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Prova Escrita de Economia A – versão 1
Prova 712: 2.ª Fase – 2020
A prova inclui 7 itens, devidamente identificados no enunciado, cujas respostas contribuem obrigatoriamente para a classificação final (itens I. 1., I. 2., I. 6.1., I. 8.1., I. 9., II. 3. e III. 3.).
Dos restantes 17 itens da prova, apenas contribuem para a classificação final os 13 itens cujas respostas obtenham melhor pontuação.
Grupo I
1. Considere as seguintes afirmações relativas ao conceito de escassez.
- Para a ciência económica, a escassez resulta da natureza limitada dos recursos face a necessidades ilimitadas.
- Para a ciência económica, um recurso escasso significa que esse recurso tem um preço elevado, pois as quantidades disponíveis são reduzidas.
- Para a ciência económica, a escassez resulta da utilização de recursos abundantes na satisfação de necessidades terciárias.
Selecione a opção que avalia corretamente as afirmações.
(A) I e III são verdadeiras, II é falsa.
(B) I é verdadeira, II e III são falsas.
(C) II é verdadeira, I e III são falsas.
(D) II e III são verdadeiras, I é falsa.
- Opção (B) ……………. 10 pontos
2. Num determinado país, em 2019, face a 2018, o rendimento disponível médio das famílias aumentou, sendo a poupança das famílias nula quer em 2018 quer em 2019.
Sabendo-se que, neste país, as famílias se comportaram de acordo com a lei de Engel, e considerando-se tudo o resto constante, podemos afirmar que o valor do coeficiente orçamental das despesas em
(A) consumo alimentar aumentou, em 2019, face a 2018.
(B) consumo alimentar foi igual em 2018 e em 2019.
(C) consumo não alimentar aumentou, em 2019, face a 2018.
(D) consumo não alimentar foi igual em 2018 e em 2019.
- Opção (C) ……………. 10 pontos
3. Em 2017 e em 2018, o João pôs, mensalmente, 20 euros no seu mealheiro.
Em janeiro de 2019, o João adquiriu uma bicicleta por 480 euros, tendo passado a utilizá-la nas deslocações diárias para a escola.
Com base na situação descrita, podemos afirmar que a poupança efetuada pelo João, em 2017 e em 2018, teve como destino
(A) o financiamento externo.
(B) o entesouramento.
(C) o depósito à ordem.
(D) o investimento.
- Opção (B) ……………. 10 pontos
4. Considera-se que existe um consumo intermédio quando uma família utiliza arroz para preparar o seu jantar.
A afirmação anterior é
(A) verdadeira, pois o arroz, ao ser utilizado na confeção dessa refeição pela família, é considerado um bem material.
(B) falsa, pois o arroz, ao ser utilizado na confeção dessa refeição pela família, é considerado um bem deprodução.
(C) falsa, pois a família, ao utilizar o arroz na confeção dessa refeição, satisfaz uma das suas necessidades.
(D) verdadeira, pois a família, ao utilizar o arroz na confeção dessa refeição, realiza um processo produtivo.
- Opção (C) ……………. 10 pontos
5. Um determinado país, em 2018, apresentou um défice orçamental.
Em 2019, face a 2018, registou-se um aumento de 10% quer das receitas públicas totais quer das despesas públicas totais, relevantes para o cálculo do saldo orçamental.
Com base na situação descrita, podemos afirmar que, neste país, em 2019,
(A) o valor do défice orçamental foi inferior ao registado em 2018.
(B) o valor do défice orçamental foi igual ao registado em 2018.
(C) o aumento das receitas públicas, expresso em euros, foi inferior ao aumento das despesas públicas,expresso em euros.
(D) o aumento das receitas públicas, expresso em euros, foi igual ao aumento das despesas públicas, expresso em euros.
- Opção (C) ……………. 10 pontos
6. A Tabela 1 apresenta dados sobre o mercado de trabalho português, no período de 2014 a 2018.
6.1. Com base nos dados apresentados na Tabela 1, podemos afirmar que, em Portugal,
(A) em 2015, por cada 1000 indivíduos residentes, 126 estavam desempregados.
