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Ficha nº5
Exercícios de exames e testes intermédios (2015 – 2018)
10ºano – Física – Subdomínio 3 (Energia, fenómenos térmicos e radiação)
1. (2015 – EE) A capacidade térmica mássica do cobre é 390 J kg-1 K-1.
Que energia, em joule, é necessário fornecer a uma barra de cobre, de massa 400 g, para que a sua temperatura aumente 5,0 ºC ?
⇒ Calcular a energia a fornecer à barra como calor:
- E = m c ΔT ⇒ E = 0,400 x 390 x 5,0 ⇔ E = 7,8 x 102 J
- 7,8 × 102 J ou equivalente. …………. 5 pontos
2. (2016 – 1ªF) Uma lata contendo uma amostra de um refrigerante sem gás foi exposta à luz solar.
Na Figura 5, está representado o gráfico da temperatura, ɵ, da amostra em função do tempo, t, de exposição da lata à luz solar, no intervalo de tempo em que os dados foram registados.
2.1. Considere que a capacidade térmica mássica do refrigerante é 4,2 x 103 J kg-1 ºC-1 e que a massa da amostra é 0,34 kg.
Qual foi a variação da energia interna da amostra, no intervalo de tempo [0;76] min?
- A variação de energia interna no intervalo [0; 76] min foi 23 kJ .
⇒ A variação de energia interna do refrigerante é igual à energia transferida, por calor, para o refrigerante (desprezam-se variações de volume e, portanto, transferências de energia por trabalho):
- ΔU = Q + W = Q + 0 = mcΔT
em que m é a massa do refrigerante, c a sua capacidade térmica mássica e ΔT a variação de temperatura ocorrida; substituindo os valores daquelas grandezas obtém-se:
- ΔU = 0,34 kg x 4,2 x 103 J Kg-1 ºC-1 x (27 – 11) ºC = 2,3 x 104 J = 23 kJ
- 2,3 x 104 J ou equivalente …………. 5 pontos
Nota – A apresentação do valor solicitado com um arredondamento incorreto ou com um número incorreto de algarismos significativos não implica qualquer desvalorização.
2.2. Admita que a potência da radiação incidente na superfície da lata se manteve constante no intervalo de tempo em que os dados foram registados.
No intervalo de tempo [0 ; 76] min, terá ocorrido uma diminuição
(A) da taxa temporal de absorção de energia pela superfície da lata.
(B) da taxa temporal de emissão de energia pela superfície da lata.
(C) da diferença entre as taxas temporais de absorção e de emissão de energia pela superfície da lata.
(D) da soma das taxas temporais de absorção e de emissão de energia pela superfície da lata.
- Opção (C)
⇒ A taxa temporal de transferência de energia, por radiação, é a potência da radiação, Não se alterando a potência da radiação incidente, nem as características da superfície da lata, e respetiva orientação, pode admitir-se que a taxa temporal de absorção de energia se mantém praticamente constante.
⇒ No intervalo de tempo considerado, a temperatura da superfície da lata vai aumentando, logo também aumenta a potência da radiação que ela emite (taxa temporal de emissão de energia).
⇒ Pode, portanto, concluir-se que a diferença entre a taxa temporal de absorção de energia e a de emissão vai diminuindo: o aumento da energia interna por unidade de tempo vai, naquele intervalo, diminuindo ao longo do tempo, consoante o sistema se vai aproximando do estado em que a temperatura permanece constante, para o qual a diferença entre as taxas de absorção e de emissão é nula (o aumento de temperatura é cada vez mais “lento”, o que significa que a perda de energia por emissão se vai aproximando do ganho de energia por absorção, até que, quando se igualam, deixa de existir variação de energia interna da lata).
- Opção (C) ……………. 5 pontos
3. (2016 – 1ªF) Considere a amostra do refrigerante, de massa 0,34 kg e à temperatura de 27 ºC, e uma outra amostra do mesmo refrigerante, de massa 0,20 kg e à temperatura de 5 ºC.
Admita que estas amostras foram misturadas num recipiente termicamente isolado e que a transferência de energia entre a mistura e o recipiente foi desprezável.
Qual das expressões seguintes permite calcular a temperatura, ɵe, à qual a mistura atingiu o equilíbrio térmico?
