Ficha nº1 : Exames e TI (2006 – 2014)

 


Ficha nº1

Exercícios de exames e testes intermédios (2006 – 2014)

11ºanoFísica  – Domínio 1 – Subdomínio 2 (Interações e seus efeitos)


 

 

1. (2006 – 2ªFDois astronautas com massas diferentes encontram-se no interior de um satélite geostacionário, em repouso em relação às paredes do satélite.

Seleccione a alternativa CORRETA.

(A) As forças gravíticas que actuam nos dois astronautas, resultantes da interacção com a Terra, são nulas.

(B) As forças gravíticas que actuam nos dois astronautas, resultantes da interacção com a Terra, são diferentes de zero e iguais em módulo.

(C) Ambos os astronautas possuem aceleração nula, em relação a um sistema de referência com origem no centro da Terra.

(D) Os valores absolutos das acelerações dos astronautas, em relação a um sistema de referência com origem no centro da Terra, são iguais.

Resolução

(A) Errada.

Os astronautas continuam submetidos à força gravítica exercida pela Terra, que depende da distância e das massas da Terra e de cada astronauta.

 (B) Errada.

Se as massas dos astronautas são diferentes, as forças gravíticas são também diferentes.

(C) Errada.

Os astronautas, tal como o satélite, têm aceleração centrípeta, não nula. Se não tivessem aceleração centrípeta, o satélite seguiria a direito com velocidade constante…

⇒ (D) Correcta.

A aceleração depende apenas da velocidade do satélite e do raio da órbita. (Na superfície da Terra, é igual para todos os corpos… se não existir outra força além da força gravítica…).

Critérios

  • Opção (D)…………. 7 pontos

 

 

2. (TI16/01/2008Um carro move-se horizontalmente ao longo de uma estrada com velocidade de módulo variável e descreve uma trajectória rectilínea.

O gráfico da figura 1 representa a sua posição relativamente a um marco quilométrico, em função do tempo.

Admita que, no intervalo de tempo [0,0; 1,0] s, a lei do movimento do carro é

x = –2,0 t2 + 12,0 t + 15,0 (SI)

Seleccione o gráfico que melhor traduz a força aplicada no carro, em função do tempo, no intervalo [0,0; 1,0] s.

Resolução

  • Opção (D)

A aceleração é constante e tem sentido negativo, logo, a força aplicada ao carro é também constante e com o mesmo sentido, pois F = m a.

  • Como a < 0, então F < 0.

Critérios

  • Opção (D)…………. 8 pontos

 

 

3. (2008 – 2ªFLeia atentamente o seguinte texto.

Quando o astronauta Neil Armstrong pisou pela primeira vez o solo lunar, a 20 de Julho de 1969, entrou num mundo estranho e desolado. Toda a superfície da Lua está coberta por um manto de solo poeirento. Não há céu azul, nuvens, nem fenómenos meteorológicos de espécie alguma, porque ali não existe atmosfera apreciável. O silêncio é total.

Nas análises laboratoriais de rochas e solo trazidos da Lua não foram encontrados água, fósseis nem organismos de qualquer espécie.

A maior parte da luz do Sol que incide na superfície lunar é absorvida, sendo o albedo médio da Lua de apenas 11%. A aceleração da gravidade à superfície da Lua é cerca de 1/6 da que se verifica à superfície da Terra.

Depois da Lua, Vénus é o astro mais brilhante no céu nocturno, uma vez que a espessa camada de nuvens que o envolve reflecte grande quantidade da luz proveniente do Sol. A atmosfera de Vénus é constituída por cerca de 97% de dióxido de carbono e por uma pequena percentagem de azoto, com vestígios de vapor de água, hélio e outros gases. A temperatura à superfície chega a atingir 482 ºC, porque o dióxido de carbono e o vapor de água atmosféricos se deixam atravessar pela luz visível do Sol, mas não deixam escapar a radiação infravermelha emitida pelas rochas da sua superfície.

Dinah Moché, Astronomia, Gradiva, 2002 (adaptado)

Com base na informação apresentada no texto, seleccione a alternativa que compara correctamente a intensidade da força gravítica que actua sobre um mesmo corpo, quando colocado à superfície da Terra, FgTerra, e à superfície da Lua, FgLua.

