Prova Escrita de Economia A – versão 1

Prova 712: Época Especial – 2022


 

A prova inclui 14 itens, devidamente identificados no enunciado, cujas respostas contribuem obrigatoriamente para a classificação final.

Dos restantes 10 itens da prova, apenas contribuem para a classificação final os 6 itens cujas respostas obtenham melhor pontuação.

 

 


Grupo I 


           

  

 

1. A ciência económica tem como objeto de estudo

(A) a aplicação de recursos escassos no processo produtivo de bens livres.

(B) a utilização alternativa de recursos ilimitados na satisfação de necessidades ilimitadas.

(C) a utilização alternativa de recursos ilimitados na produção de bens livres.

(D) a aplicação de recursos escassos na satisfação de necessidades múltiplas e ilimitadas.

Resolução

  • Opção (D)  ……………. 10 pontos

 

 

2. O Gráfico 1 apresenta dados relativos à evolução dos coeficientes orçamentais da «despesa média em produtos alimentares e bebidas não alcoólicas» e da «despesa média em lazer, recreação e cultura» e à evolução do rendimento disponível médio das famílias, de um determinado país, no período de 2016 a 2020.

 

Gráfico 1 ‒ Taxas de variação anuais dos coeficientes orçamentais e do rendimento disponível médio das famílias (em %)

 

Com base nos dados apresentados no Gráfico 1, podemos afirmar que, neste país, as famílias se comportaram, em média, de acordo com a lei de Engel,

(A) em 2016 e em 2019.

(B) em 2017 e em 2018.

(C) em 2018 e em 2019.

(D) em 2016 e em 2020.

Resolução

  • Opção (B)  ……………. 10 pontos

 

 

3. O Gráfico 2 apresenta indicadores de alguns ramos de atividade económica, em Portugal, em 2019.

Cada um dos círculos representa, através da sua dimensão, o valor da produtividade média do trabalho de cada ramo de atividade e identifica, através da sua localização no gráfico, o valor acrescentado bruto (VAB) e o valor do consumo intermédio desse ramo de atividade.

 

Gráfico 2 ‒ Indicadores de alguns ramos de atividade económica

 

 

3.1. Selecione a opção que corresponde à interpretação correta dos dados apresentados no Gráfico 2.

(A)  Em 2019, o valor da produtividade média do trabalho nas indústrias alimentares foi o mais elevado no conjunto dos ramos de atividade.

(B)  Em 2019, o valor da produtividade média do trabalho na agricultura foi o mais elevado no conjunto dos ramos de atividade.

(C)  Em 2019, o valor da produtividade média do trabalho na indústria da madeira foi inferior ao valor da produtividade média do trabalho na indústria têxtil.

(D)  Em 2019, o valor da produtividade média do trabalho na agricultura foi inferior ao valor da produtividade média do trabalho nas indústrias metalúrgicas de base.

Resolução

  • Opção (D)  ……………. 10 pontos

 

 

3.2. Com base nos dados apresentados no Gráfico 2, podemos afirmar que, em Portugal, em 2019, o valor bruto da produção

(A) na indústria da madeira foi superior ao registado na indústria têxtil.

(B) nas indústrias alimentares foi superior ao registado nas indústrias metalúrgicas de base.

(C) na indústria de material de transporte foi inferior ao registado na indústria têxtil.

(D) na agricultura foi inferior ao registado na indústria da madeira.

Resolução

  • Opção (B)  ……………. 10 pontos

 

 

4. Suponha que, na data relevante para a seleção de países candidatos à adesão ao euro, se verificou que, no ano anterior, a média da taxa de inflação anual dos 3 Estados-Membros com melhores resultados em termos de estabilidade de preços tinha sido 1,8%.

Com base na situação descrita, e tendo em consideração o critério de convergência nominal relativo à taxa de inflação, selecione a opção que completa corretamente a afirmação seguinte.