(A) ( 0,34 + 0,20 ) x ( ɵe – 27 ) = ( 0,34 + 0,20 ) x ( ɵe – 5 )
(B) 0,34 x ( ɵe – 27 ) = 0,20 x ( ɵe – 5 )
(C) ( 0,34 + 0,20 ) x ( ɵe – 27 ) = – ( 0,34 + 0,20 ) x ( ɵe – 5 )
(D) 0,34 x ( ɵe – 27 ) = – 0,20 x ( ɵe – 5 )
- Opção (D)
⇒ O sistema refrigerante quente (1) + refrigerante frio (2) é isolado, o que significa que as variações de energia interna das duas amostras, (1) e (2), são simétricas:
- Δ𝑈sistema = Δ𝑈1 + Δ𝑈2 ⟹ 0 = Δ𝑈1 + Δ𝑈2 ⟹ Δ𝑈1 = −Δ𝑈2 ⟹ 𝑚1𝑐Δ𝑇1 = −𝑚2𝑐Δ𝑇2 ⟹ 𝑚1Δ𝑇1 = −𝑚2Δ𝑇2
⇒ Substituindo pelos dados do problema obtém-se :
- 0,34 kg x (θe – 27) = -0,20 x (θe – 5 )
- Opção (D) ……………. 5 pontos
5. (2016 – 2ªF) Considere uma amostra pura de 200 g de cloreto de potássio, KCl, inicialmente no estado sólido à temperatura de 980 K, à qual é fornecida energia com uma fonte de 300 W.
A Figura 1 representa um gráfico teórico da temperatura, T, dessa amostra em função do tempo, t.
No traçado do gráfico, admitiu-se um rendimento de 100% para o processo de transferência de energia considerado.
5.1. Se a potência da fonte fosse maior,
(A) seria necessária mais energia para a temperatura da amostra aumentar 1 K.
(B) seria necessária menos energia para fundir completamente a amostra.
(C) a mesma energia seria transferida num intervalo de tempo menor.
(D) a mesma energia provocaria um maior aumento da energia interna do sistema.
- Opção (C)
⇒ A potência da fonte relaciona-se com a energia transferida e com o intervalo de tempo em que é transferida essa energia pela fórmula:
- 𝑃 = 𝐸/Δ𝑡 ⇔ 𝐸=𝑃 ×Δ𝑡
Assim, para a mesma energia transferida (E), quanto maior for a potência da fonte menor terá de ser o intervalo de tempo em que ocorre essa transferência de energia.
(A) Inválida, porque a energia necessária para que a temperatura da amostra aumente 1 K só depende da massa e da natureza da substância que constitui a amostra.
(B) Inválida, porque a energia para fundir a amostra só depende da massa e da natureza da substância que constitui a amostra.
(D) Inválida, porque se a potência da fonte fosse menor, para que a energia transferida fosse a mesma, o intervalo de tempo teria de ser maior. Assim, fornecendo a mesma energia, independentemente da potência da fonte, o aumento de energia interna do sistema seria o mesmo.
- Opção (C) ……………. 5 pontos
5.2. De acordo com o gráfico, qual será a variação da temperatura da amostra de KCl considerada no intervalo de tempo [0; 36] s?
⇒ Para o intervalo de tempo [0; 36] s, tem-se: T0 = 980 K e T36 = 1044 K
- ΔT = T36 – T0 ⇒ ΔT = 1044 – 980 = 64 K
⇒ A variação da temperatura da amostra no intervalo de tempo considerado é igual a 64 K.
- 64 K Ou 64 ºC …….. 5 pontos
5.3. Considere os intervalos de tempo [0; 36] s, [36; 273] s e [273; 310] s, e admita que a amostra de KCl constitui um sistema fechado.
A variação da energia interna do sistema
(A) é nula apenas em dois dos intervalos de tempo considerados.
(B) é nula nos três intervalos de tempo considerados.
(C) é diferente de zero apenas em dois dos intervalos de tempo considerados.
(D) é diferente de zero nos três intervalos de tempo considerados.
- Opção (D)
⇒ A variação de energia interna está relacionada, a nível interno, com variações de energia cinética e variações de energia potencial.
