Ficha de exames nº3 – Funções (2011–2013)


Ficha de exames nº3

Provas de 2011–2013

10.º ano – Matemática A – Tema 4 (Funções)


📚 Itens de exames nacionais e testes intermédios

Itens de exames nacionais e testes intermédios portugueses que correspondem às Aprendizagens Essenciais deste tema, ordenados por data da prova. Em cada exercício indica-se a prova de origem e o grau de dificuldade. Os itens de MACS e de Matemática B foram adaptados (linguagem e, quando indicado, método) ao programa de Matemática A.

📝 15 itens  4 fáceis8 médios3 difíceis

1Médio

📄 Teste Intermédio de Matemática A – 10.º ano, 6 de maio de 2011 (versão 1) – Grupo II, itens 1.1, 1.2 e 1.3

Resolução

1.1.

1.2.

1.3.

2Médio

📄 Teste Intermédio de Matemática A – 10.º ano, 6 de maio de 2011 (versão 1) – Grupo II, item 2

Resolução

3Difícil

📄 Teste Intermédio de Matemática A – 10.º ano, 6 de maio de 2011 (versão 1) – Grupo II, itens 3.1 e 3.2

Resolução

3.1.

3.2.

4Fácil

📄 Adaptado de: Teste Intermédio de Matemática A – 11.º ano, 24 de maio de 2011, item 1 do grupo I

Seja f a função, de domínio [1,+∞[, definida por f(x)=x−1.
Qual é o valor de f−1(3)?

(A) 8

(B) 9

(C) 10

(D) 11

Resolução

Por definição de função inversa, f−1(3)=a⇔f(a)=3, com a∈[1,+∞[.

f(a)=3⇔a−1=3. Como ambos os membros são não negativos, elevamos ao quadrado: a−1=9⇔a=10.

Verificação: 10∈[1,+∞[ e f(10)=9=3.

Logo, f−1(3)=10. Resposta: (C).

5Fácil

📄 Adaptado de: Exame Nacional de Matemática B (735), 2011, 1.ª fase, item 3 do Grupo III

Numa composição geométrica inspirada no quadro A Porta da Harmonia, o quadrado exterior [OPQR] tem 14 unidades de lado. Um dos quadrados interiores pode rodar, de modo que um certo comprimento k varia entre 0 e 5. A área da parte sombreada da composição, em função de k, é dada por

g(k)=75−5k,0≤k≤5.

Existe algum valor de k para o qual a área da parte sombreada seja 40% da área do quadrado [OPQR]? Justifique.

Resolução

Área do quadrado [OPQR]: 142=196 unidades de área.

40% dessa área: 0,40×196=78,4.

Resolve-se g(k)=78,4: 75−5k=78,4⇔−5k=3,4⇔k=−0,68.

Mas −0,68∉[0,5]. (Graficamente: g é decrescente, com contradomínio [50,75], e a reta y=78,4 não interseta o gráfico de g.)

Não existe nenhum valor de k nessas condições.

6Fácil

📄 Adaptado de: Exame Nacional de Matemática B (735), 2011, época especial, itens 1.1 e 1.2 do Grupo II

Segundo a lei de Dolbear, a temperatura ambiente T, em graus Celsius, pode ser estimada a partir do número n de vezes que um grilo canta por minuto:

T=10+n−407.

a) Durante um minuto, ouviu-se um grilo cantar 45 vezes em cada intervalo de 15 segundos. Estime a temperatura ambiente.

b) Num fim de tarde, registou-se o canto de um grilo entre as 18 h 15 min e as 18 h 16 min e entre as 19 h 44 min e as 19 h 45 min. No segundo período, o grilo cantou menos 7 vezes do que no primeiro. Determine a diferença entre as temperaturas estimadas nos dois períodos.

Resolução

a) Um minuto tem 4 intervalos de 15 s, logo n=4×45=180.

T(180)=10+180−407=10+1407=10+20=30. A temperatura estimada é 30 °C.

b) Se no primeiro período o grilo cantou n vezes, no segundo cantou n−7 vezes.

T(n)−T(n−7)=(10+n−407)−(10+n−477)=n−40−n+477=77=1.

Em alternativa: T é uma função afim de declive 17, logo cada 7 cantos a menos correspondem a menos 7×17=1 °C.

A diferença entre as temperaturas estimadas é de 1 °C (o segundo período foi 1 °C mais fresco).