Um país que apresentasse, no ano anterior à seleção de países candidatos à adesão ao euro, uma taxa de inflação anual de ________ poderia ser selecionado para aderir ao euro, ao contrário de outro país que apresentasse uma taxa de inflação anual de ________.

(A) 3,2%; 3,8%

(B) 4,5%; 5,3%

(C) 2,8%; 3,1%

(D) 4,1%; 5,2%

Resolução

  • Opção (A)  ……………. 10 pontos

 

 

5. A Tabela 1 apresenta valores das taxas de câmbio, expressos em unidades de moeda estrangeira por um euro, publicados pelo Banco de Portugal, para o dia 23 de dezembro de 2021.

Cada uma dessas taxas representa a quantidade de moeda estrangeira que podia ser trocada por um euro.

 

Tabela 1 ‒ Taxa de câmbio

 

Considere que, nesse dia, uma empresa residente em Portugal pretendia importar matérias-primas no valor de 25 000 euros, e que o preço, por tonelada, dessas matérias-primas, expresso em unidades monetárias do país exportador, era 10 rublos na Rússia, 10 dólares na Austrália, 10 coroas na Dinamarca e 10 wons na Coreia do Sul.

Com base nos dados apresentados na Tabela 1, e considerando-se tudo o resto idêntico (nomeadamente custos de transporte, burocráticos e outros), podemos afirmar que, naquele dia, para a empresa residente em Portugal, seria mais vantajoso, no conjunto dos países apresentados, importar essas matérias-primas

(A)  da Dinamarca.

(B)  da Coreia do Sul.

(C)  da Austrália.

(D)  da Rússia.

Resolução

  • Opção (B)  ……………. 10 pontos

 

 

6. A Tabela 2 apresenta dados relativos às contas públicas na União Europeia a 27 Estados-Membros (UE-27) e em alguns países da União Europeia, em 2019.

 

Tabela 2 ‒ Despesas públicas e receitas públicas em percentagem do PIB1

 

Com base nos dados da Tabela 2, complete o texto seguinte, selecionando a opção adequada para cada espaço.

Transcreva para a folha de respostas cada uma das letras, seguida do número que corresponde à opção selecionada.

Em 2019, o saldo orçamental em % do PIB foi 1,5%, ___ (a) ___ . Nesse ano, a economia portuguesa registou um excedente nas contas públicas, pois o valor das receitas públicas foi ___ (b) ___ ao valor das despesas públicas. As contas públicas ___ (c) ___ registaram um défice. Em 2019, por cada 1000 euros do PIB, o Estado belga gastou mais ___ (d) ____ euros do que arrecadou de receita.

 

Resolução

(a)(2); 

(b)(3); 

(c)(1); 

(d)(2); 

 

 

 

7. Em 2018, de acordo com a Comissão Europeia, a principal receita do orçamento da União Europeia (UE) representava, aproximadamente, 65% do total das receitas deste orçamento e resultava da transferência de uma percentagem

(A) do rendimento nacional bruto de cada um dos Estados-Membros.

(B) do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares (IRS) cobrado por cada um dos Estados-Membros.

(C) do rendimento disponível das famílias de cada um dos Estados-Membros.

(D) do imposto sobre o rendimento de pessoas coletivas (IRC) cobrado por cada um dos Estados-Membros.

Resolução

  • Opção (A)  ……………. 10 pontos

 

8. O Gráfico 3 apresenta, para um determinado país, a distribuição do rendimento disponível das famílias, através de três curvas de Lorenz.

As curvas 1, 2 e 3 apresentam a distribuição do rendimento disponível das famílias, respetivamente, em 2000, em 2010 e em 2020.

 

Gráfico 3 ‒ Distribuição do rendimento disponível das famílias em 2000, em 2010 e em 2020

 

Com base nos valores apresentados no Gráfico 3, podemos afirmar que, neste país, os 30% das famílias com rendimento disponível mais elevado receberam,

(A) em 2000, 60% do rendimento disponível e, em 2010, 40% do rendimento disponível.