⇒ No primeiro intervalo de tempo a amostra encontra-se sólida sofrendo um aumento de temperatura, o que evidencia variação de energia interna.
⇒ No intervalo de tempo [36; 273] s está a ocorrer a mudança de fase, ou seja, a amostra está a passar do estado sólido ao estado líquido, havendo aumento da energia interna.
⇒ No último intervalo de tempo referido, há um aumento da temperatura, que se traduz por um aumento da energia interna da amostra.
- Ocorre variação de energia interna nos três intervalos de tempo referidos.
- Opção (D) ……………. 5 pontos
5.4. Calcule a energia necessária para fundir 1,0 kg de KCl que se encontra à temperatura de fusão.
Apresente todas as etapas de resolução.
⇒ A energia necessária para fundir a amostra de KCl é a energia por ela absorvida no intervalo de tempo em que a temperatura permaneceu constante, ou seja, no intervalo [36, 273] s.
⇒ Sendo o rendimento de 100% a energia absorvida, 𝐸absorvida, pela amostra é igual à fornecida pela fonte, 𝐸fonte, naquele intervalo:
- 𝐸absorvida = 𝐸fonte = 𝑃Δ𝑡 = 300 W x (273 − 36) s = 7,110 x 104 J (energia necessária para fundir 200 g, a massa 𝑚 da amostra, de KCl).
⇒ Para fundir 𝑚′ = 1,0 kg de KCl será necessária uma energia 𝐸’absorvida
ou
⇒ A energia, 𝐸, necessária para a fusão de uma amostra de massa 𝑚 é:
- 𝐸 = 𝑚Δ𝐻fusão ⟹ 𝑃Δ𝑡 = 𝑚Δ𝐻fusão ⟹ 300 W x (273 − 36)s = 0,200 kg x Δ𝐻fusão ⟹ Δ𝐻fusão = 3,56 x 105 J kg−1
em que Δ𝐻fusão é a variação de entalpia mássica de fusão (energia por unidade de massa de cloreto de potássio, KCl, necessária para a fusão).
- Conclui-se que para fundir 1,0 kg de KCl é necessária uma energia de 3,6 x 105 J.
- Etapas de resolução:
A) Determinação da energia necessária para fundir a amostra de KCl (7,110 x 104 J)
ou
- Determinação do intervalo de tempo necessário para fundir, nas mesmas condições, 1,0 kg de KCl (Δt = 1,19 x 103 s) …….. 5 pontos
B) Determinação da energia necessária para fundir 1,0 kg de KCl (E = 3,6 x 105 J) …….. 5 pontos
5.5. A capacidade térmica mássica do KCl sólido e a capacidade térmica mássica do KCl líquido são semelhantes.
Mostre, com base no gráfico da Figura 1 e sem efetuar cálculos, que esta afirmação é verdadeira.
⇒ O gráfico da figura 1 traduz como varia a temperatura da amostra de KCl com o tempo de fornecimento de energia.
No intervalo de tempo [0; 36] s a amostra está sólida e no intervalo [273; 310] s está no estado líquido.
⇒ O declive da reta no primeiro intervalo de tempo (estado sólido) é aproximadamente igual ao declive da reta no intervalo em que a amostra se encontra no estado líquido, ou seja, há uma variação de temperatura semelhante num intervalo de tempo aproximadamente igual.
⇒ O declive dessas retas está relacionado com a capacidade térmica mássica da substância. Sendo a energia transferida pela fonte dada por E = P Δt e a energia recebida pela amostra E = m c ΔT,
- 𝑃 Δ𝑡 = 𝑚 𝑐 Δ𝑇 ⇔ Δ𝑇= (𝑃/𝑚 𝑐) Δ𝑡
⇒ Como a potência da fonte se mantém e a massa também, pode concluir-se que a capacidade térmica mássica do cloreto de potássio no estado sólido e no estado líquido são semelhantes.
- A resposta integra os tópicos de referência seguintes ou outros de conteúdo equivalente:
A) [ O gráfico representado na figura mostra que] a reta correspondente ao aquecimento da amostra de KCl sólido e a reta correspondente ao aquecimento da amostra de KCl líquido têm declives semelhantes.