(B) em 2016, por cada 1000 indivíduos ativos, 112 estavam desempregados.
(C) em 2017, por cada 1000 indivíduos ativos, 9 estavam desempregados.
(D) em 2018, por cada 1000 indivíduos residentes, 7 estavam desempregados.
- Opção (C) ……………. 10 pontos
6.2. Com base nos dados apresentados na Tabela 1, podemos afirmar que, em Portugal, a população desempregada masculina correspondia, aproximadamente, a 288,9 milhares de indivíduos no ano de
(A) 2014.
(B) 2015.
(C) 2016.
(D) 2017.
- Opção (C) ……………. 10 pontos
7. Complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada para cada espaço.
Transcreva para a folha de respostas cada uma das letras a), b), c) e d), seguida do número que corresponde à opção selecionada.
O mercado ___ (a) ___ caracteriza-se, entre outros aspetos, pela existência de uma só empresa e de ___ (b) ____ de um bem sem substitutos próximos. Considerada a procura de mercado, esta empresa pode definir o preço de venda do bem e, deste modo, garantir a maximização do lucro. Esta empresa, que pode obter elevados lucros, consegue manter-se como única produtora, pois está protegida por barreiras à entrada de novos concorrentes. Esta proteção pode decorrer da redução ___ (c) ___ , associada ao aumento da quantidade produzida, isto é, da obtenção de ___ (d) ___ .
8. O Gráfico 1 apresenta dados relativos à taxa de variação anual do índice de preços no consumidor (IPC), num determinado país, no período de 2013 a 2019.
Gráfico 1 ‒ Taxa de variação anual do índice de preços no consumidor (em %)
8.1. Com base nos dados apresentados no Gráfico 1, podemos afirmar que, neste país, o nível médio de preços
(A) aumentou a ritmo decrescente no período de 2013 a 2015 e aumentou a ritmo constante em 2015 e em 2016.
(B) diminuiu a ritmo decrescente no período de 2013 a 2015 e foi igual em 2015 e em 2016.
(C) aumentou a ritmo decrescente no período de 2013 a 2015 e foi igual em 2015 e em 2016.
(D) diminuiu a ritmo decrescente no período de 2013 a 2015 e aumentou a ritmo constante em 2015 e em 2016.
- Opção (A) ……………. 10 pontos
8.2. Com base nos dados apresentados no Gráfico 1, e sabendo-se que o valor do salário médio nominal anual foi o mesmo no período de 2013 a 2019, podemos afirmar que, neste país, o salário médio real, face ao ano anterior,
(A) aumentou em 2014.
(B) decresceu em 2017.
(C) decresceu em 2019.
(D) aumentou em 2018.
- Opção (D) ……………. 10 pontos
9. A Tabela 2 apresenta dados relativos às receitas públicas correntes em Portugal, no período de 2010 a 2015.
Com base nos dados apresentados na Tabela 2, podemos afirmar que, em Portugal, em 2015,
(A) o valor das receitas públicas provenientes dos outros impostos diretos foi superior ao valor das receitas públicas provenientes do IRS.
(B) o valor das receitas públicas provenientes do IRC foi superior ao valor dessas receitas públicas em 2010.
(C) o valor das receitas públicas provenientes dos outros impostos indiretos foi inferior ao valor das receitas públicas provenientes do ISP.
(D) o valor das receitas públicas provenientes do IVA foi inferior ao valor dessas receitas públicas em 2010.
- Opção (B) ……………. 10 pontos
10. A Figura 1 apresenta o circuito económico de uma determinada economia, no qual estão representados todos os fluxos monetários estabelecidos, em 2019.
10.1. Complete o texto seguinte, relativo à Figura 1, selecionando a opção adequada para cada espaço.
Transcreva para a folha de respostas cada uma das letras a), b), c) e d), seguida do número que corresponde à opção selecionada.
Em 2019, nesta economia, o valor da procura interna foi ____ (a) ___ e o valor da despesa interna foi ___ (b) ___ . Este valor da despesa poderia ter sido calculado segundo a ótica do rendimento através da soma ____ (c) ____ . Neste ano, o sector institucional administrações públicas cobrou receitas no valor de 6 milhões de euros e apresentou recursos de valor ____ (d) ____ ao dos empregos.
