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Prova Escrita de Economia A – versão 1
Prova 712: 1.ª Fase – 2021
A prova inclui 14 itens, devidamente identificados no enunciado, cujas respostas contribuem obrigatoriamente para a classificação final.
Dos restantes 10 itens da prova, apenas contribuem para a classificação final os 6 itens cujas respostas obtenham melhor pontuação.
Grupo I
1. Considere que o António recebe todos os meses uma nota de 100 euros.
Em janeiro, o António, ao utilizar a mesada, optou por comprar um par de ténis, gastando 80 euros, e colocou o valor restante no seu mealheiro.
No contexto descrito, podemos afirmar que, quando o António
(A) aplicou a mesada, constituiu um depósito a prazo.
(B) utilizou a mesada, enfrentou um problema económico.
(C) utilizou a mesada, realizou um investimento financeiro.
(D) aplicou a mesada, efetuou a gestão de recursos ilimitados.
- Opção (B) ……………. 10 pontos
2. Na coluna A, apresentam-se três possibilidades de evolução da população ativa de um país e, na coluna B, cinco possíveis explicações para essas possibilidades, num determinado ano.
Selecione a opção que associa corretamente cada possibilidade de evolução apresentada na coluna A a uma explicação válida na coluna B, considerando-se tudo o resto constante.
(A) I-e; II-c; III-d
(B) I-e; II-d; III-a
(C) I-d; II-c; III-b
(D) I-d; II-b; III-a
- Opção (C) ……………. 10 pontos
3. O valor acrescentado criado no processo produtivo representa a remuneração dos fatores de produção intervenientes nesse processo, de acordo com a participação de cada um deles.
Assim, pode afirmar-se que os rendimentos distribuídos pelos fatores de produção, sob a forma de rendas, juros,
(A) vencimentos e subsídios, constituem a distribuição funcional dos rendimentos.
(B) vencimentos e subsídios, constituem a distribuição pessoal dos rendimentos.
(C) lucros e salários, constituem a distribuição funcional dos rendimentos.
(D) lucros e salários, constituem a distribuição pessoal dos rendimentos.
- Opção (C) ……………. 10 pontos
4. O Gráfico 1 representa a situação de equilíbrio existente no mercado de concorrência perfeita do bem X, num determinado momento.
Gráfico 1 ‒ Mercado do bem X
Posteriormente, registou-se um aumento dos preços das matérias-primas necessárias à produção do bem X.
Com base na situação descrita, e considerando-se tudo o resto constante, podemos afirmar que o aumento dos preços das matérias-primas provocou, face à situação de equilíbrio inicial, no mercado do bem X, a deslocação
(A) da curva da procura para a esquerda, originando uma redução do preço de equilíbrio e uma redução da quantidade transacionada.
(B) da curva da oferta para a esquerda, originando um aumento do preço de equilíbrio e uma redução da quantidade transacionada.
(C) da curva da oferta para a direita, originando uma redução do preço de equilíbrio e um aumento da quantidade transacionada.
(D) da curva da procura para a direita, originando um aumento do preço de equilíbrio e um aumento da quantidade transacionada.
- Opção (B) ……………. 10 pontos
5. Considere as afirmações seguintes, relativas aos destinos (ou às aplicações) da poupança.
I. As poupanças das famílias tiveram como destino a aquisição de habitação própria.
II. As poupanças das famílias foram aplicadas na constituição de contas bancárias a prazo.
III. As empresas utilizaram os lucros não distribuídos aos acionistas para a aquisição de bens de produção duradouros.
No contexto dos destinos (ou das aplicações) da poupança é correto afirmar que, para os agentes económicos referidos, as afirmações
(A) I e III se referem ao investimento e que a afirmação II se refere ao entesouramento.
(B) I e II se referem ao autofinanciamento e que a afirmação III se refere aos depósitos.
(C) I e II se referem ao autofinanciamento e que a afirmação III se refere ao investimento.
(D) I e III se referem ao investimento e que a afirmação II se refere aos depósitos.