Resolução

  • Opção (D)

Se a aceleração da gravidade à superfície da Lua é cerca de 1/6 da que se verifica à superfície da Terra, a força gravítica na Terra, para um mesmo corpo, é seis vezes maior do que na Lua.

ou

A intensidade da força gravítica que actua num corpo num determinado local é directamente proporcional à intensidade da aceleração da gravidade nesse local. É referido no texto que “a aceleração da gravidade à superfície da Lua é cerca de 1/6 da que se verifica à superfície da Terra”. Sendo assim, também a força gravítica que actua num corpo na superfície da Lua é 1/6 da força gravítica que actua num corpo na superfície da Terra.

ou

gLua = 1/6 gTerra

m = massa do corpo

Critérios

  • Opção (D)…………. 5 pontos

 

 

4. (TI17/03/2009Um rapaz empurra, com velocidade constante, um bloco de massa m, ao longo de um plano inclinado sem atrito, como o esquema da figura 1 mostra.

Seleccione o diagrama que melhor representa, na situação descrita, as forças aplicadas no centro de massa do bloco, durante a subida, sendo F a força aplicada pelo rapaz.

Resolução

  • Opção (B)

  • As forças que atuam sobre o bloco são:

a força, F, paralela à superfície horizontal (a base do plano inclinado);

o peso, P, vertical e de sentido descendente;

a força de reação normal exercida pela superfície de apoio, N, perpendicular ou normal à rampa AB.

Critérios

  • Opção (B)…………. 8 pontos

 

 

5. (TI17/03/2009Um corpo de massa 5,0 kg, partindo do repouso, é arrastado ao longo de uma superfície horizontal rugosa por uma força horizontal constante com intensidade 40 N.

Verificou-se que, ao fim de 3,0 s, o módulo da sua velocidade era 3,0 m s–1.

Calcule a intensidade da força de atrito, suposta constante.

Apresente todas as etapas de resolução.

Resolução

  • m = 5,0 kg;
  • v0 = 0,0 m s-1
  • F = 40 N
  • Δt = 3,0 s;
  • v = 3,0 m s-1
  • Fa = ?

  O corpo desloca-se sobre uma superfície horizontal, logo, a resultante das forças que sobre ele atuam é:

  A intensidade da força de atrito é igual a 35 N.

Critérios

  • A resolução deve apresentar, no mínimo, as seguintes etapas:

Calcula a intensidade da força resultante (F = 5,0 N).

Calcula a intensidade da força de atrito (Fa = 35 N).

A classificação da resposta a este item é feita em função do enquadramento da mesma num dos níveis de desempenho, de acordo com a tabela seguinte:

 

 

6. (TI30/04/2010Galileu e Newton contribuíram decisivamente para o estudo e compreensão dos movimentos.

Lançou-se um paralelepípedo de madeira, de modo a que ele subisse uma rampa, em condições nas quais a resistência do ar pode ser desprezada.

Seja Fg a força gravítica, Rn a força de reacção normal e Fa a força de atrito.

Seleccione a única opção que apresenta o diagrama das forças que actuam sobre esse paralelepípedo, ao longo da subida da rampa.

Resolução

  • Opção (B)

A força gravítica, Fg, é vertical e descendente.

A força de reação normal, Rn, é normal ou perpendicular à superfície de apoio, a rampa.

A força de atrito, Fa, que atua em sentido oposto ao do movimento, tem sentido descendente, pois o paralelepípedo está a subir a rampa.

Critérios

  • Opção (B)…………. 8 pontos

 

 

7. (2010 – 1ªFLeia o seguinte texto.

A 2 de Agosto de 1971, o astronauta David Scott, comandante da missão Apollo 15, realizou na Lua (onde a atmosfera é praticamente inexistente) uma pequena experiência com um martelo geológico (de massa 1,32 kg) e uma pena de falcão (de massa 0,03 kg). No filme que registou essa experiência, é possível ouvir as palavras de Scott:

«Se estamos aqui hoje, devemo-lo, entre outros, a Galileu, que fez uma descoberta muito importante acerca da queda dos corpos em campos gravíticos. Considero que não há melhor lugar para confirmar as suas descobertas do que a Lua. Vou, por isso, deixar cair o martelo, que tenho na mão direita, e a pena, que tenho na mão esquerda, e espero que cheguem ao chão ao mesmo tempo.»