10.2. Sabendo-se que a alguns fluxos monetários correspondem fluxos reais de idêntico valor, podemos afirmar que, com base na Figura 1, aos fluxos monetários «despesas de consumo» e «salários» correspondem, respetivamente, os fluxos reais
(A) «horas de trabalho» e «bens e serviços».
(B) «horas de trabalho» e «mercadorias».
(C) «bens e serviços» e «mercadorias».
(D) «bens e serviços» e «horas de trabalho».
- Opção (D) ……………. 10 pontos
11. A Tabela 3 apresenta todos os registos efetuados na balança corrente e de capital de um determinado país, em 2019.
Tabela 3 ‒ Balança corrente e de capital (em milhões de euros)
11.1. Com base nos dados fornecidos na Tabela 3, e sabendo-se que o saldo da balança corrente deste país foi 2874 milhões de euros, em 2019, podemos afirmar que, nesse ano, o valor relativo à rubrica viagens e turismo (A) foi
(A) 3910 milhões de euros.
(B) 3620 milhões de euros.
(C) 3450 milhões de euros.
(D) 3770 milhões de euros.
- Opção (C) ……………. 10 pontos
11.2. Com base nos dados fornecidos na Tabela 3, podemos afirmar que, neste país, em 2019, a taxa de cobertura das importações de bens pelas exportações de bens foi
(A) superior a 100%, pois o valor das exportações de bens foi superior ao valor das importações de bens.
(B) inferior a 100%, pois o saldo da balança de bens foi positivo.
(C) superior a 100%, pois o saldo da balança de bens foi negativo.
(D) inferior a 100%, pois o valor das importações de bens foi inferior ao valor das exportações de bens.
- Opção (A) ……………. 10 pontos
12. O projeto do orçamento anual da União Europeia (UE) é proposto
(A) pela Comissão Europeia e aprovado pelo Tribunal de Contas Europeu e pelo Conselho da UE.
(B) pelo Parlamento Europeu e aprovado pela Comissão Europeia e pelo Tribunal de Contas Europeu.
(C) pela Comissão Europeia e aprovado pelo Conselho da UE e pelo Parlamento Europeu.
(D) pelo Parlamento Europeu e aprovado pela Comissão Europeia e pelo Conselho da UE.
- Opção (C) ……………. 10 pontos
13. Um dos critérios de convergência nominal definidos no Tratado de Maastricht estabelece que: «A dívida pública, expressa em percentagem do produto interno bruto (PIB), não deve exceder 60%, no ano anterior à tomada de decisão».
Os restantes critérios de convergência nominal utilizados na seleção dos países candidatos à área do euro referem-se, entre outros aspetos,
(A) ao défice comercial em percentagem do PIB e à taxa de desemprego.
(B) ao défice orçamental em percentagem do PIB e à taxa de inflação.
(C) à evolução da taxa de juro de longo prazo e ao crescimento da despesa interna.
(D) à evolução da taxa de emprego e ao rendimento disponível médio das famílias.
- Opção (B) ……………. 10 pontos
14. A Tabela 4 apresenta o indicador de desigualdade na distribuição (ou repartição) do rendimento S80/S20 para a União Europeia a 28 Estados-Membros (UE-28) e para alguns países da UE-28.
Tabela 4 ‒ Indicador de desigualdade na distribuição (ou repartição) do rendimento S80/S20
Com base nos dados fornecidos na Tabela 4, podemos afirmar que a desigualdade na distribuição (ou repartição) do rendimento, medida por este indicador,
(A) decresceu na Irlanda e na Alemanha, em 2016, face a 2015.
(B) aumentou em Espanha e em Portugal, em 2016, face a 2015.
(C) decresceu na Irlanda e na Alemanha, em 2017, face a 2016.
(D) aumentou em Espanha e em Portugal, em 2017, face a 2016.