- Opção (D) ……………. 10 pontos
6. A Tabela 1 apresenta a evolução do índice de preços no consumidor (IPC) e do salário mínimo nominal, em Portugal, no período de 2009 a 2014.
Tabela 1 ‒ Taxas de variação anuais do índice de preços no consumidor e do salário mínimo nominal (em %)
6.1. Com base nos dados apresentados na Tabela 1, e considerando 2011 como ano base, podemos afirmar que, em Portugal, em 2013, o valor do IPC foi, aproximadamente,
(A) 103,05.
(B) 100,27.
(C) 102,77.
(D) 106,42.
- Opção (A) ……………. 10 pontos
6.2. Com base nos dados da Tabela 1, complete o texto seguinte, escolhendo a opção adequada para cada espaço.
Transcreva para a folha de respostas cada uma das letras a), b), c) e d), seguida do número que corresponde à opção selecionada.
Em 2009 e em 2014, ocorreu, em Portugal, um processo de ___ (a) ___ . Em 2014, verificou-se ___ (b) ___ do valor real da moeda. Em ___ (c) ___ , as famílias registaram um ganho de poder de compra. O salário mínimo nominal, em 2013, foi ___ (d) ___ ao registado em 2011.
7. A Tabela 2 apresenta valores relativos ao rendimento disponível dos particulares (RDP) e suas componentes, em Portugal, no período de 2017 a 2019.
Tabela 2 ‒ Rendimento disponível dos particulares e suas componentes
Com base nos dados apresentados na Tabela 2, podemos afirmar que, em Portugal, as duas componentes do RDP que, em termos nominais, mais contribuíram para o seu aumento foram
(A) as contribuições sociais e os impostos diretos, em 2018.
(B) as remunerações do trabalho e os impostos diretos, em 2018.
(C) as contribuições sociais e as transferências correntes, em 2019.
(D) as remunerações do trabalho e as transferências correntes, em 2019.
- Opção (D) ……………. 10 pontos
8. Uma empresa de capitais alemães, que se dedica à produção de automóveis, dispõe de uma unidade industrial em Portugal desde 1995.
O valor acrescentado bruto criado na produção de automóveis, por esta unidade industrial, em Portugal, é contabilizado, pelo sistema de contas nacionais, no produto interno bruto (PIB) português.
Esta afirmação é
(A) verdadeira, porque o valor bruto da produção obtido pelas unidades residentes em Portugal é igual ao valor do PIB português.
(B) verdadeira, porque o valor acrescentado bruto é obtido por uma unidade residente no território económico português.
(C) falsa, porque esta unidade industrial de capitais alemães é uma unidade residente no território económico da Alemanha.
(D) falsa, porque as vendas de uma empresa constituída por capitais alemães são contabilizadas no PIB da Alemanha.
- Opção (B) ……………. 10 pontos
9. A Tabela 3 apresenta dados relativos ao consumo efetuado pelas famílias, em Portugal, no período de 2013 a 2017.
Tabela 3 – Consumo das famílias
Com base nos dados apresentados na Tabela 3, podemos afirmar que, em Portugal,
(A) em 2017, face a 2016, o valor do consumo das famílias aumentou, apesar do seu decréscimo em percentagem do PIB.
(B) em 2016 e em 2017, o valor do consumo das famílias foi o mesmo, pois a sua taxa de variação nominal anual foi igual.
(C) em 2016, face a 2015, o valor do consumo das famílias decresceu, apesar do aumento da sua taxa de variação nominal anual.
(D) em 2013 e em 2016, o valor do consumo das famílias foi o mesmo, pois o seu peso em percentagem do PIB foi igual.