B) O declive de cada uma dessas retas depende da capacidade térmica mássica do KCl sólido e da capacidade térmica mássica do KCl líquido, respetivamente, da potência da fonte e da massa da amostra.
Como [, na situação considerada,] a potência da fonte e a massa da amostra são as mesmas, conclui-se que a capacidade térmica mássica do KCl sólido e a capacidade térmica mássica do KCl líquido são semelhantes.
6. (2016 – EE) Um edifício está equipado com um conjunto de painéis fotovoltaicos.
6.1. O rendimento de um painel fotovoltaico _____ da potência que ele fornece ao circuito exterior e _____ da sua orientação relativamente aos pontos cardeais.
(A) não depende … depende
(B) não depende … não depende
(C) depende … não depende
(D) depende … depende
- Opção (D)
⇒ O rendimento de um painel fotovoltaico depende da potência da radiação incidente que transforma em potência elétrica, potência que fornece ao circuito exterior.
⇒ A potência da radiação incidente depende da orientação do painel em relação ao Sol, logo, em relação aos pontos cardeais.
- Opção (D) ……………. 5 pontos
6.2. O conjunto de painéis fotovoltaicos instalado no edifício tem uma área total de 160 m2 e uma potência média de 3,7 kW.
A energia média diária da radiação incidente em cada 1,0 m2 de painel é 5,0 kW h.
Calcule o rendimento médio do conjunto de painéis fotovoltaicos.
Apresente todas as etapas de resolução.
- Painéis: Atotal = 160 m2; Pútil = 3,7 kW
- Radiação: Δt = 24 h; A = 1,0 m2; Eradiação = 5,0 kW h
- η = ?
⇒ A potência média da radiação incidente, sobre a área total, Atotal, de painéis fotovoltaicos é:
⇒ Finalmente, determina-se o rendimento
⇒ O rendimento médio do conjunto de painéis fotovoltaicos é de 11%.
- Etapas de resolução:
A) Determinação da energia média diária da radiação incidente no conjunto de painéis fotovoltaicos (E = 800 kWh) …….. 4 pontos
B) Determinação da energia média diária fornecida ao circuito elétrico do edifício (E = 88,8 kWh)
ou
- Determinação da potência média da radiação incidente no conjunto de painéis fotovoltaicos (P = 33,3 kW) …….. 4 pontos
C) Determinação do rendimento médio do conjunto de painéis fotovoltaicos (η = 11 %) …….. 2 pontos
ou
A) Determinação da potência média da radiação incidente em cada 1,0 m2 de painel (P = 0,208 kW) …….. 4 pontos
B) Determinação da potência média da radiação incidente no conjunto de painéis fotovoltaicos (P = 33,3 kW) …….. 4 pontos
C) Determinação do rendimento médio do conjunto de painéis fotovoltaicos (η = 11 %) …….. 2 pontos
7. (2017 – 1ªF) À pressão constante de 1 atm, a capacidade térmica mássica do ar é cerca de 1/4 da capacidade térmica mássica da água.
Considere uma amostra de ar e uma amostra pura de água, de massas mar e 2mar , respetivamente, às quais foi fornecida a mesma energia, como calor, à pressão constante de 1 atm.
A variação da temperatura da amostra de ar, comparada com a variação da temperatura da amostra de água, será, aproximadamente,
(A) duas vezes menor.
(B) duas vezes maior.
(C) oito vezes menor.
(D) oito vezes maior.
- Opção (D)
⇒ A capacidade térmica mássica, 𝑐, de um material é energia, 𝐸, por unidade de massa, 𝑚, e por unidade de variação de temperatura, Δ𝑇:
⇒ A variação de temperatura do ar é:
⇒ (para a mesma energia, a variação de temperatura do ar é 8 vezes maior do que a da água, pois a massa de ar é 2 vezes menor e a sua capacidade térmica mássica é 4 vezes menor).
- Opção (D) ……………. 5 pontos
8. (2017 – 1ªF) Quando se liga um aquecedor, estabelecem-se correntes de convecção no ar.
Nestas correntes,
(A) o ar quente, menos denso, sobe e o ar frio, mais denso, desce.
(B) o ar quente, mais denso, desce e o ar frio, menos denso, sobe.
