho realizado pela resultante das forças que sobre ele atuam.
⇒ Para determinar os trabalhos realizados pela resultante das forças que atuam sobre o carrinho entre A e B e o realizado entre C e D, recorre-se ao Teorema da Energia Cinética:
Nas posições A e D, a velocidade é nula, bem como os respetivos valores de energia cinética.
⇒ Dado que, no percurso de B a C, a resultante das forças que atuam sobre o carrinho é nula, então o módulo da velocidade em B é igual à velocidade em C, pelo que os valores da energia cinética nestas posições são iguais.
10. (2019 – EE) Galileu idealizou uma experiência na qual uma esfera, largada sempre de uma mesma altura h sobre um plano inclinado, subiria, na ausência de forças de atrito, um segundo plano inclinado até à altura da qual tinha sido largada, qualquer que fosse a inclinação θ do segundo plano.
Esta situação está representada na Figura 6.
Considere que a esfera pode ser representada pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).
Na subida do segundo plano, desde a posição P até à posição de altura h,
(A) a resultante das forças que atuam na esfera não depende de θ.
(B) a soma dos trabalhos realizados pelas forças que atuam na esfera depende de θ.
(C) o trabalho realizado pela força gravítica que atua na esfera não depende de θ.
(D) a intensidade da força gravítica que atua na esfera depende de θ.
- Opção (C)
⇒ A subida, sobre a esfera atuam a força normal, que realiza um trabalho nulo por ser perpendicular ao deslocamento, e a força gravítica.
⇒ A resultante das forças sobre a esfera é a componente da força gravítica na direção do plano, de módulo mg sin θ, que realizou trabalho, – mgh, o qual depende da altura, e não depende inclinação do plano.
- Opção (C) ……………. 7 pontos
11. (2020 – 1ªF) Na recriação da experiência de Galileu, foi utilizado um plano inclinado, de comprimento L, que está esquematizado na Figura 1.
Em dois dos ensaios realizados, a esfera foi largada de duas posições diferentes, A e B, tendo-se medido o tempo que a esfera demorou a atingir a posição C.
O trabalho realizado pela força gravítica que atua na esfera, desde a posição de onde é largada até à posição C, da posição inicial da intensidade da resultante das forças de atrito que atuam na esfera.
(A) depende … e depende
(B) depende … e não depende
(C) não depende … e depende
(D) não depende … e não depende
A pontuação obtida na resposta contribui obrigatoriamente para a classificação final da prova.
- Opção (B)
⇒ Num dado local, o trabalho realizado pela força gravítica, WFg, depende da massa, m, da esfera e da variação de altura, Δℎ:
- WFg = −ΔEpg = −mg Δℎ = mg (ℎi − ℎf)
portanto, para uma dada esfera (m constante) e para a mesma posição final (mesmo ℎf) dependerá apenas da altura da posição inicial, ℎi.
- Opção (B) ……………. 10 pontos
12. (2020 – 1ªF) Na Figura 3, apresentam-se os gráficos do módulo da velocidade, v, de duas gotas de água, A e B, de diferentes diâmetros, em queda vertical, em função da distância, d, percorrida pelas gotas.
Considere que as gotas de água podem ser representadas pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).
12.1. Considere o deslocamento total de 2,0 m da gota A.
Sejam Fg e Far as forças gravítica e de resistência do ar, respetivamente, que atuam na gota A.
O trabalho realizado por Fg é variação da energia potencial gravítica do sistema gota A + Terra e é, em módulo, do que o trabalho realizado por Far .
(A) simétrico da … menor
(B) igual à … menor
(C) simétrico da … maior
(D) igual à … maior
- Opção (C)
⇒ O trabalho realizado por Fg é simétrico da variação da energia potencial gravítica do sistema gota A + Terra (WFg = −ΔEpg)
⇒ A soma dos trabalhos realizados por Fg e por Far é positiva, dado que a energia cinética de A aumenta:
- WFg + WFar = ΔEc > 0
⇒ Como WFg é positivo (Fg tem o sentido do movimento) e WFar é negativo (Far tem sentido oposto ao do movimento) conclui-se que, em módulo, é maior do que
- WFg + WFar > 0 ⇔ WFg > – WFar ⇔ |WFg | > |WFar |
- Opção (C) ……………. 10 pontos
12.2. A massa da gota B é 4,2 x 10-3 g.
Determine a energia dissipada na queda de 2,0 m da gota B.