- Opção (A) ……………. 10 pontos
10. A Tabela 4 apresenta dados relativos às contas nacionais, em Portugal, no período de 2017 a 2019.
Tabela 4 ‒ Indicadores das contas nacionais, calculados a preços correntes
Instituto Nacional de Estatística, Anuário Estatístico de Portugal – 2019, in www.ine.pt
(consultado em setembro de 2020). (Adaptado)
10.1. Com base nos dados apresentados na Tabela 4, podemos afirmar que, em Portugal, em 2018 e em 2019, os valores da procura interna, calculados a preços correntes, foram, respetivamente,
(A) 203 457 milhões de euros e 212 224 milhões de euros.
(B) 292 750 milhões de euros e 305 322 milhões de euros.
(C) 193 969 milhões de euros e 212 224 milhões de euros.
(D) 195 947 milhões de euros e 305 322 milhões de euros.
- Opção (A) ……………. 10 pontos
10.2. Com base nos dados apresentados na Tabela 4, podemos afirmar que, em Portugal, em 2017, o valor do consumo de capital fixo (ou das amortizações), calculado a preços correntes, foi
(A) 35 733 milhões de euros.
(B) 35 522 milhões de euros.
(C) 33 853 milhões de euros.
(D) 33 755 milhões de euros.
- Opção (C) ……………. 10 pontos
11. A Tabela 5 apresenta dados relativos às exportações de bens, num determinado país, em 2018 e em 2019.
Tabela 5 ‒ Exportações de bens (em milhões de euros)
Considere que:
– em 2018, a taxa de cobertura das importações de bens pelas exportações de bens foi 80%;
– em 2019, face a 2018, as importações de bens registaram um decréscimo de 0,4%.
Com base nos dados apresentados na Tabela 5 e na situação descrita, podemos afirmar que, em 2019, o valor das importações de bens foi
(A) 66 250 milhões de euros.
(B) 65 985 milhões de euros.
(C) 67 500 milhões de euros.
(D) 66 515 milhões de euros.
- Opção (B) ……………. 10 pontos
12. Em Portugal, os fundos provenientes da União Europeia, no âmbito do Fundo de Coesão, são registados
(A) a débito, na componente rendimento secundário da balança corrente.
(B) a crédito, na componente rendimento secundário da balança corrente.
(C) a crédito, na balança de capital.
(D) a débito, na balança de capital.
- Opção (C) ……………. 10 pontos
13. O texto refere-se à economia portuguesa, em 2018 e em 2019.
A Tabela 6 apresenta dados relativos às finanças públicas, em Portugal, no período de 2017 a 2019.
Em 2019, o produto interno bruto (PIB) aumentou 3,9% (4,3% no ano anterior), tendo atingido 212 321 milhões de euros.
Entre 2018 e 2019, o aumento das receitas públicas totais resultou exclusivamente da melhoria das receitas públicas correntes, sendo que as receitas públicas de capital, com um peso de apenas 0,8% no total das receitas públicas, apresentaram uma diminuição de 9,6%. As receitas públicas correntes aumentaram 3,9%, em 2019, face ao ano anterior, potenciadas pelo crescimento de 6,3% nas contribuições sociais totais e pelo crescimento de 2,7% nas receitas fiscais.
As despesas públicas totais aumentaram 2,3%, em 2019, face ao ano anterior, em larga medida devido ao aumento das despesas públicas correntes (2,7%), uma vez que as despesas públicas de capital diminuíram 3,0%.
Tabela 6 ‒ Indicadores das finanças públicas1
Considere as afirmações seguintes, relativas ao texto e à Tabela 6.
Selecione apenas as três afirmações corretas, transcrevendo para a folha de respostas os números correspondentes.
-
As despesas correntes e as despesas de capital aumentaram, em 2019, face a 2018.
-
As receitas públicas totais cresceram, em 2019, face a 2018, apesar do decréscimo verificado nas receitas públicas de capital.
-
Em 2018, verificou-se um défice orçamental.
-
O total da dívida pública, expresso em milhões de euros, decresceu, em 2018, face a 2017.
-
Em 2019, face a 2018, o valor das despesas públicas totais aumentou, mas o seu peso no PIB decresceu.
- ……………. 10 pontos
- II.
- III.