(B) em 2010, 60% do rendimento disponível e, em 2020, 20% do rendimento disponível.

(C) em 2010, 40% do rendimento disponível e, em 2020, 80% do rendimento disponível.

(D) em 2000, 40% do rendimento disponível e, em 2010, 60% do rendimento disponível.

Resolução

  • Opção (D)  ……………. 10 pontos

 

 

9. A moeda desempenha as funções de meio de pagamento e de medida de valor quando é utilizada, respetivamente,

(A) na valorização das existências e na aquisição de bens de capital fixo.

(B) na aquisição de bens e na definição dos preços dos serviços.

(C) na constituição de um depósito à ordem e na compra de um terreno.

(D) na compra de uma viagem e na criação de uma conta a prazo.

Resolução

  • Opção (B)  ……………. 10 pontos

 

 

10. Os diretores executivos de uma dada empresa, que utiliza apenas trabalho e capital na produção dos bens X e Y, decidiram efetuar um estudo sobre os níveis de produção mensal.

Esta empresa comercializa cada unidade do bem X ao preço de 500 euros e cada unidade do bem Y ao preço de 1000 euros. A empresa apenas suporta custos com o trabalho (6 euros por hora) e com o aluguer de 4 máquinas (1000 euros mensais por máquina). O Gráfico 4 apresenta os resultados do estudo quando a empresa utiliza, mensalmente, de forma eficiente, a totalidade dos seus fatores de produção (1000 horas de trabalho e 4 máquinas).

 

Gráfico 4 ‒ Combinação da quantidade produzida dos bens X e Y

 

 

Com base na situação descrita e nos dados apresentados no Gráfico 4, selecione a opção que completa corretamente a afirmação seguinte.

Mensalmente, a empresa produtora dos bens X e Y regista como valor da produção 300 mil euros no ____________ e, quando produz 20 unidades do bem X e 250 unidades do bem Y, regista uma produtividade média por máquina de ____________ euros.

(A) ponto Z; 75 000

(B) ponto Z; 53 750

(C) ponto W; 65 000

(D) ponto W; 41 875

Resolução

  • Opção (C)  ……………. 10 pontos

 

 

11. A Tabela 3 apresenta valores anuais relativos ao salário mínimo nominal e à taxa de variação anual do índice de preços no consumidor (IPC), num determinado país, no período de 2016 a 2020.

 

Tabela 3 ‒ Valor anual do salário mínimo nominal e taxa de variação anual do índice de preços no consumidor

Com base nos dados apresentados na Tabela 3, podemos afirmar que, neste país, a taxa de variação anual do salário mínimo nominal foi inferior à taxa de variação anual do IPC, traduzindo um decréscimo do salário mínimo real,

(A) em 2020, face a 2019.

(B) em 2019, face a 2018.

(C) em 2018, face a 2017.

(D) em 2017, face a 2016.

Resolução

  • Opção (D)  ……………. 10 pontos

 

 

12. O financiamento constitui um recurso essencial para os agentes económicos poderem expandir a sua atividade económica.

Na Coluna A, apresentam-se três formas de financiamento e, na Coluna B, cinco situações de financiamento da atividade económica.

 

Selecione a opção que associa corretamente cada forma de financiamento apresentada na coluna A a uma situação de financiamento da atividade económica na coluna B.

(A) I-e; II-b; III-d

(B) I-a; II-c; III-b

(C) I-c; II-d; III-a

(D) I-d; II-b; III-c

Resolução

  • Opção (C)  ……………. 10 pontos

 

 

13. A Tabela 4 apresenta dados relativos a alguns dos indicadores das contas nacionais portuguesas, no período de 2018 a 2020.