(C) o ar quente, menos denso, desce e o ar frio, mais denso, sobe.
(D) o ar quente, mais denso, sobe e o ar frio, menos denso, desce.
- Opção (A)
⇒ O ar que se encontra mais próximo do aquecedor aquece, tornando-se menos denso, o que dá origem a uma corrente quente ascendente.
⇒ O ar, ao subir, arrefece, tornando-se mais denso, o que dá origem a uma corrente fria descendente.
- Opção (A) ……………. 5 pontos
9. (2017 – 1ªF) Foi realizado um trabalho de 240 J sobre uma amostra de ar, tendo a energia interna da amostra diminuído 500 J.
No processo termodinâmico considerado, a amostra
(A) cedeu 260 J, como calor.
(B) recebeu 260 J, como calor.
(C) cedeu 740 J, como calor.
(D) recebeu 740 J, como calor.
- Opção (C)
⇒ Trabalho fornecido à amostra: W = 240 J
⇒ Diminuição da energia interna da amostra: ΔU = – 500 J
⇒ Para determinar a energia transferida como calor, Q , recorre-se à 1.ª Lei da Termodinâmica.
- ΔU = W + Q ⇒ – 500 = 240 + Q ⇔ Q = – 500 – 240 = – 740 J
⇒ Como o valor de Q é negativo, significa que a amostra de ar cedeu às vizinhanças 740 J
- Opção (C) ……………. 5 pontos
10. (2017 – 2ªF) Considere amostras puras de gelo fragmentado, à pressão de 1 atm e à temperatura de fusão (0,0 ºC).
10.1. Admita que uma dessas amostras de gelo se encontrava inicialmente a −10 ºC.
Qual foi a variação de temperatura, expressa em kelvin, dessa amostra, até ficar à temperatura de fusão?
(A) 283 K
(B) 263 K
(C) −10 K
(D) 10 K
- Opção (D)
- ΔT = 0 – (–10 °C) = 10 °C = 273 k – (263 K) = 10 K
ou
⇒ Uma variação de temperatura expressa em grau celsius tem, por definição, o mesmo valor do que expressa em kelvin: Δt = 0 ºC – (- 10 ºC) = 10 ºC ou ΔT = 273 K – 263 K = 10 K
- Opção (D) ……………. 5 pontos
10.2. Enquanto uma pequena amostra de gelo se funde, a sua energia interna
(A) mantém-se constante, porque a sua temperatura se mantém constante.
(B) aumenta, porque a sua temperatura aumenta.
(C) mantém-se constante, apesar de a sua temperatura aumentar.
(D) aumenta, apesar de a sua temperatura se manter constante.
- Opção (D)
⇒ Quando ocorre fusão a temperatura mantém-se constante, mas a amostra de gelo recebe energia, aumentando a sua energia interna.
⇒ A energia recebida é utilizada na quebra das ligações intermoleculares (as ligações entre as moléculas de água ficam, em média, menos intensas, ou seja, a energia potencial associada à interação entre as moléculas aumenta).
- Opção (D) ……………. 5 pontos
11. (2017 – 2ªF) Num recipiente, introduz-se uma amostra de 150 g de gelo, à temperatura de 0,0 ºC, e uma amostra de água, à temperatura de 20,0 ºC.
11.1. Determine a massa mínima de água, a 20,0 ºC, que será necessário adicionar à amostra de gelo para que esta apenas se funda, ficando a mistura em equilíbrio térmico à temperatura de 0,0 ºC.
Admita que não há trocas de energia entre a mistura obtida e a sua vizinhança.
A energia necessária à fusão de 1,0 kg de gelo é 3,34 x 105 J.
Apresente todas as etapas de resolução.