Nas imagens registadas, vê-se Scott a segurar no martelo e na pena, aproximadamente, à mesma altura, e a largá-los em simultâneo. Os dois objectos caem lado a lado e chegam ao chão praticamente ao mesmo tempo. Scott exclama: «Isto mostra que Galileu tinha razão!»

http://history.nasa.gov/alsj/a15/a15.clsout3.html#1670255 (adaptado)

7.1. Identifique o facto, referido no texto, que levou Scott a considerar que a Lua era um lugar privilegiado para testar a hipótese de Galileu sobre o movimento de corpos em queda livre.

Resolução

De acordo com o parágrafo 1 do texto, o que levou David Scott a considerar a Lua como um lugar privilegiado para testar a hipótese de Galileu sobre o movimento de corpos em queda livre é o facto de a atmosfera lunar ser praticamente inexistente.

Critérios

  • A atmosfera ser praticamente inexistente na Lua …………. 5 pontos

 

 

7.2. O martelo e a pena caem lado a lado e chegam ao chão praticamente ao mesmo tempo, porque, estando sujeitos a forças gravíticas…

(A) diferentes, caem com acelerações iguais.

(B) iguais, caem com acelerações iguais.

(C) iguais, caem com acelerações diferentes.

(D) diferentes, caem com acelerações diferentes.

Resolução

  • Opção (A)

As acelerações do martelo e da pena são iguais, g.

⇒ Mas, como têm diferente massa, estão sujeitos a forças gravíticas diferentes.

⇒ Fgm = mmartelo g

⇒ Fgp = mpena g

Critérios

  • Opção (A)…………. 5 pontos

 

 

8. (2010 – 2ªFPara investigar se o valor da aceleração da gravidade depende da massa dos corpos em queda livre e da altura de queda, um grupo de alunos usou duas células fotoeléctricas, X e Y, ligadas a um cronómetro digital, e diversas esferas de um mesmo material, mas com diâmetros diferentes.

A Figura 5 representa um esquema da montagem utilizada.

Os alunos começaram por medir, com uma craveira, o diâmetro, d, de cada uma das esferas.

Realizaram, seguidamente, diversos ensaios, para determinarem:

– o tempo que cada esfera demora a percorrer a distância entre as células X e Y, Δtqueda ;

– o tempo que cada esfera demora a passar em frente à célula Y, ΔtY.

Os alunos tiveram o cuidado de largar cada esfera sempre da mesma posição inicial, situada imediatamente acima da célula X, de modo a poderem considerar nula a velocidade com que a esfera passava nessa célula (vX = 0).

8.1. Para uma dada esfera, os alunos obtiveram os valores mais prováveis do diâmetro, d, e do tempo de passagem da esfera pela célula Y, ΔtY :

• d = 2,860 cm

• ΔtY = 12,3 x 10–3 s

Os alunos usaram a expressão

(que se refere a um movimento rectilíneo uniforme) para calcular um valor aproximado da velocidade, vY, com que a esfera passa na célula Y.

8.1.1. Explique por que é possível utilizar-se aquela expressão no cálculo do valor aproximado da velocidade vY.

Resolução

O diâmetro da esfera é pequeno e o intervalo de tempo que a esfera demora a passar pela célula fotoeléctrica é também pequeno, pelo que se pode afirmar que nesse intervalo de tempo a velocidade da esfera é praticamente constante.

Critérios

  • A resposta deve abordar os seguintes tópicos:

O tempo de passagem da esfera pela célula Y, ΔtY, é muito pequeno.

A velocidade da esfera mantém-se, assim, praticamente constante nesse intervalo de tempo.

A classificação da resposta a este item é feita em função do enquadramento da mesma num dos níveis de desempenho, de acordo com a tabela seguinte.

 

 

8.1.2. Os alunos obtiveram, em três ensaios consecutivos, os valores de tempo que a esfera demora a percorrer a distância entre as células X e Y, Δtqueda , apresentados na tabela seguinte.

Calcule o valor experimental da aceleração da gravidade obtido pelos alunos a partir das medidas efectuadas.

