• Aula nº1

         ⇒ Os movimentos da Terra e suas consequências


Os movimentos da Terra e suas consequências

Movimento de rotação da Terra e a sucessão do dia e da noite

O tempo de uma rotação completa da Terra corresponde a um dia, ou seja, 24 h. Como também sabes, durante um dia ocorrem o dia e a noite.

A sucessão do dia e da noite é uma consequência do movimento de rotação da Terra.

Terra tem sempre uma metade iluminada pelo Sol, onde é dia, e outra não iluminada, onde é noite.

A sucessão do dia e da noite é consequência do movimento de rotação da Terra.

O movimento aparente do Sol, de este para oeste, é também consequência do movimento de rotação da Terra de oeste para este.

  O movimento aparente do Sol faz mudar a sombra dos objetos durante o dia.

Movimento aparente do Sol e das estrelas

Como a Terra roda de oeste, O, para este, E, a nós, por estarmos sobre ela, parece-nos que o Sol e as estrelas  se movem em sentido contrário de este, E, para oeste, O, à volta da Terra.

  Na realidade o Sol não se move à volta da Terra. Esta perceção resulta do facto da Terra ter movimento de rotação.

O Sol e a orientação durante o dia

Movimento diurno aparente do Sol.

A posição do Sol na Esfera Celeste permite a nossa orientação durante o dia.

Quando estás voltado para o Sol ao meio dia, tens no horizonte:

à frente, o sul – S;

atrás, o Norte – N;

à direita, o oeste – O;

à esquerda, o este – E.

Variação da sombra dos objetos durante o dia

A sombra de qualquer corpo, além de variar de tamanho, também muda de posição à medida que o Sol se move, projetando a sombra no solo sempre para o lado oposto àquele em que o Sol se encontra.

Ao nascer do sol (a este) a sombra tem tamanho máximo e aponta para oeste (o Sol está baixo).

Ao meio-dia solar a sombra tem tamanho mínimo e aponta para norte (o Sol está mais alto e ao sul) à latitude de Portugal.

Ao pôr-do-sol (a oeste) a sombra tem novamente tamanho máximo e aponta para este (o Sol está baixo).

  • A sombra diminui do nascer do sol até ao meio-dia solar e  aumenta do meio-dia solar até ao pôr-do-sol.
  • Movimento diurno aparente do Sol

muda – Tamanho da sombra

                          – Posição da sombra

O movimento de translação da Terra e as estações do ano

⇒ A Terra  tem movimento de translação à volta do Sol, e o tempo de translação completa corresponde a 1 ano terrestre, aproximadamente 365 dias e 6 horas. (Há anos comuns (365 dias) e anos bissextos (366 dias))

⇒ As estações do ano são consequência do movimento de translação da Terra e da inclinação do seu eixo de rotação em relação ao plano da órbita.

No outono e inverno:

⇒ as noites são longas e os dias são curtos;

⇒ as temperaturas são, em geral baixas;

o Sol encontra-se mais perto do horizonte.

Na primavera e no verão:

⇒ as noites são curtas e os dias são longos;

⇒ as temperaturas são, em geral, elevadas;

⇒ o Sol encontra-se mais afastado do horizonte.

As estações do ano são opostas nos dois hemisférios.

O facto de o eixo de rotação da Terra não ser perpendicular ao plano da órbita leva a que no mesmo lugar, ao longo do ano, o trajeto do Sol acima do horizonte seja diferente.

O eixo de rotação da Terra faz um ângulo de 23,5° com a linha perpendicular ao plano da órbita.

Os equinócios e os solstícios dividem o ano em quatro partes – as quatro estações do ano.

Só nos equinócios é que o Sol nasce exatamente a este e se põe exatamente a oeste.

  • Solstício de Junho (20 ou 21 de junho) – inicia-se o verão no hemisfério norte.

No dia em que acaba a primavera e começa o verão, ocorre o designado solstício de verão, que assinala o dia mais longo do ano.