 

Tabela 4 ‒ Indicadores das contas nacionais, calculados a preços correntes (em milhões de euros)

 

13.1. Com base nos dados apresentados na Tabela 4, podemos afirmar que, em Portugal, o valor do excedente bruto de exploração/rendimento misto, calculado a preços correntes, foi

(A) 118 090 milhões de euros, em 2019.

(B) 121 600 milhões de euros, em 2020.

(C) 88 116 milhões de euros, em 2019.

(D) 92 873 milhões de euros, em 2020.

Resolução

  • Opção (C)  ……………. 10 pontos

 

 

13.2. Com base nos dados apresentados na Tabela 4, podemos afirmar que, em Portugal, em 2018, o grau de abertura ao exterior foi, aproximadamente,

(A) 101,1%.

(B) 86,4%.

(C) 98,9%.

(D) 115,7%.

Resolução

  • Opção (B)  ……………. 10 pontos

 

 

14. Considere que, num determinado país da área do euro, ao longo de uma década, as contas públicas têm apresentado consecutivamente défices de valor crescente, o que terá contribuído para o aumento do valor da dívida pública.

Com base na situação descrita, e considerando-se tudo o resto constante, podemos afirmar que as autoridades deste país contribuem para reduzir o crescimento da dívida pública quando criam

(A) um novo imposto sobre o consumo das famílias e aumentam as contribuições sociais.

(B) uma nova prestação social destinada aos idosos e reduzem o imposto sobre veículos.

(C) novos serviços de saúde materno-infantil e novas prestações sociais destinadas aos jovens.

(D) novas ofertas formativas nas escolas públicas e novos subsídios destinados aos imigrantes.

Resolução

  • Opção (A)  ……………. 10 pontos

 

 

15. Os textos 1, 2 e 3 referem-se à construção europeia.

 

Texto 1

A União Europeia, instituída pelo Tratado de Maastricht, baseia a sua ação em 3 vertentes/pilares (as Comunidades Europeias, a política externa e de segurança comum e a cooperação nos domínios da justiça e dos assuntos internos). […] Este Tratado concebe as condições necessárias para a criação da união económica e monetária (UEM), ao atribuir ao Banco Central Europeu (BCE) um papel primordial na criação da moeda única. Esta etapa da construção europeia foi precedida pela liberdade de circulação de mercadorias, serviços, capitais e pessoas entre os Estados-Membros.

Baseado em: União Europeia, in https://eur-lex.europa.eu (consultado em fevereiro de 2022).

 

Texto 2

A união económica e monetária (UEM), instituída pelo Tratado de Maastricht, designa um processo destinado a harmonizar as políticas económicas e monetárias dos Estados-Membros da União, com o objetivo de instaurar uma moeda única, o euro. A 1 de janeiro de 1999, o euro é introduzido nos mercados financeiros e passa a ser a moeda oficial de onze Estados. A partir desse momento, o Banco Central Europeu (BCE) é a instituição responsável pela política monetária.

Baseado em: José Carlos Soares, Dicionário de Economia, 2.a ed., Lisboa, Plátano Editora, 2010, pp. 320-321.

 

Texto 3

O Tratado da União Europeia instituiu o Banco Central Europeu (BCE), no âmbito da criação da união económica e monetária (UEM), com o objetivo de introduzir e gerir o euro. A principal missão do BCE é a manutenção da estabilidade dos preços na área do euro, preservando o poder de compra da moeda única.

Baseado em: Agostinho Branquinho et al., Novo Dicionário de Termos Europeus, 1.a ed., Lisboa, Alêtheia Editores, 2011, pp. 51-52.

 

15.1. As afirmações seguintes (números I a V) apresentam aspetos relativos à construção europeia. Identifique as duas afirmações que referem os aspetos comuns aos três textos apresentados.

Transcreva, para a folha de respostas, os números dessas duas afirmações.

  1. Identificam as características do mercado comum.

  2. Referem competências do BCE.

  3. Associam o processo de construção da UEM ao Tratado de Maastricht.

  4. Mencionam as características da forma de integração económica designada por união económica.

  5. Expõem a política externa e de segurança comum.

Resolução

  • ……………. 10 pontos
  • II. 
  • III. 