Apresente todas as etapas de resolução.

Resolução

Calculando o valor da velocidade de passagem vem:

O tempo mais provável que a esfera demorou a adquirir aquela velocidade foi:

Logo, calculando a aceleração:

Critérios

  • A resolução deve apresentar, no mínimo, as seguintes etapas:

Determina o valor mais provável do tempo que a esfera demora a percorrer a distância entre as células X e Y (Δtqueda = 0,2272 s).

Determina o valor aproximado da velocidade com que a esfera passa na célula Y (vY = 2,325 m s–1 ).

Determina o valor experimental da aceleração da gravidade (g = 10,2 m s–2 ).

A classificação da resposta a este item é feita em função do enquadramento da mesma num dos níveis de desempenho, de acordo com a tabela seguinte.

 

 

8.2. A tabela seguinte apresenta alguns dos valores experimentais da aceleração da gravidade, expressos em ms–2, obtidos pelos alunos, utilizando esferas de massas diferentes e alturas de queda diferentes.

Selecione a única opção que contém os termos que preenchem, sequencialmente, os espaços seguintes, de modo a obter uma afirmação correta.

A partir dos resultados experimentais obtidos, podemos concluir que o valor da aceleração da gravidade ______ da massa dos corpos em queda e que ______ da altura de queda.

(A) depende … depende

(B) depende … não depende

(C) não depende … depende

(D) não depende … não depende

Resolução

  • Opção (D)

Para as diferentes massas e para diferentes alturas de queda, os valores da aceleração na tabela são aproximadamente os mesmos.

Critérios

  • Opção (D)…………. 5 pontos

 

 

9. (TI11/02/2011) A Figura 6 representa, esquematicamente, uma ligação rodoviária entre os pontos A e E, que se situa num mesmo plano horizontal, verificando-se que o velocímetro de um automóvel marca sempre 80 km h-1, ao longo de todo o percurso entre aqueles pontos.

Considere o troço entre os pontos A e B. Que conclusão, fundamentada na 2.ª Lei de Newton, pode retirar-se acerca da resultante das forças que atuam no automóvel, nesse troço?

Resolução

A entre os pontos A e B o automóvel descreve uma trajetória retilínea com velocidade de módulo constante, logo está animado de movimento retilíneo uniforme e, consequentemente, com aceleração nula.

De acordo com a 2.ª Lei de Newton, Fr = ma, a resultante das forças que atuam sobre o automóvel entre os pontos A e B é nula, visto que a aceleração, a, neste troço é nula.

Critérios

  • A resposta deve apresentar os seguintes tópicos:

A) Entre os pontos A e B, o automóvel move-se com movimento retilíneo e uniforme

ou

  • Entre os pontos A e B, o automóvel move-se com velocidade constante.

B) Sendo a aceleração do automóvel nula, de acordo com a 2.ª Lei de Newton a resultante das forças que sobre ele atuam também é nula.

A classificação da resposta a este item é feita em função do enquadramento da mesma num dos níveis de desempenho, de acordo com a tabela seguinte.

 

 

10. (20111ªFSuponhamos que alguém vai a empurrar um carrinho por uma estrada retilínea e horizontal e que, subitamente, o larga.

Antes de se imobilizar, o carrinho ainda percorrerá uma curta distância. Surge a pergunta: como será possível aumentar essa distância? Há vários meios, como por exemplo, olear o eixo e tornar a estrada mais lisa.

Quanto mais lisa for a estrada e mais facilmente girarem as rodas, maior será a distância percorrida. O que acontece em consequência da lubrificação do eixo e do alisamento da estrada?

Apenas isto: o efeito do que chamamos atrito diminui, tanto no contacto do eixo com as rodas, como no das rodas com a estrada.

Isto já é uma interpretação teórica da evidência observável. Imaginemos uma estrada perfeitamente lisa e um sistema de eixos e rodas em que não houvesse atrito. Neste caso, nada interferiria no carrinho, que se moveria perpetuamente.

Formulamos esta conclusão unicamente por força do pensamento, idealizando uma experiência que não pode ter realidade, visto ser impossível eliminar o atrito, mas que nos permite compreender melhor a relação entre forças e movimento.