- V.
14. A Tabela 7 apresenta os valores do índice de Gini, indicador de desigualdade na distribuição dos rendimentos, relativos à União Europeia a 28 Estados-Membros (UE-28) e a alguns países da UE-28, em 2012 e em 2018.
Com base nos dados apresentados na Tabela 7, podemos afirmar que a desigualdade na distribuição dos rendimentos,
(A) em 2018, face a 2012, diminuiu na Alemanha e na Itália.
(B) em 2018, face a 2012, diminuiu na Polónia e na Roménia.
(C) em 2012, na Grécia foi menor do que a verificada na Alemanha.
(D) em 2018, na Áustria foi menor do que a verificada na Polónia.
- Opção (D) ……………. 10 pontos
15. Uma das características de um bem público é o facto de a sua utilização por mais um consumidor não reduzir a quantidade do bem colocada à disposição dos restantes consumidores.
Com base na característica acima descrita, podemos afirmar que este bem é considerado um bem
(A) excluível.
(B) não rival.
(C) não excluível.
(D) rival.
- Opção (B) ……………. 10 pontos
16. Compete ao Banco Central Europeu e à Comissão Europeia, respetivamente,
(A) aprovar as leis monetárias europeias e gerir a moeda única.
(B) financiar investimentos públicos nos países europeus e fixar a taxa de juro.
(C) estabelecer as taxas de câmbio e definir as orientações políticas da União Europeia.
(D) definir a política monetária e gerir os fundos da União Europeia.
- Opção (D) ……………. 10 pontos
Grupo II
1. O texto e as tabelas 8, 9 e 10 apresentam dados relativos ao mercado de trabalho português, no período de 2016 a 2019.
De acordo com os dados publicados pela Pordata, em 2019, a população ativa em Portugal foi 5252,6 milhares de indivíduos e, em 2016, foi 5178,3 milhares de indivíduos. Em 2019, o peso dos ativos que haviam completado o «ensino secundário, pós-secundário e superior» foi 56,5% no total da população ativa (5,3 pontos percentuais superior ao valor registado em 2016).
Explicite, com base nos dados apresentados, as alterações no mercado de trabalho português, em 2019, face a 2016, considerando:
‒ o efeito da evolução do emprego por nível de escolaridade na evolução do emprego total;
‒ o efeito da evolução do desemprego «sem nenhum nível de escolaridade e com o ensino básico» e da evolução do desemprego total na alteração da estrutura do desemprego;
‒ o efeito da evolução do desemprego com o «ensino secundário, pós-secundário e superior» e da evolução do desemprego total na alteração da estrutura do desemprego.
Tópicos de resposta
- Explicitação das alterações no mercado de trabalho português, em 2019, face a 2016, referindo:
⇒ o aumento do emprego com o «ensino secundário, pós-secundário e superior» e o seu efeito no aumento do emprego total, apesar do decréscimo do emprego «sem nenhum nível de escolaridade e com o ensino básico»;
⇒ o decréscimo percentual do desemprego «sem nenhum nível de escolaridade e com o ensino básico» superior ao decréscimo percentual do desemprego total e o seu efeito no decréscimo do peso do desemprego «sem nenhum nível de escolaridade e com o ensino básico» no total do desemprego;
⇒ o decréscimo percentual do desemprego com o «ensino secundário, pós-secundário e superior» inferior ao decréscimo percentual do desemprego total e o seu efeito no aumento do peso do desemprego com o «ensino secundário, pós-secundário e superior» no total do desemprego.
- Aspetos a observar em cada parâmetro
- Leitura de dados:
⇒ aumento do emprego total;
⇒ aumento do emprego com o «ensino secundário, pós-secundário e superior»;
⇒ decréscimo do emprego «sem nenhum nível de escolaridade e com o ensino básico»;
⇒ decréscimo percentual do desemprego, total e por nível de escolaridade;
⇒ decréscimo do peso do desemprego «sem nenhum nível de escolaridade e com o ensino básico» no total do desemprego;
⇒ aumento do peso do desemprego com o «ensino secundário, pós-secundário e superior» no total do desemprego.