- Opção (A) ……………. 10 pontos
Grupo II
1. Leia o texto.
Um dos problemas característicos da inflação é não afetar todos os indivíduos da mesma maneira. Alguns agentes económicos, que não estão protegidos dos efeitos da inflação, perdem, enquanto outros podem ganhar. Os indivíduos que contraem empréstimos (os devedores) são beneficiados com a inflação, pois, quando reembolsam o empréstimo, o valor (real) da moeda é diferente do valor (real) da moeda que receberam emprestada dos aforradores.
João L. César das Neves, Introdução à Economia, 10.a edição, Lisboa, Verbo, 2007, p. 127. (Texto adaptado)
Explicite, com base no texto, por que razão os devedores ganham com a inflação. Na sua resposta, comece por identificar o efeito da inflação no valor (real) da moeda.
Tópicos de resposta
1) Identificação do efeito da inflação no valor (real) da moeda, referindo o seu decréscimo.
2) Explicitação da razão pela qual os devedores ganham com a inflação, referindo que o aumento do nível médio de preços permite adquirir uma menor quantidade de bens (e serviços) no momento do reembolso do empréstimo face ao momento em que foi contraído.
2. Considere que, em 2018, num determinado país, o rendimento disponível médio das famílias foi 19 500 euros e que, nesse ano, o consumo médio das famílias representava 95% do rendimento disponível médio das famílias.
Calcule, com base na situação descrita, o valor da poupança média das famílias, em 2019, sabendo que a taxa de variação anual desse indicador foi -2%, nesse ano.
Apresente a fórmula usada e todos os cálculos que efetuar.
A pontuação das respostas a este item deve ser atribuída de acordo com as etapas apresentadas.
- Este item pode ser resolvido por, pelo menos, dois processos.
1.º Processo
Etapa 1:
- Cálculo da poupança média das famílias em 2018 ………………………………………… 6 pontos
Fórmula: Rendimento disponível das famílias = Consumo das famílias + Poupança das famílias …………. 2 pontos
Processo de cálculo: 19 500 = ((95 × 19 500) / 100) + Poupança média das famílias2018 (ou equivalente) …………. 2 pontos
Resultado: Poupança média das famílias2018 = 975 …………. 2 pontos
Etapa 2:
- Cálculo da poupança média das famílias em 2019 ………………………………………… 4 pontos
Processo de cálculo: -2 = (( Poupança média das famílias2019 – 975) / 975) × 100 (ou equivalente) …………. 2 pontos
Resultado final: Poupança média das famílias2019 = 955,5 euros …………. 2 pontos
2.º Processo
Etapa 1:
- Cálculo da poupança média das famílias em 2018 ………………………………………… 6 pontos
Fórmula: Rendimento disponível das famílias = Consumo das famílias + Poupança das famílias …………. 2 pontos
Processo de cálculo: 100 = 95 + Poupança em % do rendimento disponível médio das famílias2018 Poupança em % do rendimento disponível médio das famílias2018 = 5 Poupança média das famílias2018 = (5 × 19 500) / 100 (ou equivalente) …………. 2 pontos
Resultado: Poupança média das famílias2018 = 975 …………. 2 pontos
Etapa 2:
- Cálculo da poupança média das famílias em 2019 . ………………………………………… 5 pontos
Processo de cálculo: -2 = (( Poupança média das famílias2019 – 975) / 975) × 100 (ou equivalente) …………. 2 pontos
Resultado final: Poupança média das famílias2019 = 955,5 euros …………. 2 pontos
Notas:
⇒ Se, numa etapa, apenas for apresentado o resultado, a pontuação a atribuir a essa etapa será nula. As etapas subsequentes não serão desvalorizadas.
⇒ Se, numa etapa, for obtido um resultado incorreto, na sequência de um erro de transcrição, a pontuação a atribuir a essa etapa será desvalorizada em 1 ponto. As etapas subsequentes não serão desvalorizadas pelos efeitos do erro cometido.
⇒ Se, numa etapa, for obtido um resultado incorreto, apesar de o processo de cálculo ser apresentado corretamente, a pontuação a atribuir a essa etapa será desvalorizada em 1 ponto. As etapas subsequentes não serão desvalorizadas pelos efeitos do erro cometido.