A. Einstein, L. Infeld, A Evolução da Física, Livros do Brasil (adaptado)

Das forças que atuam sobre o carrinho em movimento sobre uma superfície horizontal, a força gravítica, Fg, e a força normal, FN, exercida pela estrada, são forças com intensidades

(A) iguais, que constituem um par ação-reação.

(B) diferentes, que constituem um par ação-reação.

(C) diferentes, que não constituem um par ação-reação.

(D) iguais, que não constituem um par ação-reação.

Resolução

  • Opção (D)

A força gravítica é exercida pela Terra e a força normal pela superfície horizontal.

Ambas atuam sobre o carrinho. Sendo aplicadas no mesmo corpo não constituem um par ação-reação.

Como estas duas forças se anulam são simétricas, portanto têm a mesma intensidade.

Critérios

  • Opção (D)…………. 5 pontos

 

 

11. (TI27/04/2012A Figura 2 (que não está à escala) representa uma calha inclinada, montada sobre uma mesa.

Uma pequena esfera de aço é abandonada na posição A, percorrendo a distância sobre a calha até à posição B. Seguidamente, a esfera move-se sobre o tampo da mesa, entre as posições B e C, caindo depois para o solo.

Considere desprezável a força de resistência do ar, e admita que a esfera pode ser representada pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).

 Identifique as forças que atuam na esfera no percurso entre as posições B e C, indicando, para cada uma dessas forças, onde está aplicada a força que com ela constitui um par ação-reação.

Considere desprezáveis as forças dissipativas no percurso entre as posições B e C.

Resolução

As forças que atuam sobre a esfera durante o percurso de B a C são a força gravítica (exercida pela Terra) e a força de reação normal exercida pela superfície de apoio, a mesa.

A força que constitui um par ação-reação com a força gravítica está aplicada no centro da Terra e a que constitui um par ação-reação com a força de reação normal está aplicada na mesa.

Critérios

  • A resposta deve apresentar os seguintes tópicos:

A) Em cada ressalto, existe dissipação de energia mecânica (ou de energia cinética) na interação entre a bola e o solo.

B) Assim, a energia mecânica (ou a energia cinética ou o módulo da velocidade) com que a bola sai do solo é inferior à energia mecânica (ou à energia cinética ou ao módulo da velocidade) com que a bola chega ao solo.

C) Como existe conservação de energia mecânica quando a bola está no ar, a altura máxima atingida pela bola após cada ressalto é sucessivamente menor.

A classificação da resposta a este item é feita em função do enquadramento da mesma num dos níveis de desempenho, de acordo com a tabela seguinte.

 

 

12. (2013 – EEConsidere que m representa a massa de um fruto que se encontra acima da superfície da Terra e que d representa a distância entre o centro de massa do fruto e o centro de massa da Terra.

A intensidade da força com que a Terra atrai esse fruto é

(A) inversamente proporcional a m.

(B) diretamente proporcional a d.

(C) diretamente proporcional a m2.

(D) inversamente proporcional a d2.

Resolução

  • Opção (D)

A intensidade da força com que a Terra atrai o fruto, a intensidade da força gravítica, é:

Da análise desta expressão conclui-se que a intensidade da força com que a Terra atrai o fruto é diretamente proporcional à sua massa, m, e inversamente proporcional ao quadrado da distância que o separa do centro da Terra.

Critérios

  • Opção (D)…………. 5 pontos

 

 

13. (2013 – EEA força com que a Terra atrai um fruto e a força com que esse fruto atrai a Terra têm intensidades

(A) iguais e determinam acelerações de módulos diferentes em cada um desses corpos.

(B) iguais e determinam acelerações de módulos iguais em cada um desses corpos.

(C) diferentes e determinam acelerações de módulos diferentes em cada um desses corpos.

(D) diferentes e determinam acelerações de módulos iguais em cada um desses corpos.

Resolução

  • Opção (A)

A força exercida pela Terra sobre o fruto e a exercida por este sobre a Terra são um par ação-reação, pelo que têm a mesma intensidade.

Da 2ª lei de Newton, FR = m a, conclui-se que o módulo da aceleração adquirida pelo fruto é muito superior ao módulo da aceleração adquirida pela Terra, dado que a massa desta é muito superior à do fruto.