- Análise e síntese:
⇒ efeito da evolução do emprego por nível de escolaridade na evolução do emprego total;
⇒ efeito da evolução do desemprego «sem nenhum nível de escolaridade e com o ensino básico» e da evolução do desemprego total na alteração da estrutura do desemprego;
⇒ efeito da evolução do desemprego com o «ensino secundário, pós-secundário e superior» e da evolução do desemprego total na alteração da estrutura do desemprego.
- Terminologia e comunicação:
- utilização adequada dos termos:
⇒ emprego, total e por nível de escolaridade;
⇒ desemprego, total e por nível de escolaridade;
⇒ peso do desemprego por nível de escolaridade no total do desemprego.
- clareza do discurso.
2. A Tabela 11 apresenta dados relativos aos coeficientes orçamentais por agregado familiar, em Portugal e por região, em 2015/2016.
Tabela 11 ‒ Coeficientes orçamentais por agregado familiar, em Portugal e por região (em % do total da despesa anual média em consumo)
Explique, com base nos dados apresentados e no pressuposto da verificação da lei de Engel, as diferenças esperadas entre o rendimento médio dos agregados familiares nas regiões de Lisboa e do Alentejo.
Tópicos de resposta
- Explicação das diferenças esperadas entre o rendimento médio dos agregados familiares nas regiões de Lisboa e do Alentejo, referindo que:
⇒ o coeficiente orçamental das despesas em produtos alimentares e bebidas não alcoólicas é superior na região do Alentejo e, nesta região, o coeficiente orçamental das despesas em lazer, recreação e cultura é inferior (OU o coeficiente orçamental das despesas em produtos alimentares e bebidas não alcoólicas é inferior na região de Lisboa e, nesta região, o coeficiente orçamental das despesas em lazer, recreação e cultura é superior);
⇒ de acordo com o pressuposto da verificação da lei de Engel, o rendimento (médio) dos agregados familiares na região de Lisboa será superior ao dos agregados familiares na região do Alentejo.
3. Leia o texto.
Admita a existência de muitos pescadores de douradas a vender o seu peixe na lota. O preço de uma dourada – suponhamos que são quatro euros – é determinado pelas curvas da procura e da oferta no mercado de concorrência perfeita. Neste mercado, se um pescador oferecesse, por cinco euros, uma dourada exatamente igual às oferecidas pelos outros pescadores, os compradores limitar-se-iam a comprar a outro pescador. Como, neste mercado, todos os intervenientes têm acesso a toda a informação, nenhum vendedor teria interesse em praticar um preço superior a quatro euros.
Baseado em: Niall Kishtainy, Uma Breve História da Economia,
1.ª edição, Lisboa, Editorial Presença, 2018, p. 75.
Justifique o facto de nenhum vendedor, num mercado de concorrência perfeita, ter interesse em praticar um preço de venda da dourada superior a quatro euros, relacionando-o com as três características deste mercado mencionadas no texto.
Tópicos de resposta
- Justificação do facto de nenhum vendedor ter interesse em praticar um preço de venda da dourada superior a quatro euros, referindo que:
⇒ a existência de atomicidade no mercado (OU muitos vendedores) impede que cada vendedor tenha capacidade para influenciar o preço de mercado;
⇒ os compradores não pagam a um vendedor um preço mais elevado por um bem homogéneo (OU idêntico);
⇒ a existência de transparência no mercado leva os compradores a não pagarem um preço mais elevado pelo bem (OU os compradores, tendo acesso a toda a informação, não aceitam pagar um preço mais elevado pelo bem).