 

 

15.2. Atualmente, os países da área do euro enfrentam uma aceleração do crescimento do nível médio de preços.

Perante esta situação, o BCE, tendo por objetivo garantir a estabilidade de preços, poderá implementar medidas que provoquem sucessivos aumentos da taxa de juro.

Com base na situação descrita, se afirmarmos que o agravamento da taxa de juro, considerando-se tudo o resto constante, poderá reduzir o consumo das famílias, contribuindo para um menor crescimento do nível médio de preços, estaremos a produzir uma afirmação

(A)  verdadeira, pois a redução do consumo com recurso ao crédito provoca uma menor pressão sobre a oferta, limitando o crescimento do nível médio de preços.

(B)  falsa, pois as empresas aumentam as exportações, o que contribui para manter os níveis de produção e o baixo crescimento do nível médio de preços.

(C)  falsa, pois o menor consumo das famílias, aliado à redução dos custos de financiamento das empresas, contribui para o menor crescimento do nível médio de preços.

(D)  verdadeira, pois o aumento da quantidade de moeda em circulação contribui para o aumento do investimento das empresas, limitando o crescimento do nível médio de preços.

Resolução

  • Opção (A) ……………. 10 pontos

 

 


Grupo II


 

 

1. Os textos seguintes referem-se à proteção da propriedade industrial e à competitividade da economia portuguesa.

As tabelas 5 e 6 apresentam dados relativos à investigação e desenvolvimento (I&D) na União Europeia a 27 Estados-Membros (UE-27) e em Portugal, em 2004 e em 2019.

A capacidade de uma economia competir nos mercados externos depende de estratégias de diferenciação baseadas na inovação tecnológica. Os projetos de investigação e desenvolvimento (I&D), ao originarem inovações, devem ser protegidos, durante um certo tempo, permitindo às empresas recuperarem o valor investido e obterem lucro. Esta proteção da propriedade industrial cria as condições para novos investimentos em I&D. Assim, as patentes, ao protegerem as inovações, são um fator de competitividade entre empresas e países.

Baseado em: Jaime Andrez, Artigo de Opinião, in www.compete2020.gov.pt (consultado em janeiro de 2022).

 

A competitividade de um país ou empresa depende da sua capacidade para colocar nos mercados mundiais produtos inovadores e de qualidade, a preços concorrenciais. Em 2020, Portugal ocupou a 34.a posição no ranking de competitividade do World Economic Forum (WEF), o que, numa perspetiva global, parece positivo. Porém, as debilidades da economia portuguesa evidenciadas na capacidade de investimento em I&D e no número de patentes têm resultado numa baixa competitividade face à União Europeia.

Baseado em: Filipe Alves, Jornal Económico, in https://jornaleconomico.pt/noticias/como-tornar-portugal-mais-competitivo

(consultado em janeiro de 2022).

 

Tabela 5 ‒ Despesas em I&D (em % do PIB)1

 

Tabela 6 ‒ Pedidos de patentes2 (por milhão de habitantes)

 

Apesar de os indicadores de I&D terem melhorado, em Portugal, no período de 2004 a 2019, a economia portuguesa continua a apresentar uma baixa competitividade no contexto da UE-27.

 

Fundamente, com base na informação apresentada nos documentos, a afirmação anterior.

Resolução

Tópicos de resposta

  • Fundamentação da baixa competitividade da economia portuguesa no contexto da UE-27, apesar da melhoria dos indicadores de I&D, referindo:

 

a economia portuguesa registou aumentos na despesa em I&D, em % do PIB, e no número de pedidos de patentes, por milhão de habitantes;

a economia portuguesa continuou a registar valores inferiores à média da UE-27 nos indicadores referidos;

a importância do registo de patentes, resultantes dos projetos de I&D, para a inovação e a competitividade de empresas e países.