⇒ Se, na resposta, não for identificada a unidade de medida do resultado final, a pontuação a atribuir será desvalorizada em 1 ponto.
⇒ Se, na resposta, o resultado final não fizer sentido do ponto de vista económico, a pontuação a atribuir a esse resultado será nula.
3. O texto e os gráficos que se seguem referem-se ao mercado de concorrência perfeita do trigo, num determinado país.
Suponhamos que uma colheita excecional eleva a oferta no mercado do trigo. Nestas circunstâncias, e mantendo-se tudo o resto constante, o mercado do trigo pode ser representado pelo Gráfico 2 ou pelo Gráfico 3. Consoante o mercado seja representado por um ou por outro dos gráficos, a redução do preço de equilíbrio terá efeitos diferentes sobre a receita (preço de equilíbrio multiplicado pela quantidade transacionada) obtida pelos produtores de trigo.
Explicite os efeitos do aumento da oferta sobre a receita dos produtores de trigo, recorrendo às situações apresentadas nos gráficos 2 e 3.
Na sua resposta, utilize valores dos gráficos para quantificar estes efeitos.
Tópicos de resposta
- Explicitação dos efeitos do aumento da oferta sobre a receita dos produtores de trigo, referindo que:
⇒ a redução do preço de equilíbrio e o aumento da quantidade transacionada, na sequência do aumento da oferta, contribuíram para o aumento da receita do produtor de 240 euros para 360 euros (em 120 euros) – Gráfico 2;
⇒ a redução do preço de equilíbrio e o aumento da quantidade transacionada, na sequência do aumento da oferta, contribuíram para a redução da receita do produtor de 240 euros para 120 euros (em 120 euros) – Gráfico 3.
Grupo III
1. As tabelas 5, 6 e 7 e o Gráfico 4 apresentam dados relativos ao comércio internacional de bens, em Portugal, no período de 2010 a 2018.
Explicite, com base nos dados fornecidos, a evolução do comércio internacional de bens, em Portugal, em 2018, face a 2010, considerando:
-
o efeito da evolução das exportações totais de bens e da evolução das importações totais de bens no comportamento do défice da balança de bens;
-
o efeito da evolução das exportações de bens, total e por mercado de destino, na alteração da estrutura das exportações de bens;
-
o efeito da evolução das importações de bens, total e por mercado de origem, na alteração da estrutura das importações de bens.
Tópicos de resposta
- Explicitação da evolução do comércio internacional de bens, em Portugal, referindo:
⇒ o aumento (percentual) das exportações totais de bens superior ao aumento (percentual) das importações totais de bens e o seu efeito na redução do défice da balança de bens;
⇒ o aumento percentual das exportações de bens intra-UE superior ao aumento percentual das exportações totais de bens e o seu efeito no aumento do peso das exportações de bens intra-UE no total das exportações de bens (ou o aumento percentual das exportações de bens extra-UE inferior ao aumento percentual das exportações totais de bens e o seu efeito na redução do peso das exportações de bens extra-UE no total das exportações de bens);
⇒ o aumento percentual das importações de bens extra-UE superior ao aumento percentual das importações totais de bens e o seu efeito no aumento do peso das importações de bens extra-UE no total das importações de bens (ou o aumento percentual das importações de bens intra-UE inferior ao aumento percentual das importações totais de bens e o seu efeito na redução do peso das importações de bens intra-UE no total das importações de bens).
- Aspetos a observar em cada parâmetro
Leitura de dados:
⇒ aumento (percentual) das exportações totais de bens e das importações totais de bens;
⇒ aumento percentual das exportações de bens intra-UE (ou extra-UE);
⇒ aumento do peso das exportações de bens intra-UE (ou redução do peso das exportações de bens extra-UE);
⇒ aumento percentual das importações de bens extra-UE (ou intra-UE);
⇒ aumento do peso das importações de bens extra-UE (ou redução do peso das importações de bens intra-UE).