Para um observador, no equador, a noite tem a mesma duração que o dia;

Para um observador, localizado perto do Polo Norte, é sempre dia.

Depois do solstício de verão, os dias tornam-se cada vez mais pequenos, mas sempre maiores do que as noites.

  • Equinócio de setembro (22 ou 23 de setembro) – inicia-se o outono no hemisfério norte.

No dia em que acaba o verão e começa o outono, ocorre o designado equinócio do outono, em que a duração do dia é exatamente igual à duração da noite.

Depois do equinócio do outono, a duração do dia continua a diminuir até chegar o inverno, que tem início, no solstício de inverno.

  • Solstício de dezembro (20 ou 21 de dezembro) – inicia-se o inverno no hemisfério norte.

No dia mais curto do ano, dia em que acaba o outono e começa o inverno, ocorre o designado solstício de inverno.

Depois do solstício de inverno, os dias tornam-se cada vez maiores, mas sempre com menor duração do que as noites.

  • Equinócio de março (20 ou 21 de março) – inicia-se a primavera no hemisfério norte.

No dia em que acaba o inverno e começa a primavera, ocorre o designado equinócio da primavera, em que a duração do dia é exatamente igual à duração da noite.

Depois do equinócio da primavera, os dias são maiores do que as noites e tornam-se cada vez maiores até chegar o verão.

Em junho, entre o fim da primavera e o início do verão, o Polo Norte encontra-se voltado para o lado do Sol devido à inclinação do eixo de rotação da Terra.

Inclinação do sol ao longo do ano:

⇒ Verão: Sol alto; dias grandes e quentes; sombras pequenas.

⇒ Inverno: Sol baixo; dias pequenos e frios; sombras grandes.

Há estações do ano em todos os planetas?

Alguns planetas do Sistema Solar não têm estações do ano como a Terra

A existência de estações do ano num planeta resulta do facto de este ter movimento de translação à volta do Sol e de o seu eixo de rotação ter uma certa inclinação em relação ao plano da órbita.

  • mercúrio – Não tem estações do ano
  • venus – Praticamente não tem estações do ano
  • Terra e marte – Quatro estações do ano
  • jupiter – Praticamente não tem estações do ano
  • saturno – Quatro estações do ano
  • urano – Tem um inverno muito longo
  • neptuno – A duração de cada estação do ano é muito grande

Trajetória e distância percorrida

No seu movimento em torno do Sol, cada planeta vai ocupando sucessivas posições que, no seu conjunto, formam uma linha imaginária que tem forma elíptica.

A trajetória de um corpo é o conjunto das sucessivas posições que esse corpo ocupa durante o seu movimento.

A trajetória dos planetas em torno do Sol é uma trajetória elíptica.

Conhecer a trajetória de um planeta é importante pois o comprimento da trajetória permite-nos obter a distância percorrida por esse planeta no seu movimento.

Quando deixas cair verticalmente uma bola, a trajetória da bola é uma trajetória retilínea, pois o conjunto das sucessivas posições que a bola vai ocupando ao longo do seu movimento de queda formam uma linha imaginária que tem a forma de uma reta.

As sucessivas posições ocupadas por um corpo durante o seu movimento, em relação a um referencial, formam uma linha imaginária que se chama trajetória.

As trajetórias podem ter formas diferentes.

Rapidez média

Há corpos que, descrevendo movimentos rápidos, podem percorrer grandes distâncias em pouco tempo e corpos que, descrevendo movimentos menos rápidos, demoram muito tempo para percorrerem pequenas distâncias.

Para quantificar a rapidez do movimento de um corpo, calcula-se a rapidez média, dividindo a distância, d, percorrida pelo corpo pelo tempo, t, que o corpo demorou a percorrer essa distância.

Apesar de ser possível utilizar diversas unidades para a rapidez média, a unidade de rapidez média no Sistema Internacional, SI, é o metro por segundo, cujo símbolo é m/s.

A partir da observação da tabela podes concluir que, com o aumento da distância dos planetas ao Sol, a rapidez média do movimento de translação diminui.

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