7Médio

📄 Teste Intermédio de Matemática A – 10.º ano, 16 de março de 2012 (versão 1) – Grupo I, item 3

Resolução

8Médio

📄 Teste Intermédio de Matemática A – 10.º ano, 16 de março de 2012 (versão 1) – Grupo I, item 4

Resolução

9Médio

📄 Teste Intermédio de Matemática A – 10.º ano, 16 de março de 2012 (versão 1) – Grupo I, item 5

Resolução

10Médio

📄 Teste Intermédio de Matemática A – 10.º ano, 16 de março de 2012 (versão 1) – Grupo II, itens 3.1 e 3.2

Resolução

3.1.

3.2.

11Difícil

📄 Teste Intermédio de Matemática A – 10.º ano, 16 de março de 2012 (versão 1) – Grupo II, itens 4.1 e 4.2

Resolução

4.1.

4.2.

12Difícil

📄 Adaptado de: Exame Nacional de Matemática B (735), 2012, 2.ª fase, itens 1, 2.1, 2.2.1 e 2.2.2 do Grupo II

No jogo «Choque de Triângulos», para dois jogadores, usa-se um tabuleiro com um referencial ortonormado xOy, no qual estão marcados os pontos A(−8,0) e B(0,8) e o segmento [AB]. Por sorteio, um jogador fica com o 1.º quadrante e o outro com o 2.º quadrante. Regras:
• lança-se uma vez um dado cúbico com as faces numeradas de 1 a 6; seja x o número saído;
• marca-se no eixo Ox o ponto P de abcissa x;
• traça-se a reta r que passa em P e é perpendicular a [AB];
• M é o ponto de interseção de r com [AB] e N é o ponto de interseção de r com Oy;
• sombreiam-se os triângulos [MNB] (no 2.º quadrante) e [NOP] (no 1.º quadrante);
• ganha o jogador em cujo quadrante está o triângulo de maior área.

a) Num jogo, saiu o número 3. Determine a equação reduzida da reta r.

b) Mostre que a área do triângulo [NOP] é dada por f(x)=0,5x2, com x∈{1,2,3,4,5,6}.

c) Admita que a área do triângulo [MNB] é dada por g(x)=0,25x2−4x+16, com x∈{1,2,3,4,5,6}. Num jogo entre o Diogo (1.º quadrante) e o Eduardo (2.º quadrante), saiu o número 4. Quem ganhou? Justifique.

d) Mostre que, em qualquer jogo, há sempre um e um só vencedor (isto é, as duas áreas nunca são iguais).

Resolução

a) O declive de AB é 8−00−(−8)=1; uma reta perpendicular tem declive −1. Com x=3: P(3,0) e N(0,3) (o triângulo [NOP] é isósceles, pois a reta faz 45∘ com os eixos).

Declive: m=3−00−3=−1; ordenada na origem: b=3. r:y=−x+3.

b) Em geral, r:y=−x+xP, logo N(0,x) e OP―=ON―=x. O triângulo [NOP] é retângulo e isósceles, de catetos x: área =x×x2= 0,5x2.

c) f(4)=0,5×16=8 e g(4)=0,25×16−16+16=4. Como 8>4, o triângulo [NOP] (1.º quadrante) tem maior área. Ganhou o Diogo.

d) As áreas seriam iguais se f(x)=g(x)⇔0,5x2=0,25x2−4x+16⇔0,25x2+4x−16=0⇔x2+16x−64=0.

x=−16±256+2562=−8±82, isto é, x≈−19,31 ou x≈3,31. (Na calculadora: interseção dos gráficos de f e g em x≈3,31.)

Nenhuma das soluções pertence a {1,2,3,4,5,6}. Confirmação: para x=1,2,3, g(x)=12,25; 9; 6,25 é maior do que f(x)=0,5; 2; 4,5; para x=4,5,6, f(x)=8; 12,5; 18 é maior do que g(x)=4; 2,25; 1.

As áreas nunca são iguais, logo há sempre um e um só vencedor (ganha o 2.º quadrante se sair 1, 2 ou 3 e o 1.º quadrante se sair 4, 5 ou 6).

13Médio

📄 Adaptado de: Teste Intermédio de Matemática A – 11.º ano, 6 de março de 2013, item 5 do grupo I

Sejam f e g duas funções de domínio ℝ. Sabe-se que:
• as funções f e g são funções quadráticas;
• a função f tem dois zeros distintos;
• a função g tem um único zero;
• os gráficos das funções f e g intersetam-se no ponto de coordenadas (3;0).
Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

(A) A função f×g tem dois zeros e a função fg tem um zero.