Análise e síntese:
⇒ efeito da evolução das exportações totais de bens e da evolução das importações totais de bens no comportamento do défice da balança de bens;
⇒ efeito da evolução das exportações de bens, total e por mercado de destino, na estrutura das exportações de bens;
⇒ efeito da evolução das importações de bens, total e por mercado de origem, na estrutura das importações de bens.
Terminologia e comunicação:
⇒ utilização adequada dos termos:
‒ exportações totais de bens;
‒ importações totais de bens;
‒ exportações de bens intra-UE (ou extra-UE);
‒ importações de bens extra-UE (ou intra-UE);
‒ défice da balança de bens;
‒ peso das exportações de bens intra-UE (ou extra-UE) no total das exportações de bens; ‒ peso das importações de bens extra-UE (ou intra-UE) no total das importações de bens.
⇒ clareza do discurso.
2. Leia o texto.
Uma das parcelas mais significativas da procura interna é o investimento. O investimento desempenha dois papéis na economia. No curto prazo, o investimento, efetuado sem recurso às importações, altera o produto. Além disso, o investimento leva à acumulação de capital. Novos edifícios e equipamentos criam as condições para o crescimento do produto a longo prazo.
Baseado em: Paul A. Samuelson e William D. Nordhaus, Economia, 19.a edição, Lisboa, McGraw-Hill, 2012, p. 420.
Explicite, com base no texto, o contributo do investimento para o crescimento do produto de um país no curto prazo e no longo prazo.
Tópicos de resposta
- Explicitação do contributo do investimento para o crescimento do produto de um país, referindo que:
⇒ o investimento, ao fazer parte da procura interna (e considerando-se tudo o resto constante), contribui para o aumento do produto ‒ no curto prazo;
⇒ o investimento, ao traduzir-se na aquisição de novos equipamentos (ou na acumulação de capital), contribui para aumentar a capacidade de produção e o produto ‒ no longo prazo.
3. O texto e a Tabela 8 referem-se ao desemprego jovem na União Europeia a 28 Estados-Membros (UE-28).
Em setembro de 2013, na UE-28, a taxa de desemprego jovem era, aproximadamente, 24%, ao passo que a taxa de desemprego total era 11%. Nesse ano, cerca de seis milhões de jovens (indivíduos dos 15 aos 24 anos) estavam desempregados em toda a UE-28. As dificuldades dos jovens em obterem um primeiro emprego, aliadas às reduzidas oportunidades de formação, criam sentimentos de isolamento e dependência. O nível de desemprego e a falta de perspetivas de uma carreira profissional entre os jovens levou a União Europeia (UE) a implementar uma série de iniciativas que complementam as políticas nacionais de emprego e de juventude. O apoio da UE centra-se no financiamento de programas de emprego jovem, de melhoria da qualidade dos estágios, de oferta de oportunidades internacionais de educação e emprego e de capacitação dos jovens para projetos de voluntariado.
Apresente duas razões que justificaram a intervenção da UE no combate ao desemprego jovem. Na sua resposta, integre informação presente no texto e na Tabela 8.
Tópicos de resposta
- Apresentação de duas razões que justificaram a intervenção da UE no combate ao desemprego jovem, com recurso à integração de informação presente nos documentos, referindo:
⇒ uma das seguintes razões (ou outra razão relevante, de acordo com o texto):
‒ o elevado número de desempregados jovens, em 2013: «cerca de seis milhões de jovens […] estavam desempregados em toda a UE-28»;
‒ a elevada taxa de desemprego jovem: «Em setembro de 2013 […], a taxa de desemprego jovem era, aproximadamente, 24%, ao passo que a taxa de desemprego total era 11%»;
‒ o desaproveitamento do fator trabalho em resultado das «dificuldades dos jovens em obterem um primeiro emprego»;
‒ o aparecimento (ou o agravamento) de problemas de saúde na população jovem, associados à criação de «sentimentos de isolamento e dependência»;
⇒ o aumento da taxa de desemprego jovem no período de 2009 a 2013, passando de 20,3%, em 2009, para 23,8%, em 2013, de acordo com os dados apresentados na tabela.
FIM

