⇒ A energia necessária para fundir 1,0 kg de gelo é 3,34 × 104 J, então, para fundir 150 g de gelo a 0°C, é necessária a energia
⇒ Esta energia foi cedida ao gelo pela água inicialmente a 20 °C. A massa mínima dessa água necessária para fundir o gelo pode calcular-se por
ou
⇒ O sistema água + gelo é isolado, portanto, a sua energia interna é constante: a energia cedida pela água líquida ao arrefecer ele 20 ºC a 0 ºC é igual à energia absorvida pelo gelo na fusão,
- Ecedida = Eabsorvida, ou seja, – mágua líquida cΔt = Efusão
A massa mínima de água, a 20 ºC, que é necessário adicionar para a fusão do gelo é
- Etapas de resolução:
A) Cálculo da energia necessária à fusão do gelo (E = 5,1 x 104 J) …….. 5 pontos
B) Cálculo da massa mínima de água que será necessário adicionar à amostra de gelo (m = 0,60 kg) …….. 5 pontos
11.2. Para que a amostra de água adicionada ao gelo ficasse à temperatura de 20,0 ºC, forneceu-se-lhe energia com uma fonte de 250 W, durante 1,5 minutos.
Neste processo, a energia interna da água aumentou 1,4 x 104 J.
Qual foi o rendimento do processo de aquecimento da água?
(A) 37%
(B) 62%
(C) 2,7%
(D) 70%
- Opção (B) ……………. 5 pontos
11. (2017 – EE) A Figura 1 representa parte de uma montagem utilizada na determinação experimental da capacidade térmica mássica do cobre.
Nessa montagem, o sensor de temperatura estava ligado a um sistema de aquisição de dados, e a resistência de aquecimento estava inserida num circuito elétrico.
Na experiência realizada, utilizou-se um bloco calorimétrico de cobre de massa 1,264 kg. Além das grandezas elétricas, mediu-se a temperatura do bloco, ao longo do processo de aquecimento.
Com os valores obtidos, foi possível traçar o gráfico da temperatura, t, do bloco de cobre em função da energia, E, que lhe foi fornecida, cujo esboço se representa na Figura 2.
Determinou-se, seguidamente, a equação da reta que melhor se ajustava ao conjunto de pontos desse gráfico:
t = 1,91 x10−3 E + 22,1
11.1. Qual era a temperatura do bloco de cobre antes de se iniciar o processo de aquecimento?
- Antes de se iniciar o aquecimento, a temperatura do bloco era t = 22,1 ºC
⇒ A equação da reta representada no gráfico, t = 1,91 x 10-3 E + 22,1 , mostra como varia temperatura, t, do bloco em função da energia, E, que lhe é fornecida.
⇒ Antes de se iniciar o aquecimento, a energia fornecida é E = 0 e, portanto, t = 22,1 ºC.
- 22,1 ºC …………. 5 pontos
11.2. Determine o erro percentual (erro relativo, em percentagem) da capacidade térmica mássica do cobre obtida nesta experiência, tomando como referência o valor tabelado 385 J kg-1 ºC-1.
Apresente todas as etapas de resolução.
- Etapas de resolução:
A) Determinação da capacidade térmica mássica do cobre obtida na experiência (c = 414 J kg-1 ºC-1) …….. 5 pontos
B) Determinação do erro percentual da capacidade térmica mássica do cobre obtida na experiência (7,5%) …….. 5 pontos
12. (2017 – EE) O metano, CH4 , é o principal constituinte do gás natural.
A combustão completa do metano pode ser traduzida por
CH4 (g) + 2 O2 (g) ⇋ CO2 (g) + 2 H2O (l)
Nesta reação, a variação de entalpia associada à combustão de 1 mol de CH4 (g) é −890 kJ.
Considere que a energia libertada nesta reação é usada num processo de aquecimento de água e que o rendimento desse processo é 100%.
12.1. O que significa um rendimento do processo de aquecimento de 100%?
⇒ Quando o rendimento de um processo de aquecimento é 100% toda a energia fornecida a esse processo (neste caso pela combustão do metano) é utilizada como calor para aquecer um sistema (neste caso uma certa quantidade água).
- [Significa que] toda a energia libertada na combustão [do metano] é utilizada no aquecimento [da água]. …………. 5 pontos
ou
⇒ [Significa que] não há energia dissipada no processo de aquecimento [da água].
ou
equivalente.
12.2. Calcule o volume de metano, medido nas condições normais de pressão e de temperatura (PTN), que tem de reagir completamente para aumentar em 18 ºC a temperatura de uma amostra pura de 5,0 kg de água.
Apresente todas as etapas de resolução.
