Resumo nº2 – Movimentos da Lua e fases da Lua

  • Movimentos da Lua e fases da Lua

A Lua tem um movimento de rotação em torno do seu eixo e um movimento de translação à volta da Terra.

Períodos de rotação e de translação da Lua

  • As diferentes formas que a Lua apresenta, quando vista da Terra, chamam-se fases da Lua.

As fases da Lua são consequência do movimento de translação da Lua em volta da Terra. Devido a este movimento, a face da Lua voltada para a Terra não está sempre igualmente iluminada, apresentando-se, por isso, com diferentes formas.

No vídeo podes ver, simultaneamente, o movimento de rotação da lua e o seu movimento de translação em torno da Terra, na situação em que o período de rotação é igual ao período de translação.

  • Da Terra vemos sempre a mesma face da Lua porque os seus períodos de rotação e de  translação são iguais: 27,3 dias.

A Lua tem um período de rotação e de translação aproximadamente igual a 27 dias e 8 horas.

É por esta razão que a Lua tem sempre a mesma face voltada para a Terra.

Fases da Lua

  • Fases da Lua: formas da Lua, vistas da Terra, resultantes de diferente iluminação pelo Sol.

Apesar disso, numa noite sem nuvens, nem sempre se consegue ver a Lua ou, mesmo quando se vê, ela apresenta aspetos diferentes: fases da Lua.

A Lua é vista da Terra com formas diferentes. Estas diferentes formas chamam-se fases da Lua.

A Lua, vista do Espaço, tem sempre um lado voltado para o Sol e que, por isso, está iluminado, e um lado oposto ao Sol que, naturalmente, não está iluminado.

A Lua não tem luz própria mas recebe luz do Sol, tendo sempre metade da sua superfície iluminada e outra metade às escuras.

A face da Lua voltada para a Terra não está sempre igualmente iluminada.

A Lua tem vários aspetos para um observador na Terra porque, no seu movimento de translação, vai ocupando posições diferentes relativamente ao Sol e à Terra.

A Lua está em fase de lua nova quando, da Terra, a Lua não se vê, pois o lado da Lua que está voltado para a Terra não está iluminado pelo Sol.

A Lua está em fase de quarto crescente quando, da Terra, apenas vemos metade da Lua iluminada (o lado direito, se observada do hemisfério norte).

A Lua está em fase de lua cheia quando, da Terra, vemos completamente o lado da Lua que está iluminado pelo Sol.

A Lua está em fase de quarto minguante quando, da Terra, vemos metade da Lua iluminada (o lado esquerdo, se observada do hemisfério norte).

Os eclipses

  • Um eclipse é a ocultação total ou parcial de um astro pela sombra ou penumbra de outro astro.

A passagem da Lua pela sombra ou pela penumbra da Terra provoca os eclipses da Lua, que podem ser totais, parciais ou penumbrais.

A passagem da Lua em frente ao Sol, projetando na Terra a sombra ou a penumbra, provoca os eclipses do Sol, que podem ser totais, anulares ou parciais.

  • Eclipses da Lua

Ocultação total ou parcial da Lua pela sombra ou pela penumbra da Terra. Pode ocorrer apenas em fase de Lua Cheia.

Uma parte da Lua começa a ser ocultada pela sombra da Terra. A parte oculta vai sendo cada vez maior.

Por alguns instantes a sombra da Terra oculta quase toda a Lua.

Quando começa a sair da sombra da Terra, a Lua vai ficando a descoberto até que o eclipse acaba.

Nestes eclipses, a Terra projeta a sua sombra na Lua e, para um observador na Terra, a Lua fica oculta pela sombra da Terra.

Os eclipses da Lua podem ser totais ou parciais, conforme a zona de sombra da Terra oculta total ou parcialmente a Lua.

  • Eclipses do Sol

Um eclipse do Sol ocorre quando o Sol, a Lua, que se encontra na fase de lua nova, e a Terra ficam alinhados.

Nestes eclipses, a Lua projeta a sua sombra na Terra, e para um observador na Terra, situado na zona de sombra da Lua, o Sol fica oculto pela Lua.

Um mesmo eclipse do Sol pode ser total ou parcial, dependendo do lugar da Terra de onde é observado:

  • Se for observado a partir da zona de sombra é um eclipse total.
  • Se for observado a partir da zona de penumbra é um eclipse parcial.

Durante um Eclipse do Sol

O Sol começa a ser ocultado pela Lua e, à medida que o tempo passa, a zona ocultada é sucessivamente maior.

Por alguns instantes o eclipse do Sol é total e é possível observar a coroa solar.

Depois, a Lua começa a ocultar cada vez menos o Sol, à medida que o tempo passa, até que o eclipse acaba.

Na figura podes ver uma simulação computacional da evolução de um eclipse total do Sol, onde aparece bem evidente a coroa solar no instante em que a Lua o oculta totalmente.

Por que razão não há eclipses sempre que é lua cheia ou lua nova?

Para que haja um eclipse é necessário que os centros dos três astros – Sol, Terra e Lua – estejam perfeitamente alinhados.

As órbitas de translação da Terra e da Lua não estão exatamente no mesmo plano:

  • em fase de lua cheia, a Lua passa muitas vezes abaixo ou acima da sombra e da penumbra projetadas pela Terra, não havendo eclipse da Lua;
  • em fase de lua nova, a Terra encontra-se muitas vezes abaixo ou acima da sombra e da penumbra projetadas pela Lua, não havendo eclipse do Sol.
As marés

As marés são movimentos das águas dos oceanos, que alternadamente sobem e descem.

As marés são provocadas pela atracão gravítica que deforma a água do mar, fazendo:

  • subir o nível parte voltada para a Lua e na parte oposta – maré alta.
  • descer o nível nas restantes zonas – maré baixa.

As marés vivas ocorrem quando o Sol, a Terra e a Lua estão praticamente alinhados, o que acontece nas fase de lua nova e de lua cheia.

Quando o Sol, a Terra e a Lua estão em quadratura, nas fases de quarto crescente e de quarto minguante, ocorrem as marés mortas porque a deformação da água é menor.

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