(B) A função f×g tem dois zeros e a função fg tem dois zeros.

(C) A função f×g tem três zeros e a função fg tem um zero.

(D) A função f×g tem três zeros e a função fg tem dois zeros.

Resolução

Como o ponto (3;0) pertence aos dois gráficos, f(3)=0 e g(3)=0. Assim, 3 é o único zero de g e é também um dos zeros de f.

Seja a≠3 o outro zero de f. Os zeros de f são 3 e a; o zero de g é 3.

(f×g)(x)=0⇔f(x)=0∨g(x)=0⇔x=3∨x=a: a função f×g tem dois zeros.

O domínio de fg é ℝ⧵{3} (zero de g). Os seus zeros são os zeros de f que pertencem ao domínio, ou seja, apenas a: a função fg tem um zero.

Resposta: (A).

14Fácil

📄 Adaptado de: Exame Nacional de Matemática B (735), 2013, 1.ª fase, item 2 do Grupo IV

Estuda-se um modelo de janela cuja face exterior é formada por um retângulo [PQRT], com PQ―=x dm e QR―=y dm, e por um triângulo equilátero [TRS] assente no lado [TR]. Em todas as hipóteses estudadas, o perímetro da face exterior da janela mantém-se constante, variando x, y e a área da janela.
• A função A, que dá a área da face exterior da janela (em dm²) em função de x, atinge o seu máximo para x=9,4.
• O gráfico da função que dá y em função de x contém o ponto de coordenadas (9,4; 5,9).
Explique o significado dos valores x=9,4 e y=5,9 no contexto da situação descrita.

Resolução

x=9,4 é o maximizante da função A: é o valor de PQ― para o qual a área da face exterior da janela é máxima.

O ponto (9,4; 5,9) do gráfico de y em função de x indica que, quando x=9,4 dm, a outra dimensão do retângulo é y=5,9 dm.

Atenção: 5,9 não é a área máxima (é um comprimento, em dm); o valor máximo da área seria a ordenada do ponto de máximo do gráfico de A.

(Verificação: o perímetro da face é 3x+2y – três lados de comprimento x e dois de comprimento y –, e 3×9,4+2×5,9=40 dm.)

A janela tem área máxima quando as dimensões do retângulo são 9,4 dm (lado [PQ]) e 5,9 dm (lado [QR]).

15Médio

📄 Adaptado de: Exame Nacional de Matemática B (735), 2013, época especial, itens 1.1 e 1.2 do Grupo III

Num referencial ortonormado (unidade: metro), considere um semicírculo de centro na origem O, acima do eixo Ox, e um quadrado [PQRS] inscrito nesse semicírculo: o lado [PQ] está contido no eixo Ox, com OP―=OQ―, e os vértices R e S pertencem à semicircunferência. Seja x a abcissa do vértice R (positiva), com 0<x<1,3. A região do semicírculo exterior ao quadrado está sombreada.

a) Mostre que a área da região sombreada, em m², é dada por A(x)=(5π2−4)x2, com 0<x<1,3.

b) Pretende-se que a área da região sombreada seja superior a 2,5 m². Nessas condições, o lado do quadrado pertence a um intervalo ]a,b[. Determine a e b, em metros, arredondados às décimas (nos cálculos intermédios, conserve uma casa decimal).

Resolução

a) Como OP―=OQ― e R tem abcissa x, Q=(x,0) e P=(−x,0); o lado do quadrado mede 2x, logo R=(x,2x) e a área do quadrado é (2x)2=4x2.

O raio do semicírculo é OR―: pelo teorema de Pitágoras, OR―2=x2+(2x)2=5x2. Área do semicírculo: π×5x22=5π2x2.

A(x)=5π2x2−4x2= (5π2−4)x2 ≈3,854x2.

b) Resolve-se A(x)>2,5 em ]0; 1,3[. Graficamente (arco de parábola e reta y=2,5), a interseção tem abcissa x≈0,8. Analiticamente: x2>2,53,854≈0,649⇒x>0,805.

Como A é crescente em ]0; 1,3[, A(x)>2,5⇔0,8<x<1,3.

O lado do quadrado é 2x: 2×0,8=1,6 e 2×1,3=2,6. a=1,6 m e b=2,6 m.

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