Critérios

  • Opção (A)…………. 5 pontos

 

 

14. (TI12/02/2014A Figura 1 (que não está à escala) ilustra uma experiência realizada numa aula de Física, na qual um carrinho é abandonado sobre uma calha inclinada, montada sobre uma mesa de tampo horizontal.

O carrinho, abandonado na posição A, percorre a distância sobre a calha até à posição B, movendo-se depois, sobre o tampo da mesa, até à posição C.

Considere desprezáveis todas as forças dissipativas e admita que o carrinho pode ser representado pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).

14.1. Explique porque é que a resultante das forças que atuam no carrinho não é nula no percurso AB.

Comece por identificar as forças que atuam no carrinho nesse percurso.

Resolução

⇒ No percurso AB, as forças que atuam sobre o carrinho são o peso, P, e a força de reação normal, N, exercida pela superfície de apoio.

⇒ A força de reação normal é perpendicular à trajetória AB e o peso é vertical, pelo que têm direções diferentes.

⇒ Decompondo o peso segundo a direção tangente à trajetória, Pt, e segundo a perpendicular a esta, Pn, como se mostra na figura 1, verifica-se que N e Pn se anulam e que a resultante das forças é igual a Pt.


Critérios

  • Na resposta, devem ser apresentados os seguintes tópicos:

A) No percurso AB, atuam sobre o carrinho a força gravítica (ou o peso) e a [força de] reação normal (ou a força exercida pela superfície sobre a qual o carrinho se desloca).

B) No percurso AB, aquelas forças têm direções diferentes [pelo que a sua resultante não é nula].

A classificação da resposta a este item é feita em função do enquadramento da mesma num dos níveis de desempenho, de acordo com a tabela seguinte.

 

 

14.2. Qual é o esboço do gráfico que pode representar o módulo da aceleração do carrinho, a, em função do tempo, t, decorrido desde o instante em que este inicia o movimento até ao instante em que atinge a posição C?

Resolução

  • Opção (C)

⇒ No percurso AB o movimento do carrinho é retilíneo uniformemente acelerado.

⇒ As forças que atuam no carrinho são a reação normal (força exercida pela superfície sobre a qual o carrinho se desloca) e o peso (força gravítica) sendo que a resultante das forças que atuam no carrinho é constante nesse percurso e corresponde à componente eficaz do peso, ou seja, a componente do peso na direção tangente à trajetória. Assim no percurso AB a aceleração mantém-se constante.

⇒ No percurso BC as forças que atuam no carrinho são a reação normal (força exercida pela superfície sobre a qual o carrinho se desloca) e o peso (força gravítica).

⇒ No percurso BC estas forças têm a mesma direção e intensidade, mas sentidos opostos, motivo pelo qual a força resultante é zero. Se a força resultante é nula, também será nula, nesse percurso, a aceleração.

⇒ Durante a primeira parte do percurso AB o valor algébrico da aceleração é diferente de zero e positivo (atendendo ao eixo de referência), diminuindo o seu valor a partir do ponto B e até C para um valor nulo.

Critérios

  • Opção (C)…………. 8 pontos

 

 

15. (2014 – 1ªFA Figura 2 (que não está à escala) representa uma criança a descer um escorrega cuja secção inclinada tem um comprimento de 4,0 m.

Considere que a criança desce o escorrega partindo do repouso, e que a sua aceleração se mantém constante durante a descida.

Admita que a criança pode ser representada pelo seu centro de massa (modelo da partícula material).

Considere duas situações distintas:

– Situação I: a resultante das forças dissipativas que atuam na criança é desprezável;

– Situação II: a resultante das forças dissipativas que atuam na criança não é desprezável.

Nos esquemas seguintes, o vetor aI representa a aceleração da criança na situação I.

Em qual dos esquemas o vetor aII pode representar a aceleração da criança na situação II ?

Resolução

  • Opção (C)

Quer existam ou não forças dissipativas, a criança parte do repouso e aumenta a sua velocidade. Então, as acelerações em ambas as situações apontam no sentido do movimento.

A aceleração menor é a da situação II, uma vez que é também menor a resultante das forças (as forças de atrito têm sentido oposto à componente do peso segundo o eixo dos xx).

Critérios

  • Opção (C) …………. 5 pontos

 

 

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