4. Leia o texto.
Para um cidadão comum, não será fácil perceber como as decisões do Banco Central Europeu afetam o seu dia a dia. Se, por exemplo, os bancos pagarem mais pelos depósitos, poupar pode ser mais atrativo para as famílias. Por outro lado, se os bancos cobrarem mais pelos empréstimos que concedem, investir pode tornar-se mais difícil para as empresas. Situação diferente acontecerá se as taxas de juro diminuírem. Assim, considerando-se tudo o resto constante, a alteração das taxas de juro terá impacto em vários indicadores da atividade económica de um país.
Baseado em: https://www.cgd.pt/Site/Saldo-Positivo/o-banco-e-eu/Pages/taxas-de-juro-bce.aspx
(consultado em outubro de 2020).
Admita que as autoridades de um dado país solicitaram a realização de um estudo sobre os impactos na atividade económica de uma das medidas, A ou B.
A – redução das taxas de juro;
B – aumento das taxas de juro.
Selecione uma das medidas, A ou B.
De acordo com a medida selecionada, apresente dois impactos, um no consumo das famílias e um no investimento das empresas, explicando de que modo esses impactos afetam a capacidade de criação de emprego.
Na resposta devem ser considerados os tópicos seguintes, ou outros igualmente relevantes.
- Explicações do modo como os impactos da medida (A ou B) no consumo das famílias e no investimento das empresas afetam a capacidade de criação de emprego.
Medida A – redução das taxas de juro:
- Impacto no consumo das famílias
⇒ (ao desincentivar a poupança por parte das famílias) origina o aumento do consumo das famílias e o aumento da produção, contribuindo para o aumento do emprego;
⇒ (ao incentivar o recurso ao crédito por parte das famílias) origina o aumento do consumo das famílias e o aumento da produção, contribuindo para o aumento do emprego.
- Impacto no investimento das empresas
⇒ (ao incentivar o recurso ao crédito por parte das empresas) origina o aumento do investimento das empresas e o aumento da produção, contribuindo para o aumento do emprego;
⇒ (ao incentivar o recurso ao crédito por parte das empresas) origina o aumento do investimento em tecnologias que possibilitam o aumento da produtividade do trabalho e o aumento da produção, podendo contribuir para a redução do emprego (menos qualificado).
Medida B – aumento das taxas de juro:
- Impacto no consumo das famílias
⇒ (ao incentivar a poupança por parte das famílias) origina a redução do consumo das famílias e a redução da produção, contribuindo para a redução do emprego;
⇒ (ao desincentivar o recurso ao crédito por parte das famílias) origina a redução do consumo das famílias e a redução da produção, contribuindo para a redução do emprego.
- Impacto no investimento das empresas
⇒ (ao desincentivar o recurso ao crédito por parte das empresas) origina a redução do investimento das empresas e a redução da produção, contribuindo para a redução do emprego.
Notas:
1. Caso o aluno apresente mais do que um impacto no consumo ou no investimento, só é considerado para efeitos de classificação o que for apresentado em primeiro lugar.
2. Caso o aluno não selecione a medida, são considerados para efeitos de classificação os impactos apresentados, desde que se encontre implícita a medida a que o aluno se refere.
Grupo III
1. Leia o texto.
Existem alguns dados que comprovam a tese de que a melhor ajuda aos exportadores consiste em aplicar «políticas de promoção da exportação». A China, ao desvalorizar sistematicamente o yuan face ao dólar, na primeira década do século XXI, garantiu a manutenção de preços artificialmente baixos para os seus produtos vendidos em dólares nos EUA. Esta promoção das exportações através da desvalorização do yuan foi uma medida benéfica para os exportadores chineses. No entanto, foi conseguida à custa dos consumidores chineses.
Baseado em: Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo, Boa Economia para Tempos Difíceis,
1.ª edição, Lisboa, Conjuntura Actual, 2020, pp. 103-104.
Explique, com base no texto, por que razão a desvalorização do yuan face ao dólar promove as exportações chinesas, ainda que à custa dos consumidores chineses.