 

 

 

2. A Tabela 7 apresenta indicadores relativos ao mercado de trabalho, em Portugal, em 2020.

 

Tabela 7 ‒ Indicadores do mercado de trabalho

 

Determine, com base nos dados apresentados na Tabela 7, o valor da população ativa, em Portugal, em 2020.

Apresente a fórmula usada e os cálculos que efetuar.

Resolução

 

A pontuação das respostas a este item deve ser atribuída de acordo com as etapas apresentadas.

 

Etapa 1:

  • Cálculo da população desempregada ………………………………………… 3 pontos

Processo de cálculo: 90 = (315 / População desempregada) × 100 (ou equivalente) …………………………. 2 pontos

Resultado: População desempregada = 350 …………………………. 1 pontos

 

Etapa 2:

  •  Cálculo da população ativa ..……………………………………….. 3 pontos

Fórmula: Taxa de desemprego = (População desempregada // População ativa) × 100 …………………………. 3 pontos

Processo de cálculo: 6,8 = (350 / População ativa) × 100 ………………………….. 2 pontos

Resultado final: População ativa = 5147,1 milhares de indivíduos …………………………. 2 pontos

 

Notas:

Se, numa etapa, apenas for apresentado o resultado, a pontuação a atribuir a essa etapa será nula. As etapas subsequentes não serão desvalorizadas.

Se, numa etapa, for obtido um resultado incorreto, na sequência de um erro de transcrição, a pontuação a atribuir a essa etapa será desvalorizada em 1 ponto. As etapas subsequentes não serão desvalorizadas pelos efeitos do erro cometido.

Se, numa etapa, for obtido um resultado incorreto, apesar de o processo de cálculo ser apresentado corretamente, a pontuação a atribuir a essa etapa será desvalorizada em 1 ponto. As etapas subsequentes não serão desvalorizadas pelos efeitos do erro cometido.

Se, na resposta, não for identificada a unidade de medida do resultado final, a pontuação a atribuir será desvalorizada em 1 ponto.

Se, na resposta, o resultado final não fizer sentido do ponto de vista económico, a pontuação a atribuir a esse resultado será nula.

 

 

3. O texto e os gráficos 5 e 6 referem-se a duas perspetivas explicativas do efeito da imigração na determinação do valor dos salários.

A análise económica da imigração resume-se, muitas vezes, à ideia de que a imigração irá provocar uma descida dos salários dos trabalhadores locais. Os imigrantes deslocam-se para onde os salários são mais elevados, aumentando a oferta de mão de obra. Esta deslocação provoca a descida de todos os salários (Gráfico 5).

No entanto, não há evidências credíveis de que o afluxo de imigrantes pouco qualificados afete os salários da população local, nomeadamente a que se assemelha em termos de qualificações. Muitos economistas defendem que os salários dos trabalhadores locais pouco qualificados não são afetados pela imigração. Os recém-chegados (imigrantes) gastam dinheiro: vão cortar o cabelo, vão às compras, criando emprego, inclusive para os trabalhadores locais com poucas qualificações. As alterações no mercado de trabalho provocadas pela imigração deixarão os salários quase inalterados (Gráfico 6).

 

 

 

Apresente, com base na situação descrita, as duas perspetivas explicativas do efeito da imigração nos salários dos trabalhadores locais.

Na sua resposta, utilize valores dos gráficos para fundamentar cada uma das perspetivas.

Resolução

 

Apresentação de duas perspetivas explicativas do efeito da imigração nos salários dos trabalhadores locais, referindo que:

 

1.ª perspetiva:

  • a imigração, ao provocar o aumento da oferta de trabalhadores (OU ao deslocar a curva da oferta para a direita), originou a redução do salário dos trabalhadores (locais) de 600 euros para 400 euros;

 

 2.ª perspetiva:

  • a imigração, ao provocar os aumentos da oferta e da procura de trabalhadores (OU ao deslocar as curvas da oferta e da procura para a direita), originou a manutenção do salário dos trabalhadores (locais) em 600 euros.