- Vm (PTN) = 22,4 dm3 mol−1
⇒ Como Eaquecimento = mágua cágua ΔTágua, a energia necessária para aumentar em os 5,0 kg de água será:
- Eaquecimento = 5,0 x 4,18 x 103 x 18 = 3,76 x 105 J
⇒ Sendo – 890 kJ a variação de entalpia associada à combustão de 1 mol de metano, a quantidade de metano que tem de reagir completamente será:
⇒ O volume de metano, nas condições PTN, que tem de reagir completamente é 9,5 dm3.
- Etapas de resolução:
A) Cálculo da energia que é necessária para aumentar em 18 ºC a temperatura da amostra de água (E = 3,76 x 105 J) …….. 5 pontos
B) Cálculo da quantidade de metano que tem de reagir (n = 0,422 mol) …….. 2 pontos
C) Cálculo do volume de metano, medido nas condições normais de pressão e de temperatura (V = 9,5 dm3) …….. 3 pontos
13. (2018 – PM) Numa atividade laboratorial, os alunos tinham como objetivo determinar se é mais eficaz arrefecer água com água a 0 ºC ou com gelo a 0 ºC.
Para tal, os alunos realizaram dois ensaios:
Ensaio A – Acrescentaram 5 mL de água (5 g) a 0 ºC a um copo com 50 mL (50 g) de água a 15 ºC.
Ensaio B – Acrescentaram 5 g de gelo a 0 ºC a um copo com 50 mL (50 g) de água a 15 ºC.
O ponto de fusão da água é 0 ºC.
13.1. Preveja em qual dos ensaios (A ou B) a temperatura final da água será menor.
Na sua resposta, apresente apenas o nome do ensaio solicitado.
- [Ensaio] B ………. 5 pontos
13.2. No ensaio A, a porção de água mais quente libera energia sob a forma de calor, sendo alguma fornecida à porção de água mais fria e o resto libertado para a vizinhança do ensaio.
A energia é liberada pela porção de água mais quente com uma potência de 75 W.
Durante um intervalo de tempo de 12s, foram fornecidas, à porção de água fria, 675 J de energia sob a forma de calor.
Neste intervalo de tempo, qual foi a percentagem de energia libertada para a vizinhança do ensaio?
(A) 33,3%
(B) 25,0%
(C) 11,1%
(D) 75,0%
- Opção (B) ……………. 5 pontos
13.3. Para medir a massa do cubo de gelo, foi utilizada uma balança digital que mede em gramas e cuja menor divisão da escala é o miligrama.
Qual é a incerteza associada à medição na balança?
(A) ± 0,001 g
(B) ± 0,005 g
(C) ± 0,01 g
(D) ± 0,0005 g
- Opção (A) ……………. 5 pontos
13.4. Considere que se realiza um ensaio C onde se acrescenta um cubo de gelo de 5 g, a 0 ºC, a um copo com 40 g de água, a 15 ºC. A energia necessária à fusão de 1 kg de gelo é 3,34 × 105 J.
Admita que durante o processo de arrefecimento da água do copo não houve trocas de energia com o exterior.
Determine a temperatura final da água do copo neste ensaio.
Apresente todas as etapas de resolução.
- Etapas de resolução:
A) Determinação da energia necessária à fusão do gelo: 1,67×103 J ………. 3 pontos
B) Determinação da temperatura da porção de água mais quente logo após a fusão do gelo: 5ºC ………. 3 pontos
C) Determinação da temperatura final da água no copo: 4,44 ºC ………. 4 pontos
14. (2018 – 1ªF) Em cada local da Terra, a energia solar disponível depende, entre outros fatores, da estação do ano e das condições meteorológicas.
A Figura 1 representa um sistema de aquecimento de água, constituído por um depósito, um coletor solar plano com cobertura de vidro e um fluido que circula num circuito fechado, por convecção natural.
Este fluido transfere energia, como calor, para a água contida no depósito.
14.1. Considere que existe uma diferença significativa entre a temperatura da água que se encontra na parte inferior do depósito e a temperatura da água que se encontra na parte superior.
Compare a massa volúmica da água que se encontra na parte inferior do depósito com a massa volúmica da água que se encontra na parte superior.