Tópicos de resposta
- Explicação da razão pela qual a desvalorização do yuan face ao dólar promove as exportações chinesas à custa dos consumidores chineses, referindo que:
⇒ a desvalorização do yuan face ao dólar, ao provocar a redução dos preços, em dólares, dos bens importados da China pelos EUA, contribui para o aumento das exportações desses bens para os EUA;
⇒ a desvalorização do yuan face ao dólar, ao provocar o aumento dos preços, em yuan, dos bens importados dos EUA pela China (OU ao contribuir para a redução da quantidade consumida dos bens importados dos EUA pela China), prejudica os consumidores chineses.
2. Considere que, em 2018, num determinado país, o saldo orçamental correspondeu a -2,8% do produto interno bruto (PIB).
Nesse ano, as receitas públicas provenientes dos impostos diretos foram 125 milhões de euros e representaram 10% do PIB.
Determine, com base na situação descrita, o valor das receitas públicas totais em 2018, sabendo que o valor das despesas públicas totais foi, neste ano, 210 milhões de euros.
Na sua resposta, apresente a fórmula usada e os cálculos efetuados.
A pontuação das respostas a este item deve ser atribuída de acordo com apresentadas.
- Este item pode ser resolvido por, pelo menos, dois processos.
1.º Processo
Etapa 1:
- Cálculo do PIB ………………………………………… 2 pontos
Processo de cálculo: 10 = (125 / PIB) × 100 (ou equivalente) …………. 1 pontos
Resultado: PIB = 1250 ………………………………………. 1 pontos
Etapa 2:
- Cálculo do valor do saldo orçamental . …………………………………………………… 2 pontos
Processo de cálculo: -2,8 = (Valor do saldo orçamental / 1250) × 100 (ou equivalente) …………. 1 pontos
Resultado: Valor do saldo orçamental = -35 ………………………………………. 1 pontos
Etapa 3:
- Cálculo do valor das receitas públicas totais …………………………………………………… 6 pontos
Fórmula: Saldo orçamental = Receitas públicas – Despesas públicas (ou equivalente) …………. 3 pontos
Processo de cálculo: Valor das receitas públicas totais = 210 – 35 (ou equivalente) …………. 1 pontos
Resultado final: Valor das receitas públicas totais = 175 milhões de euros …………. 2 pontos
2.º Processo
Etapa 1:
- Cálculo do valor do saldo orçamental ………………………………………… 4 pontos
Processo de cálculo: -2,8 = (Valor do saldo orçamental / ((125 × 100) / 10)) × 100 (ou equivalente) …………. 2 pontos
Resultado: Valor do saldo orçamental = -35 …………. 2 pontos
Etapa 2:
- Cálculo do valor das receitas públicas totais …………………………………………………… 6 pontos
Fórmula: Saldo orçamental = Receitas públicas – Despesas públicas (ou equivalente) …………. 3 pontos
Processo de cálculo: Valor das receitas públicas totais = 210 – 35 (ou equivalente) …………. 1 pontos
Resultado final: Valor das receitas públicas totais = 175 milhões de euros …………. 2 pontos
Notas:
⇒ Se, numa etapa, apenas for apresentado o resultado, a pontuação a atribuir a essa etapa será nula. As etapas subsequentes não serão desvalorizadas.
⇒ Se, numa etapa, for obtido um resultado incorreto, na sequência de um erro de transcrição, a pontuação a atribuir a essa etapa será desvalorizada em 1 ponto. As etapas subsequentes não serão desvalorizadas pelos efeitos do erro cometido.
⇒ Se, numa etapa, for obtido um resultado incorreto, apesar de o processo de cálculo ser apresentado corretamente, a pontuação a atribuir a essa etapa será desvalorizada em 1 ponto. As etapas subsequentes não serão desvalorizadas pelos efeitos do erro cometido.
⇒ Se, na resposta, não for identificada a unidade de medida do resultado final, a pontuação a atribuir será desvalorizada em 1 ponto.
⇒ Se, na resposta, o resultado final não fizer sentido do ponto de vista económico, a pontuação a atribuir a esse resultado será nula.
FIM


