 

 

 


Grupo III 


 

 

1. Leia o texto.

A utilização de valores nominais e de valores reais é muito comum na ciência económica, nomeadamente no cálculo do produto interno bruto (PIB). Para que se possam fazer comparações válidas, em termos de PIB, de ano para ano, as variações de preços, que ocorrem com a passagem do tempo, não devem ser consideradas. Assim, se o PIB incorporar as variações de preços, os resultados da sua análise podem ser enganadores.

Baseado em: Alfred Mill, Economia, Tudo o que Precisa de Saber,

1.a ed., Lisboa, Jacarandá, 2017, p. 193.

 

Justifique, com base no texto, por que razão a análise da evolução do PIB nominal, ao contrário da análise da evolução do PIB real, pode levar a resultados enganadores.

Resolução

 

Tópicos de resposta

 

Justificação da razão pela qual a análise da evolução do PIB nominal, ao contrário da análise da evolução do PIB real, pode levar a resultados enganadores, referindo que:

o valor nominal do PIB, ao ser calculado utilizando os preços (e as quantidades produzidas) de cada um dos anos, reflete quer a variação das quantidades produzidas, quer a variação do nível médio de preços, impedindo a correta identificação da variável ou das variáveis responsáveis pela evolução do valor do PIB;

  o valor real do PIB, ao ser calculado utilizando os preços de um ano base (e as quantidades produzidas em cada um dos anos), reflete apenas a variação das quantidades produzidas, permitindo obter uma análise menos enganadora da evolução do valor do PIB (OU associar o comportamento da quantidade produzida à evolução do valor do PIB).

OU

  o valor real do PIB, ao ser obtido através da deflação do valor nominal do PIB, reflete apenas a variação das quantidades produzidas, permitindo obter uma análise menos enganadora da evolução do valor do PIB (OU associar o comportamento da quantidade produzida à evolução do valor do PIB).

 

 

 

2. Leia o texto.

Um estudo feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), e citado num relatório da Confederação Empresarial de Portugal, refere que Portugal seria o sexto país da União Europeia (UE) mais afetado pelo Brexit1, mesmo perante a existência de um «acordo de comércio bilateral entre o Reino Unido e a UE». Neste contexto, a provável desvalorização da libra esterlina, face ao euro, no pós Brexit, poderia afetar a venda de bens e de serviços turísticos portugueses ao Reino Unido.

Baseado em: Rui Barroso, «Cinco impactos do Brexit em Portugal», Dinheiro Vivo,

in https://www.dinheirovivo.pt/economia/cinco-impactos-do-brexit-em-portugal (consultado em março de 2022).

1Expressão utilizada para designar a saída do Reino Unido da União Europeia.

 

Explicite, com base no texto, dois efeitos da desvalorização da libra esterlina, face ao euro, um nas exportações portuguesas de bens e outro nas exportações portuguesas de serviços turísticos para o Reino Unido.

Resolução

 

Tópicos de resposta

  • Explicitação dos efeitos da desvalorização da libra esterlina, face ao euro, um nas exportações portuguesas de bens e outro nas exportações portuguesas de serviços turísticos para o Reino Unido, referindo que:

 

a desvalorização da libra esterlina (face ao euro), ao aumentar os preços (em libras) dos bens portugueses exportados para o Reino Unido, poderá reduzir as vendas das empresas portuguesas nesse mercado;

a desvalorização da libra esterlina (face ao euro), ao aumentar os preços dos serviços turísticos portugueses (em libras), poderá diminuir a vinda de turistas do Reino Unido a Portugal (OU reduzir os gastos realizados pelos cidadãos do Reino Unido em Portugal).