⇒ A massa volúmica da água que se encontra na parte inferior do depósito é maior do que a massa volúmica da água na parte superior.
⇒ A água fria entra na parte inferior do depósito e recebe energia do fluido que circula no tubo ligado ao coletor solar; à medida que a água aquece torna-se menos densa e forma uma corrente ascendente.
⇒ Devido a este mecanismo, na parte superior do depósito a água encontra-se a uma temperatura mais elevada e, por isso, tem uma massa volúmica menor do que na parte inferior.
⇒ A massa volúmica da água na parte inferior do depósito é maior do que a massa volúmica da água na parte superior. …………. 6 pontos
14.2. A cobertura de vidro do coletor solar é _____ à radiação visível incidente e ____ à maior parte da radiação infravermelha emitida no interior do coletor, o que contribui para o aumento da temperatura no interior do coletor.
(A) transparente … opaca
(B) opaca … transparente
(C) transparente … transparente
(D) opaca … opaca
*O conteúdo deste item já não faz parte dos atuais referenciais programáticos da disciplina.
- Opção (A)
⇒ Pretende-se que a cobertura do coletor solar seja totalmente transparente à radiação visível, para se deixar atravessar na totalidade por este tipo e radiação, e opaca à radiação infravermelha, para que este tipo de radiação permaneça no interior do coletor para provocar um maior aumento de temperatura no interior do coletor.
- Opção (A) ……………. 6 pontos
15. (2018 – 1ªF) Um depósito com 120 kg de água está ligado a um coletor plano de área 4,0 m2, que está exposto à radiação solar, em média, durante 8,0 h por dia.
Nas condições de exposição, a potência média da radiação solar incidente por unidade de área é 5,1 x 102 W m-2 .
15.1. A grandeza potência por unidade de área pode também ser expressa em
(A) kW h m-2
(B) kJ s-1 m-2
(C) kJ s m-2
(D) kW h-1 m-2
- Opção (B) ……………. 6 pontos
15.2. A temperatura da água contida no depósito aumenta, em média, 35 ºC, ao fim das 8,0 h diárias de exposição do coletor à radiação solar.
Determine o rendimento médio do processo de aquecimento considerado.
Apresente todas as etapas de resolução.
⇒ A potência média da radiação solar incidente no coletor obtém-se multiplicando a potência média por unidade de área pela área do coletor:
- P = 5,1 x 102 x 4,0 = 2,04 x 103 W
⇒ Durante as 8,0 h diárias de exposição solar, a energia da radiação solar que, em média, incide no coletor é dada por
- Eincidente = P x Δt = 2,04 x 103 x 8,0 x 3600 = 5,88 x 107 J
⇒ Neste mesmo intervalo de tempo, a temperatura da água contida no depósito aumenta em média, ΔT = 35ºC = 35 K, logo, essa agua absorve, em média, a energia
- Eabsorvida = m c ΔT = 120 x 4,18 x 103 x 35 = 1,76 x 107 J
⇒ O rendimento do processo de aquecimento, η, é dado por
- Etapas de resolução:
⇒ Cálculo da potência média da radiação solar incidente no coletor (P = 2,04 x 103 W) …….. 2 pontos
⇒ Cálculo da energia da radiação solar que, em média, incide no coletor em 8,0 h diárias de exposição solar (E = 5,88 x 107 J) …….. 2 pontos
⇒ Cálculo da energia que, em média, é absorvida pela água em 8,0 h diárias de exposição solar (E = 1,76 x 107 J) …….. 3 pontos
⇒ Cálculo do rendimento médio do processo de aquecimento considerado (h = 30%) …….. 3 pontos
ou
⇒ Cálculo da potência média da radiação solar incidente no coletor (P = 2,04 x 103 W) …….. 2 pontos
⇒ Cálculo da energia que, em média, é absorvida pela água em 8,0 h diárias de exposição solar (E = 1,76 x 107 J) …….. 3 pontos
⇒ Cálculo da potência média absorvida pela água (P = 6,11 x 102 W) …….. 2 pontos
⇒ Cálculo do rendimento médio do processo de aquecimento considerado (h = 30%) …….. 3 pontos



