Explicite o seu raciocínio, indicando todos os cálculos efetuados.
A pontuação obtida na resposta contribui obrigatoriamente para a classificação final da prova.
⇒ O trabalho que seria realizado pela resultante das forças de resistência do ar (resultante das forças não conservativas) é igual à variação de energia mecânica do sistema gota B + Terra na queda de 2,0 m:
- WFar = ΔEm = ΔEc + ΔEc = (½ mvi2 – 0 ) + mg Δh
⇒ Como vi = 5,0 m s-1 e Δℎ = −2,0 m (a altura da gota diminui) fica:
- WFar = ½ x 4,2 x 10-6 x 5,02 + 4,2 x 10-6 x 10 x (-2,0) = 3,2 x 10-5 J
⇒ Assim, a energia dissipada é 3,2 x 10-5 J.
- Determina o valor solicitado, percorrendo as etapas seguintes:
⇒ Calcula a variação da energia potencial gravítica do sistema gota B + Terra (ΔEp = -8,40 x 10-5 J) …….. 3 pontos
⇒ Calcula a variação da energia cinética da gota B ( ΔEc = 5,25 x 10-5 J) …….. 3 pontos
⇒ Calcula a energia dissipada na queda de 2,0 m da gota B (E = 3,2 x 10-5 J) (ver nota) …….. 4 pontos
Nota ‒ A apresentação do valor «-3,2 x 10-5 J» não implica qualquer desvalorização.
13. (2020 – 2ªF) Um automóvel encontrava-se estacionado no cimo de uma rampa, como se representa na Figura 1 (que não está à escala), quando, acidentalmente, se destravou. Deslizou ao longo da rampa, com aceleração constante, até colidir com um motociclo que se encontrava parado.
Considere que, no movimento considerado, a resultante das forças dissipativas que atuaram no automóvel não foi desprezável, e considere que o automóvel pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).
13.1. Para uma mesma distância percorrida sobre a rampa, o trabalho realizado pela força gravítica que atua no automóvel
(A) não depende da inclinação da rampa, mas depende da massa do automóvel.
(B) não depende da inclinação da rampa nem da massa do automóvel.
(C) depende da inclinação da rampa e da massa do automóvel.
(D) depende da inclinação da rampa, mas não depende da massa do automóvel.
A pontuação obtida na resposta contribui obrigatoriamente para a classificação final da prova.
- Opção (C)
⇒ A uma dada distância percorrida, d, pelo automóvel sobre a rampa corresponde uma variação de altura, Δℎ, que varia com a inclinação, θ, da rampa: Δℎ = −d sin θ.
⇒ O trabalho realizado pela força gravítica é simétrico da variação de energia potencial gravítica do sistema automóvel + Terra:
- WFg = -ΔEpg = – mg Δh = mg d sin θ
⇒ Assim, para uma dada distância, o trabalho realizado pela força gravítica depende da massa, m, do automóvel e da inclinação, θ, da rampa.
ou
⇒ O trabalho realizado pela força gravítica, para uma dada distância, d, é igual ao trabalho realizado pela sua componente tangencial, Fgt, cuja intensidade é Fgt = mg sin α.
⇒ Logo, o trabalho realizado pela força gravítica, WFg, que atua sobre o automóvel depende da inclinação da rampa (α) e da massa (m) deste.
- Opção (C) ……………. 10 pontos
13.2. Nas opções seguintes, apresenta-se o esboço do gráfico da energia potencial gravítica, Epg , do sistema automóvel + Terra (em relação a um determinado nível de referência) em função da distância, d, percorrida pelo automóvel sobre a rampa.
Em qual das opções está também representado o esboço do gráfico da energia cinética, Ec, do automóvel em função da distância, d, percorrida pelo automóvel sobre a rampa?
- Opção (A)
⇒ Considerando que a resultante das forças dissipativas é constante e com sentido oposto ao do movimento, tem-se que a resultante das forças que atuam sobre o automóvel também é constante e inferior à componente tangencial da força gravítica .