 

 

 

3. Leia o texto.

A crise pandémica acabou por funcionar como um travão ao consumo, aliviando a pressão sobre o ambiente. Entre janeiro e setembro de 2020, comparativamente com o mesmo período de 2019, a despesa de consumo das famílias residentes, em Portugal, diminuiu 6,7%. Apesar deste decréscimo, verificou-se um aumento no valor e no coeficiente orçamental das despesas em consumo alimentar, passando este a representar um peso de 20,9% do total da despesa em consumo das famílias residentes. Neste contexto, a alteração na estrutura das despesas em consumo das famílias permitiu a redução do seu impacto no ambiente (externalidade negativa). É de sublinhar, do ponto de vista ambiental, a diminuição do consumo de gasolina e das emissões de queima de combustíveis. Estas reduções deverão ter superado o impacto que o confinamento e a aplicação mais generalizada do regime de teletrabalho possam ter tido no aumento do consumo energético efetuado pelas famílias nas suas habitações e também noaumento dos resíduos gerados em resultado do consumo doméstico.

Instituto Nacional de Estatística, «Destaque», 21 de dezembro de 2020,

in www.ine.pt (consultado em dezembro de 2021). (Adaptado)

 

Considerando os efeitos descritos da crise pandémica sobre o ambiente, as autoridades portuguesas, no período pós pandemia, para promover a eficiência económica, decidiram apresentar dois objetivos, A e B.

A – incentivar a utilização de transportes públicos pelas famílias;

B – incentivar o consumo de energias renováveis nas habitações pelas famílias.

Selecione um dos objetivos, A ou B.

De acordo com o objetivo selecionado, apresente duas medidas a implementar pelas autoridades, explicando de que modo contribuem para a promoção da eficiência económica.

Resolução

 

Na resposta, devem ser considerados os tópicos seguintes, ou outros igualmente relevantes.

  • Medidas e explicações do modo como contribuem para a promoção da eficiência económica, referindo que:

 

Objetivo A – incentivar a utilização de transportes públicos pelas famílias:

a redução do valor dos passes sociais (OU a gratuidade dos passes sociais), ao provocar a menor utilização do automóvel particular (OU ao incentivar a utilização do transporte público), contribui para a redução da externalidade negativa (OU para reduzir o impacto negativo sobre o ambiente);

o aumento dos impostos sobre os combustíveis, ao provocar o aumento dos custos associados à utilização do automóvel particular, contribui para a redução da externalidade negativa (OU para reduzir o impacto negativo sobre o ambiente);

  as restrições de circulação dos automóveis particulares em espaços urbanos, ao desincentivarem a utilização do automóvel particular, contribuem para a redução da externalidade negativa (OU para reduzir o impacto negativo sobre o ambiente).

 

Objetivo B – incentivar o consumo de energias renováveis nas habitações pelas famílias:

o aumento dos impostos sobre o consumo das energias não renováveis, ao reduzir o consumo destas energias nas habitações, contribui para a redução da externalidade negativa (OU para reduzir o impacto negativo sobre o ambiente);

os apoios à instalação de fontes energéticas alternativas (como painéis solares), destinados ao consumo familiar, ao provocarem a redução no consumo de energia produzida a partir de fontes não renováveis, contribuem para a redução da externalidade negativa (OU para reduzir o impacto negativo sobre o ambiente);

os subsídios à produção de energias renováveis, ao proporcionarem a redução dos preços (e o aumento do consumo) destas energias, contribuem para a redução da externalidade negativa (OU para reduzir o impacto negativo sobre o ambiente).

 

    

 

Notas:

1. Caso o aluno apresente medidas relativas aos dois objetivos, só são consideradas para efeitos de classificação as medidas referentes ao objetivo apresentado em primeiro lugar.

2. Caso o aluno não selecione o objetivo, são consideradas para efeitos de classificação as medidas apresentadas, desde que seja inequívoco o objetivo a que o aluno se refere.

 

 

FIM

 

 

 

 

 

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