- Fr = mg sin α – Fdissipativas
⇒ Como ΔEc = WFr = Fr d e como o automóvel parte do repouso, tem-se Ec = Fr d (equação de uma reta);
⇒ Devido à ação das forças dissipativas, a energia cinética final é inferior à energia potencial gravítica inicial.
ou
⇒ A energia potencial gravítica do sistema automóvel + Terra diminui linearmente com a altura de descida, Ep = mgh, logo, a dependência com a distância percorrida é também linear.
⇒ À diminuição da energia potencial gravítica corresponde um aumento da energia cinética, mas, como existem forças dissipativas, a uma dada diminuição de energia potencial gravítica corresponde um menor aumento da energia cinética.
⇒ A energia cinética aumenta linearmente com a distância porque a resultante das forças que atuam no automóvel é constante (ΔEc = WFr = Fr d cos 0).
- Opção (A) ……………. 10 pontos
13.3. O automóvel, de massa 1,2 x 103 kg, deslizou 80 m ao longo da rampa até colidir com o motociclo.
A análise do acidente permitiu determinar que o módulo da velocidade do automóvel no instante da colisão era 7,5 m s-1.
Considere que o desnível entre as posições inicial e final do automóvel era 7,0 m.
Determine, a partir de considerações energéticas, a intensidade da resultante das forças dissipativas que atuaram no automóvel paralelamente ao deslocamento.
Explicite o seu raciocínio, indicando todos os cálculos efetuados.
A pontuação obtida na resposta contribui obrigatoriamente para a classificação final da prova.
⇒ Na situação apresentada o trabalho realizado pelas forças dissipativas é igual à variação de energia mecânica.
Como
- ΔEm = ΔEc + ΔEp
tem-se:
- WFNC = ΔEm = ½ m x (vf2 – 0 ) + mg x (0 – hi) =½ x 1,2 x 103 x 7,52 – 1,2 x 103 x 10 x 7,0 = -5,0 x 104 J
mas
- WFNC = Fdissipativas x d x cos 180º ⇔ -5,0 x 104 = -80 x Fdissipativas ⇔ Fdissipativas = 6,3 x 102 J
⇒ A intensidade das forças dissipativas que atuam sobre o automóvel é igual a 6,3 x 102 J
- Determina o valor solicitado, percorrendo as etapas seguintes:
⇒ Calcula a energia cinética do automóvel ao colidir com o motociclo …….. 2 pontos
- Ec = 3,38 x 104 J
⇒ Calcula a variação da energia potencial gravítica do sistema automóvel + Terra:
- ΔEpg = -8,40 x 104 J
ou
⇒ Calcula o trabalho realizado pela força gravítica que atua no automóvel …….. 2 pontos
- WFg = 8,40 x 104 J
⇒ Calcula o trabalho que seria realizado pela resultante das forças dissipativas …….. 3 pontos
- W = -5,02 x 104 J
⇒ Calcula a intensidade da resultante das forças dissipativas que atuaram no automóvel paralelamente ao deslocamento (F = 6,3 x 102 N) …….. 3 pontos
14. (2020 – EE) Lançaram-se verticalmente, de baixo para cima, uma bola de basquetebol, B, e uma bola de voleibol, V, sendo a massa da bola B superior à massa da bola V. Os lançamentos foram repetidos, alterando-se as condições iniciais.
Considere desprezável a resistência do ar e considere que as bolas podem ser representadas pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).
14.1. O trabalho realizado pela força gravítica que atua em cada uma das bolas, desde a posição em que a bola é lançada até atingir o solo, depende
(A) da velocidade com que a bola é lançada.
(B) da altura máxima atingida pela bola.
(C) da distância percorrida pela bola até atingir o solo.
(D) da distância da bola ao solo na posição em que é lançada.
A pontuação obtida na resposta contribui obrigatoriamente para a classificação final da prova.
- Opção (D)
⇒ O trabalho realizado pela força gravítica é igual ao simétrico da variação da energia potencial gravítica:
WFg = – ΔEp = -mg (hf – hi)
onde hf é a altura final da bola e hi altura inicial da bola, em relação a um nível de referência, que poderá ser o solo.
⇒ Assim, em geral, o trabalho rezado pela força gravítica irá depender da diferença entre as alturas inicial e final da bola, hf – hi.
⇒ Neste caso, como a posição final coincide com o solo, o trabalho realizado pela força gravítica depende da distância da bola ao solo na posição em que é lançada.
ou
⇒ A força gravítica é uma força conservativa, isto é, o trabalho realizado por esta força é independente da trajetória, dependendo apenas da posição inicial e final.
⇒ O trabalho realizado pela força gravítica, durante qualquer percurso, é simétrico da variação da energia potencial gravítica.
WFg = – ΔEp = -mg (hf – hi)
- Como, para cada uma das bolas, m é constante, o trabalho realizado pela força gravítica que atua em cada uma das bolas, desde a posição em que a bola é lançada até atingir o solo, depende, exclusivamente, da distância da bola ao solo na posição em que é lançada.
- Opção (D) ……………. 10 pontos
14.2. Considere o movimento da bola de basquetebol desde o instante imediatamente após a primeira colisão com o solo até ao instante imediatamente antes da segunda colisão com o solo.
Qual dos esboços de gráfico seguintes pode representar a energia mecânica, Em , do sistema bola de basquetebol + Terra, em função do tempo, t , no movimento considerado?
- Opção (A)
⇒ Considerando desprezável a resistência do ar, após a primeira colisão com o solo até ao instante imediatamente anterior ao da segunda colisão com o solo, a única força que atua sobre a bola é o peso, que é uma força conservativa.
- Num sistema conservativo, há conservação de energia mecânica, Em = constante.
ou
⇒ Após a primeira colisão, e até sofrer a sua segunda colisão com o solo, a bola de basquetebol, desprezando a resistência do ar, apenas está sujeita à força gravítica, que é conservativa.
- A energia mecânica da bola, Em = Ec + Ep, mantém-se constante durante o intervalo de tempo considerado.
- Opção (A) ……………. 10 pontos
15. (2021 – 1ªF) Em meados do século XIX, James Joule estabeleceu a equivalência entre trabalho e calor, comparando a energia transferida como trabalho, necessária para obter um determinado aumento de temperatura numa amostra de água, com a energia transferida como calor para obter o mesmo efeito.
Joule utilizou um dispositivo semelhante ao esquematizado na Figura 1, no qual dois discos de chumbo (D1 e D2) eram elevados a uma determinada altura.
Quando os discos caíam, faziam rodar um sistema de pás mergulhado na água contida num recipiente.
O movimento rotativo das pás provocava a agitação da água, o que conduzia a um aumento da sua temperatura.
A massa total dos discos era 26,3 kg e a massa da água contida no recipiente era 6,04 kg.
A partir dos resultados obtidos numa série de experiências, Joule verificou que, após 20 quedas sucessivas de uma mesma altura de 1,60 m, o aumento de temperatura da água era, em média, 0,313 ºC.
Considere que, durante uma parte do percurso, os discos caíram com velocidade constante.
Qual foi a soma dos trabalhos realizados pelas forças que atuaram nos discos, nessa parte do percurso?
A pontuação obtida na resposta contribui obrigatoriamente para a classificação final da prova.
⇒ A soma dos trabalhos realizados pelas forças que atuaram nos discos na parte do percurso em que os discos caíram com velocidade constante é nula.
Notas:
⇒ Se numa parte do percurso a velocidade é constante, nessa parte do percurso a energia cinética dos discos é constante, ou seja, a variação de energia cinética dos discos é nula.
⇒ Considerando o Teorema da Energia Cinética, segundo o qual o somatório dos trabalhos é igual à variação de energia cinética, conclui-se que o somatório dos trabalhos é nulo.
Ou
⇒ A aceleração dos discos animados de movimento de translação, no intervalo de tempo em que a sua velocidade é constante, é nula.
O que significa que a resultante das forças também é nula, não realizando por isso trabalho.
- Indica o valor solicitado (zero) —– 10 pontos




































